Da redação

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) apura possíveis irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos.

Tiago Sóstenes Miranda de Matos, indiciado pelo feminicídio de empresária em hotel de Aracaju
Reprodução

Segundo informações divulgadas pela TV Sergipe, há suspeitas de que o preso tenha recebido regalias, como visitas sem autorização judicial, e de que tenha circulado livremente, sem o uso de algemas, pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) enquanto estava internado.

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O Ministério Público questiona o fato de o Judiciário não ter sido comunicado sobre a ida do custodiado à unidade de saúde, ocorrida no último dia 9 de abril.

Diante da gravidade das denúncias, o órgão solicitou imagens de segurança e relatórios detalhados ao hospital, além de explicações à unidade prisional responsável pela escolta do custodiado.

Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou que o acusado passou por avaliação da cirurgia geral e fez exames neurológicos, mas a pasta não detalhou o motivo da readmissão.

Tiago é acusado de matar a namorada, a empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos. O feminicídio ocorreu no dia 22 de março, no quarto de um hotel localizado na Zona Sul de Aracaju.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Mário Leony, o policial atirou contra a empresária e, logo em seguida, tentou cometer suicídio. Ele foi internado no Huse com ferimentos de arma de fogo, recebeu alta três dias depois e foi transferido para o Presídio Militar (Presmil).

Este espaço permanece aberto para manifestações das partes interessadas sobre o assunto.