Da redação*

A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal nesta quinta-feira (18), no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero.

Senador Jaques Wagner
Valter Campanato / Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, está entre os alvos das diligências, que buscam apurar a participação de um agente público em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional.

Também é alvo da operação Augusto Ferreira Lima, sócio no Banco Master.

Conforme nota divulgada pela corporação, estão sendo cumpridas ainda medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaporte.

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Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal detalhou que os fatos investigados podem caracterizar, “em tese”, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Posicionamento da defesa

A defesa de Augusto Lima classificou como “desnecessárias” as diligências cumpridas na manhã desta quinta-feira.

Em nota (leia mais abaixo), os advogados afirmaram que Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos apurados e que as medidas, segundo eles, vão contribuir para demonstrar que as condutas investigadas nesta fase são rigorosamente lícitas.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner e aguarda retorno.

Leia nota da defesa de Augusto Lima na íntegra:

“As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.

Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”

(*) Com informações de Paula Laboissière e Pedro Peduzzi (Agência Brasil)

CNN BRASIL