Presidente do TJ assume o Governo de Sergipe

A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, assumiu o comando do Governo do Estado. Ela substitui o governador Fábio Mitidieri, que se afasta para tratar de assuntos particulares entre os dias 15 e 22 de abril.

Governador Fábio Mitidieri e a desembargadora Iolanda Guimarães
Reinaldo Moura|ASN

Esta é a segunda vez que a magistrada assume o comando do Executivo estadual. A primeira ocorreu em maio de 2025.

Ao explicar o afastamento, Fábio Mitidieri destacou a importância do período para recomposição pessoal e familiar. “É uma honra transmitir o cargo para alguém com a capacidade, experiência e equilíbrio. Tenho plena confiança de que o Estado estará em boas mãos”, declarou.

Nesse intervalo, Iolanda Guimarães responderá interinamente pelo Governo do Estado. A substituição segue a linha sucessória prevista na legislação estadual, garantindo o pleno funcionamento da gestão pública.

Ponto facultativo

Ao assumir o cargo, a governadora em exercício destacou o compromisso com a continuidade administrativa e o caráter institucional da função.

Ela também antecipou parte da agenda dos próximos dias. “Já temos compromissos na quinta e na sexta-feira, com inaugurações e visitas a municípios como Umbaúba e Indiaroba”, disse.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Iolanda também confirmou a adoção de ponto facultativo na próxima segunda-feira, em razão do feriado prolongado de Tiradentes no dia 21.

Perfil

A desembargadora Iolanda Guimarães tomou posse como presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) em 3 de fevereiro de 2025, para o biênio 2025/2027, em substituição ao desembargador Ricardo Múcio.

A Mesa Diretora do TJSE também é composta pelos desembargadores Etélio de Carvalho Prado Júnior, como vice-presidente, e Edivaldo dos Santos, como corregedor-geral da Justiça.

Natural de Aracaju (SE), Iolanda Guimarães é bacharela em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), desde 1985. Foi empossada como juíza em 26 de dezembro de 1989 e promovida ao 2º Grau em junho de 2014, pelo critério de merecimento.

Ao longo da carreira, atuou como vice-presidente e corregedora do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) no biênio 2020-2022, foi ouvidora-geral do TJSE entre 2015 e 2017 e corregedora-geral na gestão 2017-2019.


Com informações da ASN

Fábio e Rogério oficializam chapa com bênção de Lula

Na tarde desta quarta-feira (15), o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, e o senador Rogério Carvalho oficializaram a chapa governista para o pleito de 2026. O anúncio ocorreu em Brasília, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando a aliança sob o aval direto do Palácio do Planalto.

Fábio e Rogério oficializam chapa com bênção de Lula
Ricardo Stuckert|PR

A composição terá Fábio Mitidieri na disputa pela reeleição, com o deputado Jeferson Andrade como vice, além de André Moura como pré-candidato ao Senado.

Mitidieri destacou o caráter histórico da articulação e reforçou o foco em uma agenda de gestão e desenvolvimento para o estado. “Concluímos e oficializamos nossa chapa. Seguiremos falando de política, mas, sobretudo, de gestão e resultados para o povo sergipano”, afirmou o governador.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

O senador Rogério Carvalho ressaltou que a parceria vai além do aspecto eleitoral, frisando o compromisso com investimentos federais em Sergipe sob a liderança de Lula.

Além da definição política, o encontro resultou no anúncio de novos recursos para o estado.

Desfecho do impasse

A definição da chapa põe um fim na novela que se arrastava desde a saída do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Vieira foi retirado do grupo após ataques públicos ao colega de chapa, André Moura.

O nome de Rogério Carvalho era cogitado desde então, mas enfrentava forte resistência tanto da base política quanto do núcleo familiar de Mitidieri.

Como antecipado por NE, faltava a bênção de Lula para selar a união.

O que você achou da composição de chapa anunciada? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Assista ao anúncio da chapa:

Sergipe segue em estado de atenção com chuva de até 50mm

O estado de Sergipe continua sob monitoramento meteorológico com a previsão de chuvas de intensidade fraca a moderada atingindo o litoral e o agreste até as 10h desta quinta-feira (16).

Alerta de chuvas em Sergipe é estendido
Arthuro Paganini|ASN

Segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semac), o acumulado pode ultrapassar os 50 milímetros nessas regiões, mantendo o cenário de atenção devido ao aumento da umidade e à instabilidade climática.

