Deso prevê fim de obra em adutora ainda neste sábado

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) prevê concluir às 17h deste sábado (11) os reparos emergenciais na Adutora do São Francisco.

Trabalhadores da Deso executam reparo emergencial na Adutora do São Francisco
César de Oliveira|ASN

Moradores de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros estão sem água desde sexta-feira (10). As obras começaram às 5h de hoje e foram acompanhadas de perto pelo governador Fábio Mitidieri durante a manhã.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Apesar da previsão inicial da conclusão dos trabalhos, o reabastecimento nas casas não será imediato. O presidente da Deso, Luciano Góes, esclareceu que o sistema precisa ser religado aos poucos para evitar novos danos estruturais.

“A água deve chegar inicialmente com vazão entre 2 e 3 mil litros por segundo, com baixo volume nas torneiras. A normalização completa ocorre após a pressurização total das duas linhas”, detalhou o presidente da companhia.

Causas do vazamento

A mobilização de emergência ocorreu após a identificação de vazamentos na adutora, um sistema complexo que capta água no município de Telha e a leva até a Estação de Tratamento de Nossa Senhora do Socorro. A estrutura possui 96 quilômetros de extensão e tubulações de grande porte, com 1,2 metro de diâmetro.

A empresa ainda investiga o que provocou o rompimento nos canos. Até o momento, os indicativos preliminares das equipes técnicas apontam para o desgaste natural da estrutura ou possíveis fatores operacionais.


NE Notícias, da redação

Policial que matou empresária em hotel volta ao hospital

O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, voltou a ser internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) na noite de quinta-feira (9). A informação, no entanto, só foi confirmada neste sábado (11).

Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a namorada num quarto de hotel, em Aracaju
TV Sergipe|Reprodução

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que ele passou por avaliação da Cirurgia Geral e fez exames neurológicos. A pasta não detalhou o motivo da readmissão, e ele permanece hospitalizado.

O retorno ao Huse aconteceu no mesmo dia em que o Ministério Público de Sergipe denunciou o policial pelo feminicídio da namorada, a empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos.

O crime ocorreu em 22 de março, no quarto de um hotel na Zona Sul de Aracaju. Segundo a Polícia Civil, Tiago atirou na empresária e tentou o suicídio logo depois.

Na ocasião, ele sobreviveu ao ferimento de arma de fogo, teve alta médica três dias depois e foi transferido para o Presídio Militar (Presmil), onde estava preso até esta nova internação.


NE Notícias, da redação

Fábio minimiza críticas de Belivaldo: “Questão superada”

Após ser chamado de “menino” por Belivaldo Chagas, o governador Fábio Mitidieri adotou um tom conciliador nesta sexta-feira (10). Ele afirmou que a tensão com o ex-aliado “está superada” e garantiu ter “muito carinho por ele”.

Belivaldo e Fábio Mitidieri
Belivaldo e Fábio Mitidieri

A declaração busca pacificar o ambiente após as duras críticas feitas pelo ex-governador na última quarta-feira (8). Na ocasião, Belivaldo classificou como “infantil” a decisão de antecipar a chapa majoritária para as eleições de 2026, apontando que Fábio tomou a medida sem reunir seu campo político.

“Pelo amor de Deus, isso é coisa de menino, coisa infantil”, disparou.

Mitidieri, no entanto, evitou o confronto direto e ressaltou que respeita as pessoas que o ajudaram e contribuíram para sua trajetória política.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A sinalização de rompimento tornou-se evidente na última terça-feira (7), quando Deborah Dias foi exonerada do cargo de secretária de Estado do Meio Ambiente.

Belivaldo articula apoio à candidatura de Valmir de Francisquinho ao governo estadual. A aliança inclui a negociação para que a filha do ex-governador, Priscila Felizola, ocupe a vaga de vice na chapa da oposição.

Fábio esteve hoje em Itabaiana, reduto eleitoral do ex-prefeito.

Herança e ciúmes motivaram morte de empresário na Farolândia

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), Nadja Conceição França, apontada como a mandante do assassinato do próprio sobrinho, o empresário Thiago de Carvalho Novaes, de 30 anos.

