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Nesta semana, no plenário do Senado Federal, o senador Alessandro Vieira (MDB/SE) subiu o tom contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União/AP), devido à decisão de não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado.

Senadores David Alcolumbre e Alessandro Vieira
Fotos: Carlos Moura e Saulo Cruz|Agência Senado

A comissão, que tem Vieira como relator e encerra seu prazo em 14 de abril, investigava ativamente as conexões entre autoridades públicas e grupos criminosos.

O parlamentar havia protocolado um pedido de prorrogação por mais 60 dias, amparado pelo apoio de 28 senadores. No entanto, a solicitação foi negada por Alcolumbre. Durante seu discurso — que pode ser assistido na íntegra no vídeo abaixo —, Vieira foi enfático ao criticar a postura do presidente do Senado pela interrupção dos trabalhos.

“É meu dever registrar publicamente que entendo a decisão de Vossa Excelência como um desserviço para o Brasil”, declarou.

Alessandro Vieira

Caso Banco Master

Segundo Alessandro Vieira, a CPI teve progressos fundamentais antes de ter sua continuidade barrada por Alcolumbre. Os eixos principais da investigação focaram na atuação de facções no Estado do Rio de Janeiro e no complexo escândalo financeiro do caso Banco Master.

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A comissão reuniu dados formais e oficiais que apontam vínculos suspeitos e decisões questionáveis envolvendo autoridades dos Três Poderes.

“O pouco que conseguimos avançar já representa muito. Este Senado, em mais de 200 anos, nunca apreciou a conduta de ministros da Suprema Corte, e já passou o tempo de fazer essa apreciação, porque a toga não exime ninguém de responsabilidades”, ressaltou Vieira.

O que vem agora?

Mesmo com Davi Alcolumbre determinando o encerramento do prazo, o senador garantiu que a apuração não vai parar. Ele anunciou que o próximo passo será a judicialização do pedido para instalar uma nova comissão, desta vez específica para o caso Master, que já conta com as 53 assinaturas necessárias.

O parlamentar alertou que impedir a investigação gera um ônus político pesado e que os senadores terão que explicar à população o motivo de não concluírem uma apuração constitucional.

“Desistir não está no cardápio. Sei o quanto é difícil enfrentar gente poderosa e rica no Brasil, mas vamos seguir usando todos os instrumentos legais disponíveis”, concluiu.

Veja a fala na íntegra e deixe seu manifesto nos comentários abaixo:

Reprodução

NE Notícias, da redação