Entre a meia-noite e as 9h desta quarta-feira (15), o volume de chuvas já foi expressivo em cidades da Grande Aracaju e região metropolitana.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

O município de São Cristóvão lidera o acumulado com 38 mm, seguido por Itaporanga D’Ajuda com 36 mm e Aracaju com 35 mm. A tendência técnica indica que as pancadas de chuva devem persistir até esta quinta-feira.

A nebulosidade persistente sobre o território sergipano é explicada pelos meteorologistas como efeito de um “cavado”, um prolongamento de um sistema de baixa pressão atmosférica comum durante o outono e o inverno. Além disso, o posicionamento da Alta Subtropical do Atlântico Sul está gerando ventos de sudeste que favorecem a formação constante de nuvens sobre o estado.

Temperaturas

Para as próximas horas, a previsão indica céu nublado em todo o período no litoral, agreste e sertão. Confira os detalhes:

  • Litoral e Agreste: Chuvas fracas a moderadas com ventos moderados. Temperaturas variam entre 23°C e 28°C no litoral e 20°C a 29°C no agreste.
  • Sertão: Previsão de chuva fraca, com termômetros oscilando entre 22°C e 31°C.

Os ventos perdem força apenas durante a madrugada, tornando-se fracos em todas as zonas.

Atenção redobrada

A Semac alerta a população, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos, para que mantenha atenção redobrada. É fundamental acompanhar as orientações da Defesa Civil e os boletins oficiais.

A Gerência de Meteorologia e Mudanças Climáticas segue em monitoramento contínuo das condições atmosféricas e novas atualizações podem ser emitidas a qualquer momento.

Veja a previsão do Climatempo:

Climatempo

Com informações da SEMAC

Nova falha deixa 10 municípios de Sergipe sem energia

Uma nova falha em uma linha de transmissão provocou a falta de energia elétrica em 10 municípios de Sergipe na manhã desta quarta-feira (15). Segundo a Energisa, a interrupção no fornecimento começou por volta das 11h23 e afetou a capital, a região metropolitana e o interior do estado.

Funcionário da Energisa
Energisa / Arquivo

Além de Aracaju, o desabastecimento atingiu os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Neópolis, Santana de São Francisco, Ilha das Flores, Brejo Grande, Pacatuba e Japoatã.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Em nota, a concessionária informou que segue realizando manobras automáticas na rede para normalizar o fornecimento, mas não estabeleceu um prazo para a solução definitiva. A empresa, no entanto, garante que 95% dos clientes atingidos já tiveram o serviço restabelecido.

Falha reincidente

O transtorno ocorre apenas três dias após um episódio semelhante. No último domingo (12), moradores de diversos bairros de Aracaju e da Barra dos Coqueiros também enfrentaram falta de energia elétrica.

A ocorrência também foi causada por uma falha no suprimento, que é de responsabilidade da empresa transmissora da região.

Na capital, o apagão afetou bairros como Bugio, Soledade, Santos Dumont, Bairro América e Siqueira Campos. A energia só foi totalmente restabelecida no dia seguinte.

A sua região também foi afetada? Deixe seu relato nos comentários abaixo.

Aracaju registra chuva forte; veja bairros mais atingidos

A Defesa Civil de Aracaju intensificou o monitoramento na capital nesta quarta-feira, 15, após o registro de chuvas contínuas desde as primeiras horas do dia. Segundo o boletim atualizado às 11h25, bairros como Lamarão e Farolândia concentram os maiores volumes de água, mantendo as equipes em estado de atenção devido à previsão de instabilidade para as próximas 24 horas.

Trabalhadores da Prefeitura de Aracaju atuam na limpeza urbana durante o período chuvoso
Emurb|Divulgação

Nas últimas horas, o maior acumulado foi registrado no bairro Farolândia, com 28,4 milímetros. Já no período de 12 horas, o destaque é o bairro Lamarão, que concentrou 47,4 milímetros. A maior intensidade em um intervalo de uma hora também foi verificada no Lamarão, com 21 milímetros por hora.

De acordo com os dados meteorológicos, o tempo permanece nublado e instável em toda a cidade. Desde a meia-noite, Aracaju registra chuvas de intensidade moderada, acompanhadas por ventos também moderados, atingindo principalmente os bairros Lamarão, Farolândia e Ponto Novo.