Viatura do DHPP Sergipe
SSP / Arquivo

Ela se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o avanço das investigações sobre o crime, ocorrido em janeiro deste ano, no Bairro Farolândia; publicamos aqui.

As diligências coordenadas pelo delegado Mário Leony revelaram que a execução foi fruto de uma aliança entre a tia materna e o meio-irmão da vítima, Cristiano Ferreira Novaes, que está preso desde janeiro.

De acordo com o DHPP, Nadja monitorava a rotina de Thiago e fornecia informações em tempo real para que o executor realizasse o ataque nas proximidades de uma academia.

“Ficou comprovada a participação da tia da vítima por parte de mãe. Ela tinha acesso à rotina e à movimentação da vítima e repassava essas informações ao executor, de forma atualizada”, explicou.

Dinheiro e paixão

O inquérito detalha que a motivação do crime foi mista. O fator central era o controle do patrimônio familiar, sob gestão de Thiago devido ao adoecimento de parentes. Com a morte do empresário, os investigados planejavam assumir o domínio dos bens.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Entretanto, a polícia também identificou um componente passional: Thiago mantinha um relacionamento com a ex-companheira de Cristiano.

Trama e códigos

A investigação comprovou que o homicídio foi premeditado desde dezembro do ano passado. Nos celulares dos envolvidos, foram encontradas conversas em linguagem codificada e até registros fotográficos da arma utilizada no crime.

“No aparelho do executor, há registros fotográficos da arma de fogo utilizada no crime, o que fortalece o conjunto probatório”, informou.

O caso foi concluído com o indiciamento por homicídio duplamente qualificado, com destaque para a impossibilidade de defesa da vítima.

“Trata-se de um crime qualificado, inclusive pela impossibilidade de defesa da vítima, que foi executada sem qualquer chance de reação”, ressaltou Mário Leony.

Nadja passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.


NE Notícias, com informações da SSP

Grande Aracaju sem água neste fim de semana

Moradores de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros enfrentarão falta de água a partir desta sexta-feira (10).

Adutora do São Francisco (Adusf)
Estação da Adutora do São Francisco – Lúcio Telles / Arquivo ASN

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) reduzirá a vazão da Adutora do São Francisco em 25% às 16h para consertar vazamentos identificados em Cedro de São João e Muribeca, com paralisação total do fornecimento à meia-noite.

Às 5h da manhã de sábado (11), terão início as obras de reparo simultâneas nos trechos afetados da adutora.

Bairros afetados

As localidades impactadas com a falta d’água são os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e os seguintes bairros de Aracaju:

Inácio Barbosa, Ponto Novo, Jabotiana, Luzia, Jardins, Grageru, Santa Maria, Suíça, Salgado Filho, Treze de Julho, Marivan, Aeroporto, 17 de Março, Coroa do Meio, São Conrado, Capucho, Farolândia, Atalaia, Aruana, Robalo, São José dos Náufragos, Areia Branca, Gameleira, Matapoã e Mosqueiro.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Falta de prazo

Até a normalização do abastecimento, a Iguá Sergipe disponibilizará gratuitamente 40 caminhões-pipa nas localidades. O atendimento priorizará hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), maternidades, escolas, creches, abrigos, delegacias e demais unidades de segurança.

A Deso diz trabalhar com a “máxima agilidade” para normalizar a produção de água tratada o “mais breve possível”, mas encerra o comunicado sem dar um prazo definitivo para que o serviço seja restabelecido nas torneiras da população.

Os telefones de atendimento da DESO são: Emergências 0800 079 0195, Serviços (79) 4020 0195 e WhatsApp (79) 3142-1095. Para a Iguá Sergipe, o telefone e WhatsApp é 0800 400 4482.

Já faltou água por aí? Deixe seu relato nos comentários abaixo.


NE Notícias, com informações da Deso

Tia de empresário morto em Aracaju se entrega à polícia

Nadja Conceição França se apresentou à polícia na manhã desta sexta-feira (10), acompanhada de um advogado.