Ocorrências

Apesar do volume de água, a Defesa Civil informa que, até o momento, não há registros de ocorrências graves. Foi contabilizada apenas uma chamada sem gravidade, sem relatos de alagamentos, riscos em estruturas ou quedas de árvores.

No acumulado mais amplo, entre os dias 12 e 15 de abril, o maior volume de chuva registrado em 72 horas chegou a 134,5 milímetros, com média de 69 milímetros no período, o que reforça o cenário de atenção.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A Prefeitura de Aracaju informou que equipes da Assistência Social visitaram o loteamento Nova Liberdade III, no bairro Olaria, onde quatro famílias foram atingidas pelas chuvas. Não houve danos aos imóveis e os moradores preferiram continuar nas casas, sendo acompanhados pelo município.

Ainda segundo a gestão, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) atuou na limpeza de bueiros e desobstrução da drenagem em pontos estratégicos, como o Terminal do DIA e o bairro Siqueira Campos, para facilitar o escoamento da água.

Imagem mostra bueiro entupido de lixo no bairro Siqueira Campos, em Aracaju
Bueiro entupido de lixo no bairro Siqueira Campos – Emurb|Divulgação

Orientação

A orientação é que a população redobre a atenção. Em caso de qualquer sinal de perigo, como rachaduras ou deslizamentos, o cidadão deve entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone de emergência 199, que funciona 24 horas por dia.


NE Notícias, com informações da PMA

STF investiga Flávio Bolsonaro por calúnia contra Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de um novo inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Senador Flávio Bolsonaro
Jefferson Rudy / Agência Senado

A investigação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, tem o objetivo de apurar supostas calúnias proferidas pelo parlamentar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na internet.

Postagem associa presidente a crimes

O caso remonta a uma publicação feita por Flávio na rede social X no dia 3 de janeiro, em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A publicação trazia ainda imagem da prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.

STF investiga Flávio Bolsonaro por calúnia contra Lula
Reprodução

Pedido da PF e posição da PGR

A abertura do inquérito havia sido pedida pela Polícia Federal (PF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, o órgão afirmou que a medida “está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”.

Agora, a PF terá um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes determinou ainda o levantamento do sigilo do processo, “uma vez que não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, escreveu o ministro na curta decisão de três páginas.

Contexto eleitoral e sucessão

A abertura do inquérito contra Flávio Bolsonaro ocorre num momento de definição das candidaturas à Presidência para a eleição de outubro. O senador foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, como representante da família na corrida presidencial.

SBT News

Com informações de Felipe Pontes (Agência Brasil)

Veja como votou cada senador sobre o relatório de Alessandro Vieira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal encerrou sua atuação sem a aprovação de um documento conclusivo.

Painel no Senado exibe votação em andamento do Relatório final da CPI do Crime Organizado
Em destaque, senador Jaques Wagner – Foto: Carlos Moura|Agência Senado

Por maioria de seis votos a quatro, os integrantes do colegiado derrubaram o parecer apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que incluía entre os seus pontos o pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Críticas ao encerramento e embate com o STF

Antes da votação do relatório, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o fato de os trabalhos não terem sido prorrogados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Infelizmente, essa CPI não apresentou um resultado daquilo que nós almejamos. Nós fomos impedidos efetivamente de termos essa CPI tão importante do crime organizado que deixa a população fragilizada no seu direito constitucional que é segurança a pública, porque, infelizmente, a Presidência dessa Casa não prorrogou a Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Contarato também criticou o STF por, segundo ele, ter dificultado a oitiva de depoentes, o que impediu a CPI de coletar provas “de natureza objetiva e subjetiva”. No entanto, o presidente da CPI defendeu a importância da instituição para a democracia e também posicionou-se contra indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República Paulo Gonet, proposto pelo relator.

“O ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas e isso é muito grave, isso é muito sério dentro da democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente”, argumentou.

O senador disse ainda esperar que o STF faça uma autocrítica de determinadas posições, a exemplo dos habeas corpus que impediram diversos depoimentos e o impedimento de acesso a informações colhidas pela Polícia Federal.

“Acho que vai chegar um momento de fazer uma análise, uma autoanálise”, pontuou.

Como votou cada senador

A favor do relatório votaram: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (NOVO-CE), Espiridião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES).