Homem é morto a tiros em frente a academia em Aracaju
SSPSE

Ela é acusada de planejar o assassinato do próprio sobrinho, o empresário Thiago de Carvalho Novaes, de 30 anos. O crime ocorreu em janeiro deste ano, no Bairro Farolândia, Zona Sul de Aracaju.

A motivação do assassinato, segundo o Ministério Público, foi uma disputa pelo patrimônio da família.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Thiago assumiu a administração dos bens após o agravamento do estado de saúde da mãe, que está acamada. Ao restringir o acesso dos parentes aos recursos financeiros, os conflitos se intensificaram, principalmente com a tia.

A execução do empresário é atribuída ao seu meio-irmão por parte de pai, Cristiano Ferreira Novaes, que está preso desde janeiro. Embora o suspeito negue a autoria, o delegado Mário Leoni afirmou que o conjunto de provas comprova sua participação direta no homicídio.

As investigações revelam que Nadja e Cristiano articulavam os passos do crime. Segundo informações obtidas pela TV Sergipe, os dois mantinham contato frequente e utilizavam linguagem codificada para tratar do planejamento da execução.

O caso foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, o que dificultou qualquer chance de defesa da vítima.

Este espaço permanece aberto para manifestações das partes interessadas sobre o assunto.


NE Notícias, com informações da TV Sergipe

Nestlé e torturador da Ditadura Militar

O apoio empresarial à ditadura no Brasil começa a ser revelado. Uma das empresas que deixou pistas dos vínculos com o regime de opressão é a Nestlé.

O episódio 2, chamado Caixa da segunda temporada do podcast Perdas e Danos conta a ligação entre a multinacional suíça e os porões da ditadura no Brasil (ouça mais abaixo).

Comprovantes

Apesar da atuação discreta, a gigante da indústria alimentícia deixou pistas do apoio dado ao regime de opressão no Brasil.

Como as contribuições feitas em nome da empresa, pelo executivo Gualter Mano, para o IPES, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, um think tank conservador formado por empresários e militares e que ajudou a preparar o terreno para o golpe de 1964.

O Arquivo Nacional guarda os comprovantes das contribuições da Nestlé para o clube golpista.

Comprovante das contribuições da Nestlé para o clube golpista da ditadura militar no Brasil
Registros das contribuições do então presidente da Nestlé Brasil Gualter Mano, para o IPES – Foto: Arquivo Nacional|Divulgação

Mas há outros indícios deixados pela empresa que revelam as relações com o regime opressor e que ligam a multinacional a OBAN, a Operação Bandeirantes, o maior aparato de tortura e morte do regime militar, uma estrutura clandestina que serviu de laboratório para implantação dos DOI-Codi pelo país afora. 

A participação da Nestlé está registrada na página 330 do Volume 2 do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

“Ficou conhecido o banquete organizado pelo ministro Delfim Netto no Clube São Paulo (…) durante o qual cada banqueiro, como Amador Aguiar (Bradesco) e Gastão Eduardo de Bueno Vidigal (Banco Mercantil de São Paulo), entre outros, doou o montante de 110 mil dólares para reforçar o caixa da Oban (…) Também colaboraram multinacionais como a Nestlé, General Eletric, Mercedes Benz, Siemens e Light”.

O executivo versátil

Um elo que até agora era pouco visível para os brasileiros tem nome e sobrenome: Oswaldo Ballarin. Pouco mais de um ano depois do jantar que garantiu o financiamento do aparato de tortura, Oswaldo Ballarin era o nome da Nestlé entre os empresários homenageados pelo chefe do Estado-Maior do II Exército, general Ernani Ayrosa, no final de 1970, pelo apoio à repressão. 

Oswaldo Ballarin, executivo da Nestlé na época da Ditadura Militar no Brasil

Ballarin tenta isentar a Nestlé pela morte de bebês por causa do uso de leite em pó, durante audiência no Senado dos Estados Unidos, em 1978. Frame: Nestle Boycott | YouTube

Ballarin fez carreira na Nestlé. Começou na empresa ainda jovem e chegou ao cargo de presidente executivo entre 1971 e 1978. O brasileiro tinha tanta influência na Nestlé que foi a pessoa escolhida para representar a multinacional numa audiência pública que aconteceu em 1978, no Senado dos Estados Unidos, justamente para investigar a agressiva estratégia de marketing para promoção do leite em pó para bebês.

A facilidade de trânsito de Oswaldo Ballarin pelos governos militares garantiu a ele postos elevados e simultâneos em outra multinacional suíça. Ao mesmo tempo que ocupava o cargo de presidente executivo da Nestlé, ele também era presidente da Brown Boveri, entre 1971 e 1979

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A Brown Boveri (hoje, Asea Brown Boveri – ABB) é uma empresa de automação e eletrificação que atuou em grandes obras no Brasil, do Bondinho do Pão de Açúcar, no começo do século passado, ao novíssimo polo de produção de hidrogênio verde em Pecém (CE), passando pela maior obra de engenharia dos militares, a Usina de Itaipu.

A empresa integrou o CIEM, o Consórcio Itaipu Eletromecânico, um consórcio formado por empresas europeias, encabeçado pela Siemens, e que venceu a concorrência para a construção de Itaipu. O consórcio é alvo de denúncias de corrupção, pagamento de propinas e de burlar regras do contrato como a nacionalização da produção. 

Turbina geradora de Itaipu
Turbina geradora de Itaipu: as turbinas foram fornecidas pelo consórcio CIEM, do qual a Brown Boveri fazia parte – Memória de Eletricidade|Arquivo

CIA

É na versão de executivo do setor elétrico que foi possível encontrar os vínculos mais fortes de Oswaldo Ballarin com os porões da ditadura militar no Brasil. Ele é acusado de ter contratado os serviços de agência de relações públicas de fachada, a CIA (Consultores Industriais Associados).

Além de ter a mesma sigla do serviço de inteligência dos EUA, a CIA atuava, na verdade, na vigilância de trabalhadores, perseguição de desafetos e organizando vaquinhas para equipar os aparatos de tortura do Estado

Quem desencavou essa história abrindo os arquivos da Brown Boveri, na Suíça, foi a pesquisadora Gabriella Lima, da Universidade de Lausanne. 

“Eles [o CIEM] tinham uma porcentagem das encomendas que tinham que pagar para o cartel [de eletricidade] para financiar a luta contra a oposição (…) eles chamavam Fundo de Luta Contra a Oposição, e foi aí que surgiu a questão da CIA”.

Em meio à documentação a que teve acesso, estava a denúncia enviada por organizações de direitos humanos ao Conselho Federal Suíço, o governo central do país, em 20 de novembro de 1979.

Um conjunto de 16 documentos mostrando as relações do CIEM com a CIA, batizada nos documentos como “serviços de organizações de tortura disfarçadas”, “esquadrões da morte” e “especialistas em tortura”.

O diretor da CIA era Robert Lentz Plassing, expoente da extrema-direita, que organizava contribuições para o regime e é listado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como uma das 377 pessoas responsáveis por torturas e assassinatos durante a ditadura.

Plassing integrou o DOI-Codi do Rio de Janeiro, onde era chamado pelo nome de Samuca.

Em setembro de 1979, Jean Ziegler, que ocupava uma vaga no Conselho Nacional Suíço foi explícito ao acusar Ballarin e a Brown Boveri, mas não esqueceu das relações do executivo com a Nestlé. 

“Oswaldo Ballarin, executivo da Nestlé e atual presidente da Brown-Boveri em São Paulo, admitiu ter transferido regularmente e substancialmente fundos da empresa entre 1963 e 1978 para a empresa Consultores Industriais Associados. Oswaldo Ballarin (e a Brown-Boveri) são, portanto, culpados de cumplicidade em homicídio premeditado”. 

Ballarin morreu em 1999 afirmando que sua relação com o Samuca do DOI-Codi era restrita às atividades de relações públicas da CIA.  

Investimento garantido

 

Diferente da Brown Boveri, a Nestlé não permitiu o acesso de Gabriella Lima aos seus arquivos. 

“Ela me recusou o acesso três vezes aos arquivos”, disse a pesquisadora.

Mas os números mostram que a empresa tem motivos para comemorar o período de opressão. 