Contra o relatório: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Para Rogério Carvalho (PT-SE), o relatório não apresentou algo consistente, a não ser sugestões que não precisariam da CPI para ser apresentadas, como é o caso das sugestões de mudanças nas leis.

“Por exemplo, nós sabemos que as organizações criminosas de âmbito nacional são duas, o Comando Vermelho e o PCC, mas nós temos 78 organizações criminosas no Brasil e nós não avançamos na identificação das outras organizações criminosas e nem apontamos nomes que pudessem ser indiciados por esta CPI ou que pudessem ser encaminhados para o Ministério Público”, apontou o senador.

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também criticou o relatório. Ele ressaltou que uma CPI não é uma lugar de disputa política, é um lugar de investigação.

“Do ponto de vista de indiciamento, (Fabiano) Zettel não foi indiciado, Daniel (Vorcaro) não foi indiciado, o ex-presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto) não foi indiciado”, destacou Wagner, que votou contra o relatório do senador Alessandro Vieira.

Se a Vossa Excelência mantivesse aqui as sugestões legislativas feitas, conte com o meu voto. Com o restante do processo de indiciamento, que na minha opinião não indicia a centralidade da sua CPI, que é do Crime Organizado, me perdoe, eu tenho que votar contra, porque eu não vou corroborar com a sanha de querer atacar instituição Supremo Tribunal Federal, como muitos têm feito aqui.”

TV Senado

Troca de integrantes na reta final

Mais cedo, na abertura dos trabalhos, houve a troca de integrantes do colegiado. Os senadores Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) substituíram os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), integrantes do bloco partidário formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.

A substituição ocorreu a pedido do líder do bloco desses parlamentares, Eduardo Braga (MDB-AM), a quem cabe indicar os integrantes do colegiado. O relator Alessandro Vieira imputou ao governo a troca de integrantes do colegiado e a derrota na votação.

Vieira defendeu o indiciamento de ministros do Supremo e disse que a derrota só “vai adiar a pauta”.

“A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, reflete apenas um atraso na pauta. Ela pode não acontecer agora, mas tem data para acontecer”, disse o senador após o resultado da votação.

Raio-X das facções e avanço territorial

A CPI investigou o modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país. Além de investigar a ocupação territorial por facções, a CPI fez um levantamento dos crimes relacionados às atividades econômicas, à lavagem de dinheiro e de infiltração no Poder Público, como no caso do Banco Master.

O relatório foi apresentado após 120 dias de trabalho. Com 220 páginas, o parecer de Vieira traz um retrato do funcionamento do crime organizado no Brasil e propõe medidas para combater o avanço da criminalidade.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Para o relator, “o fenômeno da criminalidade organizada no Brasil atingiu um patamar de complexidade e enraizamento que representa uma ameaça concreta à soberania do Estado, à democracia e aos direitos fundamentais da população”.

De acordo com o relatório, 90 organizações criminosas foram mapeadas, sendo duas com atuação nacional e transnacional e presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Entre as organizações citadas estão o Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro; e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Para Vieira, essas facções criminosas atuariam “como verdadeiros para-Estados, exercendo domínio territorial sobre comunidades inteiras, impondo regras de convivência, cobrando tributos ilegais e fornecendo serviços que deveriam ser de competência estatal”.

Ao término da leitura do relatório final, relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) concede entrevista
Carlos Moura|Agência Senado

Segundo o relatório, pelo menos 26% do território nacional estariam sob algum tipo de controle do crime organizado e 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com a presença dos criminosos.

A lavagem de dinheiro foi apontada como “o mecanismo central de sustentação do crime organizado”, presente na venda de cigarro, ouro, mercado imobiliário, bebidas, fintechs, criptomoedas e fundos de investimento.

Resultados, apreensões e números da comissão

Segundo Vieira, a CPI também identificou experiências exitosas no enfrentamento ao crime organizado, ao citar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), presentes em todas as 27 unidades da Federação.

“A estratégia de descapitalização financeira, com mais de R$ 4 bilhões apreendidos apenas na Operação Carbono Oculto, comprovou que atingir o patrimônio das organizações é mais efetivo do que a mera repressão policial convencional. A cooperação internacional, com adidâncias policiais em 34 países e a prisão de 842 foragidos entre 2021 e 2025, evidencia que o Brasil dispõe de capacidade operacional significativa quando há recursos e articulação adequados”, destacou.