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

De 1971 a 1975, a rentabilidade da Nestlé no Brasil praticamente dobrou. Em pleno milagre econômico, o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o IBGE, estava na casa dos 9% ao ano.

O que para os padrões atuais é bem alto. Mas o faturamento da Nestlé conseguia ser ainda maior: na casa dos 12%, segundo levantamento feito por Antoinette Fredericq para o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais.

Dumping leite em pó

Enquanto Ballarin era questionado no Senado dos EUA pela política da Nestlé de promover leite em pó, atrapalhando o aleitamento materno, aqui no Brasil o executivo tinha carta branca para dar “aulas” nas faculdades de medicina aos futuros médicos. 

Marina Rea, pesquisadora e uma das fundadoras da Rede Internacional pelo Direito de Amamentar (Ibfan), assistiu alguma dessas “aulas”. 

“O Ballarin deu aula na minha faculdade [a USP] sobre fórmulas infantis. Ele não era médico. Era um cara que financiava reuniões e, em troca, convidavam ele para lançar os novos produtos: ‘novas fórmulas que vamos lançar’. Terrível. Eu saí da faculdade sabendo mais prescrever fórmula infantil do que orientar o aleitamento materno.” 

Em 1974, uma organização social da Inglaterra chamada War on Want publicou um relatório batizado como The Baby Killer (em tradução livre, Assassino de Bebês). E acusou as indústrias, começando pela Nestlé, de provocar a morte de crianças em países pobres.

Marina Rea explica qual era a estratégia da empresa no Brasil.

“A Nestlé utilizou promoções comerciais bastante efetivas no começo da vida. Uma fase muito grave, do ponto de vista fisiológico, para a amamentação ir pra frente ou não. As empresas sabem disso. No Brasil, o mais prevalente foi a entrada da Nestlé via dumping de leite em pó. Já que se você não disponibiliza, é claro que a mãe nem vai conhecer. E a outra forma foi entrar nas maternidades, buscando nos médicos um parceiro e entrar nas universidades era ótimo para isso”. 

Hoje em dia, a empresa segue metida em controvérsia.

Em 2024, uma ONG suíça, a Public Eye, mostrou que produtos que a marca oferece para as crianças de países pobres são mais açucarados que os que vão para as crianças ricas, incluindo o Brasil.  

Outro lado

Sobre as denúncias envolvendo o consórcio CIEM, a direção da Itaipu informou em nota:

“A execução do projeto teve início em 1975, em um contexto marcado pela Ditadura Militar Brasileira, quando práticas autoritárias resultaram na sonegação de informações e em violações à dignidade humana e aos direitos fundamentais (…)  Atualmente, a Itaipu desenvolve iniciativas voltadas à promoção dos direitos humanos, com foco na igualdade de gênero, no fortalecimento de capacidades locais e na inserção dessas perspectivas na educação, além de incentivar a participação de mulheres em espaços de liderança e no desenvolvimento comunitário.”

A ABB, sobre as denúncias de corrupção e o financiamento da repressão, respondeu que “a Política de Direitos Humanos da ABB formaliza o compromisso da empresa e descreve a abordagem da ABB em relação à devida diligência em direitos humanos. Esperamos que nossos fornecedores respeitem os mesmos princípios e padrões internacionais de direitos humanos. ABB adota uma política de tolerância zero em relação a comportamentos antiéticos, incluindo qualquer forma de suborno ou corrupção (…)”. 

A respeito de ter apoiado a ditadura no Brasil, a Nestlé enviou a seguinte nota:

A Nestlé reconhece a importância de que esse período continue sendo debatido, dada sua relevância e impacto na sociedade. A empresa não compactua com práticas de repressão, discriminação ou violações de direitos humanos. A Nestlé reafirma seu compromisso com a democracia, com o respeito à diversidade de opiniões e com a promoção da liberdade de expressão, bem como com o respeito aos direitos de seus colaboradores, parceiros, consumidores e da sociedade em geral”.

Questionada se, após 60 anos, a empresa estaria disposta a abrir os arquivos, a equipe do podcast não obteve resposta

Esta postagem foi originalmente publicada por Agência Brasil

Pane aérea em SP cancela voos em Aracaju

Quatro voos operados pela Gol e Latam no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, foram cancelados entre a quinta-feira (9) e a madrugada desta sexta-feira (10). A Aena Brasil, administradora do terminal, informou que as alterações são reflexo de uma pane geral no controle aéreo na região de São Paulo.