O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato, fez um breve balanço das atividades da CPI. Foram 18 reuniões, com 19 depoimentos durante os cinco meses de funcionamento. No total, foram apresentados 314 requerimentos, dos quais 204 foram apreciados e 178 aprovados pelo colegiado. Entre as medidas autorizadas, houve 57 convocações, 41 convites, 32 pedidos de informações e 37 transferência de sigilo, duas delas invalidadas por decisão do STF.


NE Notícias, com informações de Luciano Nascimento (Agência Brasil)

Governo de Sergipe fortalece cultura e economia durante Ciclo Junino 2026

Com uma programação robusta, divulgada no início de abril pelo Governo do Estado, o Ciclo Junino 2026 marca a consolidação de Sergipe como um dos principais destinos nordestinos no período junino, ao mesmo tempo em que fortalece a economia e valoriza a identidade cultural sergipana.

Governo de Sergipe fortalece cultura e economia durante Ciclo Junino
Governo de Sergipe

Ao longo de 60 dias de programação contínua, diferentes regiões entram no circuito, com destaque para a Orla da Atalaia, em Aracaju, que recebe o Arraiá do Povo e a tradicional Vila do Forró, reunindo artistas sergipanos, atrações nacionais, quadrilhas juninas e diversas manifestações culturais.

O calendário inclui eventos estruturantes com datas previamente definidas, como o Concurso Rei e Rainha do País do Forró, a Segundona do Turista e os concursos de quadrilhas Arranca Unha e Gonzagão, o que amplia a competitividade de Sergipe no cenário nacional e facilita o planejamento do trade turístico e dos visitantes.

Entre os principais destaques estão o Arraiá do Povo, realizado de 29 de maio a 28 de junho, e a Vila do Forró, que segue até 26 de julho, além do Arrastapé do 18 do Forte, nos dias 12 e 13 de junho, e os concursos de quadrilhas no Gonzagão e no Centro de Criatividade.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Encerrando a programação, o estado mantém o ritmo com o Arrasta Fé, realizado de 10 a 12 de julho, na Orla da Atalaia, e com a novidade deste ano, o evento de encerramento Apaga Fogueira, no dia 26 de julho, na Vila do Forró.

Mais do que uma celebração cultural, o Ciclo Junino se consolida como um importante vetor econômico, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio, com geração de emprego e renda em todo o estado, ao mesmo tempo em que reafirma a força das tradições que atravessam gerações.

Diversidade e valorização

A programação do Ciclo Junino 2026 evidencia a diversidade cultural de Sergipe, abrindo espaço para o forró tradicional e também para novas expressões que dialogam com diferentes públicos. A forte presença de artistas sergipanos reforça o compromisso com a cultura local e impulsiona a produção artística.

Para o cantor Xande Melo, da banda Fogo na Saia, o momento é de celebração.

“Fico muito feliz quando chega esse período, por mim era São João o ano todo. E fico ainda mais feliz com o incentivo que o Governo do Estado dá aos artistas sergipanos. Aqui, a prata da casa opera milagres”, considera.

Sergipe é o País do Forró
Governo de Sergipe

O cantor Pedro Lua enfatiza o valor simbólico do ciclo junino para a identidade sergipana. “Esse período nos molda, a gente se entende mais quando chega o ciclo junino. É algo que faz parte de quem somos”, afirma. Ele também expressa a emoção de se apresentar no Arraiá do Povo.

“O palco leva o nome do meu pai, então estar ali mexe com toda a minha história. É uma alegria enorme, mas também uma responsabilidade de entregar o melhor para o público”.

O fortalecimento cultural também passa pela valorização das quadrilhas juninas, que têm recebido investimentos e ampliado seu espaço na programação.

A quadrilheira Laiza Leilane Reis destaca a importância do incentivo, especialmente para quem está começando. “Isso dá muita esperança para a gente, porque quanto mais concursos, mais incentivo. A gente ensaia seis meses, então quando tem mais oportunidades, vê que está valendo a pena”, salienta.


Governo de Sergipe

Gilmar Mendes aciona PGR contra Alessandro Vieira; veja o motivo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo informações da Folha de S.Paulo, o magistrado aponta suposto abuso de poder na elaboração do relatório apresentado pelo parlamentar na CPI do Crime Organizado.

Gilmar Mendes aciona PGR contra Alessandro Vieira
Fotos: STF|Roque de Sá (Agência Senado)

No documento final, o senador por Sergipe propôs o indiciamento de ministros do STF. Em publicação na rede social X, Gilmar Mendes afirmou que os excessos podem caracterizar abuso de autoridade e “devem ser rigorosamente apurados pela PGR”.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi citado no relatório. Na avaliação de Vieira, houve omissão da PGR no caso envolvendo o Banco Master.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Outro alvo do parecer, o ministro Dias Toffoli — citado por crime de responsabilidade devido a supostas ligações com o Master —, declarou durante sessão que a atuação de Vieira pode configurar crime de abuso de autoridade e gerar consequências na esfera eleitoral, como a inelegibilidade.

Durante a leitura do relatório na CPI, Alessandro afirmou que não vai ceder a pressões. “Eu não me curvo a ameaça, não me curvava enquanto cidadão, não me curvava delegado, não vou me curvar como senador da República” (veja vídeo abaixo).

Reprodução

Relatório rejeitado

O parecer de Alessandro Vieira foi derrubado na noite de terça-feira (14), após articulação do governo federal. O placar registrou seis votos contrários — incluindo o do senador Rogério Carvalho (PT-SE) — e quatro a favor.

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também votou contra o texto, criticou o relatório argumentando que não houve menção a líderes de facções criminosas ou milícias. Wagner ressaltou que a comissão não é lugar para disputa política, mas de investigação.

“Do ponto de vista de indiciamento, [Fabiano] Zettel não foi indiciado, Daniel [Vorcaro] não foi indiciado, o ex-presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] não foi indiciado”, justificou o senador baiano.

Após a rejeição de seu texto, Alessandro Vieira manifestou-se pelas redes sociais. “Numa democracia, você respeita o resultado das votações mesmo quando ele não lhe é favorável”, escreveu o parlamentar.

Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

STF proíbe mudar nome de Guarda para Polícia Municipal; entenda

O Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo e proibiu que as cidades brasileiras rebatizem suas corporações de segurança com o nome de “Polícia Municipal ou denominações semelhantes.

Polícia Municipal de Aracaju
PMu|Divulgação

A decisão unânime, finalizada em sessão virtual no dia 13 de abril, tem validade para todo o país e encerra a tentativa de municípios de alterar a nomenclatura de seus agentes, garantindo que a regra prevista na Constituição Federal seja cumprida à risca.

Veja o posicionamento oficial na íntegra:

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os municípios não podem substituir o nome “Guarda Municipal” por “Polícia Municipal” ou denominações similares.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A decisão, que vale para todas as cidades do país, foi tomada na sessão virtual finalizada em 13/4, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1214, sobre alteração do nome da Guarda Municipal de São Paulo.

A mudança do nome da Guarda Civil Metropolitana da capital paulista para “Polícia Municipal de São Paulo” já estava suspensa por liminar concedida pelo ministro Flávio Dino, relator da ação.

No julgamento de mérito, o Plenário julgou improcedente a ação apresentada pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas) contra decisão da Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu trecho da Lei Orgânica do município, alterado por emenda de 2025, que autorizava o uso da nova denominação.

Parâmetro constitucional

No voto, o ministro Flávio Dino afirmou que a Constituição Federal adota, de forma expressa e sistemática, a designação “guardas municipais”, prevista no artigo 144, parágrafo 8º, com a atribuição de proteger bens, serviços e instalações dos municípios.

Segundo o ministro, a escolha do constituinte reflete a organização do sistema de segurança pública e deve ser observada pelos entes federados.

Risco de inconsistências

O ministro destacou ainda que admitir nova denominação por legislação local poderia gerar inconsistências institucionais e comprometer a uniformidade do ordenamento jurídico. Também mencionou os impactos administrativos apontados pela decisão do TJ-SP, como a necessidade de alterações em estruturas e materiais da administração municipal.

Tese fixada

No julgamento, foi fixada a seguinte tese:

“Por determinação do art. 144, § 8º, da Constituição Federal, regulamentado pelas Leis 13.022/2014 e 13.675/2018, aplica-se a expressão “Guardas Municipais” em todo o território nacional, sendo vedada a substituição por “Polícia Municipal” e denominações similares.”

Revisão Ensino Jurídico

Com informações de Jéssica Vasconcelos (STF)