Avião da Latam em ponte móvel para embarque e desembarque no Aeroporto de Aracaju
Avião da Latam no Aeroporto de Aracaju|Aena Brasil

As chegadas suspensas em Aracaju foram do voo GLO1654 (Gol), previsto para as 18h40 de ontem, e do LA3207 (Latam), que pousaria às 2h15 de hoje. Entre as decolagens, foram cancelados os voos GLO1655 (Gol), marcado para as 19h40 de quinta, e o LA3221 (Latam), que deixaria a capital sergipana às 3h10 desta sexta.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Como informamos ontem, a paralisação foi provocada por um princípio de incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, órgão gerido pela Força Aérea Brasileira (FAB). O incidente atingiu diretamente o aeroporto de Congonhas (SP), causando um efeito em cadeia.

Nas pistas, passageiros chegaram a aguardar por mais de uma hora retidos dentro das aeronaves.

A FAB esclareceu que houve uma interrupção temporária das operações aéreas das 9h30 às 10h06, em razão do problema técnico. A concessionária Aena destacou que Congonhas retomou as decolagens ainda no final da manhã de quinta-feira.

Para medir o tamanho do impacto nacional, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai levantar o número de empresas e rotas afetadas, além do total estimado de passageiros prejudicados.

A Latam recomenda que os clientes não saiam do aeroporto sem assistência. A orientação é procurar o guichê da empresa ou acessar a seção “Minhas Viagens”, no site ou aplicativo, para solicitar o reembolso integral ou reagendar a passagem sem custos.

Seu voo também foi afetado? Deixe seu comentário abaixo e relate sua experiência.


NE Notícias, da redação

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 40 milhões

A Mega-Sena acumulou novamente após ninguém acertar as seis dezenas do concurso 2.994, realizado na noite desta quinta-feira (9). Com o resultado, a estimativa de prêmio para o próximo sorteio, que acontece no sábado, saltou para R$ 40 milhões.

Cartelas da Mega-Sena
Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

As dezenas sorteadas no globo foram: 01 – 10 – 23 – 31 – 40 – 55.

Apesar de ninguém ter levado o prêmio principal, muitos apostadores garantiram valores menores:

  • Quina: 47 apostas acertaram cinco números e cada uma vai receber R$ 33.985,84.
  • Quadra: 2.909 apostas acertaram quatro números, com prêmio individual de R$ 905,11.

Como apostar no próximo concurso

Quem quiser tentar a sorte no próximo concurso tem até as 20h (horário de Brasília) de sábado (11) para registrar o jogo. As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica credenciada, pelo site oficial das Loterias Caixa ou pelo aplicativo do banco.

Vale lembrar que a aposta simples, com a marcação de seis dezenas, custa R$ 5.

Veja o sorteio das Loterias Caixa:


Com informações da Agência Brasil

Corinthians derrota Platense na estreia de Diniz

Na partida que marcou a estreia do técnico Fernando Diniz, o Corinthians derrotou o Platense (Argentina) por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (9) no estádio Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Corinthians estreia com vitória na Libertadores 2026
Rodrigo Coca|Corinthians

Com os três pontos conquistados fora de casa, o Timão lidera o Grupo E da competição, que também conta com Santa Fe (Colômbia) e Peñarol (Uruguai), que ainda medem forças nesta quinta.

Após um primeiro tempo no qual apresentou muita dificuldade diante de um Platense muito dedicado, o Corinthians abriu o placar aos sete minutos da etapa final com Kayke, que, após receber passe em profundidade de Garro, avançou em velocidade antes de bater por cobertura para superar o goleiro Borgogno.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Aos 24 minutos a equipe de Fernando Diniz chegou ao segundo. E novamente Garro foi o garçom da jogada. Desta vez o argentino lançou para o artilheiro Yuri Aberto, que deu um toquinho de esquerda para marcar e dar números finais ao marcador.

Veja os melhores momentos: