A cesta básica de Aracaju acumulou alta de 13,12% em 12 meses, terceira maior variação entre as 27 capitais pesquisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, atrás apenas de Cuiabá (14,71%) e Belo Horizonte (12,52%).

O levantamento é feito mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em junho, o conjunto de alimentos básicos custou R$ 630,40 na capital sergipana, valor 3,42% menor que o registrado em maio. Aracaju segue com o menor valor médio entre as capitais do Norte e do Nordeste, abaixo de São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Em junho, o conjunto de alimentos básicos custou R$ 630,40 na capital sergipana, valor 3,42% menor que o registrado em maio.
Aracaju segue com o menor valor médio entre as capitais do Norte e do Nordeste, seguida por São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07), que figuram entre as menos caras da região.
Tomate puxa alta acumulada
O principal responsável pela disparada nos últimos 12 meses foi o tomate, com valorização de 57,45% em Aracaju, a maior taxa entre todas as capitais pesquisadas.
O feijão carioca também pressionou o orçamento, com alta de 47,95% no período. Completam a lista de produtos que subiram a carne bovina de primeira (11,09%), o leite integral (8,09%), a banana (6,95%), o pão francês (4,30%) e a farinha de mandioca (3,03%).
Em sentido contrário, quatro itens ficaram mais baratos em Aracaju no acumulado de 12 meses: o arroz agulhinha caiu 18,91%, o açúcar cristal recuou 12,75%, o café em pó teve queda de 6,01% e a manteiga diminuiu 3,82%.
Comportamento em junho
Na comparação mensal, seis dos 12 produtos da cesta ficaram mais baratos em Aracaju. O tomate teve a maior queda (-19,33%), seguido por café em pó (-2,12%), arroz agulhinha (-1,99%), banana (-1,92%), açúcar cristal (-1,41%) e carne bovina de primeira (-0,69%).
Já o feijão carioca subiu 8,39% apenas em junho, além de altas em óleo de soja (1,12%), farinha de mandioca (0,89%), manteiga (0,76%), pão francês (0,41%) e leite integral (0,32%).
Tempo de trabalho para comprar a cesta
Um trabalhador de Aracaju remunerado pelo salário mínimo precisou de 85 horas e 34 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica em junho, tempo menor que as 88 horas e 35 minutos exigidas em maio. Em junho de 2025, quando o piso nacional era de R$ 1.518,00, o tempo necessário havia sido de 80 horas e 46 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, descontados os 7,5% da Previdência Social, o comprometimento de renda para comprar a cesta em Aracaju ficou em 42,04% em junho, ante 43,53% em maio e 39,69% em junho de 2025.
| Capital | Valor | Var. mensal | % sal. mínimo líq. | Tempo trabalho | Var. ano | Var. 12 meses |
|---|---|---|---|---|---|---|
| São Paulo | R$ 965,47 | +1,39% | 64,39% | 131h02m | +14,13% | +9,37% |
| Cuiabá | R$ 937,93 | +1,34% | 62,55% | 127h17m | +18,53% | +14,71% |
| Rio de Janeiro | R$ 920,94 | +0,71% | 61,42% | 124h59m | +16,27% | +9,21% |
| Florianópolis | R$ 918,42 | +0,55% | 61,25% | 124h39m | +14,62% | +5,83% |
| Porto Alegre | R$ 889,58 | +2,18% | 59,33% | 120h44m | +13,44% | +7,00% |
| Campo Grande | R$ 846,06 | +0,58% | 56,43% | 114h50m | +9,04% | +6,69% |
| Vitória | R$ 843,99 | +0,12% | 56,29% | 114h33m | +16,06% | +7,87% |
| Curitiba | R$ 842,76 | -0,04% | 56,21% | 114h23m | +14,21% | +6,70% |
| Belo Horizonte | R$ 826,72 | +0,09% | 55,14% | 112h12m | +14,30% | +12,52% |
| Fortaleza | R$ 822,43 | -0,32% | 54,85% | 111h37m | +21,48% | +11,88% |
| Goiânia | R$ 821,22 | -0,54% | 54,77% | 111h27m | +13,12% | +10,34% |
| Brasília | R$ 800,85 | -0,15% | 53,41% | 108h41m | +12,13% | +3,56% |
| Palmas | R$ 790,23 | +3,01% | 52,70% | 107h15m | +16,62% | +10,16% |
| Belém | R$ 759,41 | +0,55% | 50,65% | 103h04m | +13,93% | +7,10% |
| Boa Vista | R$ 753,09 | +3,28% | 50,23% | 102h13m | +15,48% | +5,00% |
| Teresina | R$ 737,56 | +0,63% | 49,19% | 100h06m | +14,33% | +9,69% |
| Manaus | R$ 732,90 | +0,64% | 48,88% | 99h28m | +18,13% | +8,54% |
| Macapá | R$ 717,46 | +0,10% | 47,85% | 97h22m | +10,18% | +7,87% |
| Rio Branco | R$ 704,28 | +2,20% | 46,97% | 95h35m | +12,49% | +9,98% |
| Recife | R$ 700,56 | -3,62% | 46,72% | 95h05m | +17,52% | +9,87% |
| Porto Velho | R$ 698,01 | +1,18% | 46,55% | 94h44m | +17,91% | +9,78% |
| Salvador | R$ 696,22 | -1,56% | 46,43% | 94h29m | +14,61% | +11,60% |
| João Pessoa | R$ 689,95 | -3,97% | 46,01% | 93h38m | +15,44% | +8,46% |
| Natal | R$ 686,07 | -3,48% | 45,76% | 93h07m | +14,89% | +7,71% |
| Maceió | R$ 671,41 | -3,61% | 44,78% | 91h07m | +13,86% | +10,24% |
| São Luís | R$ 654,73 | +0,55% | 43,67% | 88h52m | +4,02% | -0,09% |
| Aracaju | R$ 630,40 | -3,42% | 42,04% | 85h34m | +16,85% | +13,12% |
Panorama nacional
Em junho, o valor da cesta básica subiu em 17 capitais e caiu em outras 10. Os aumentos mais expressivos entre maio e junho ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
São Paulo teve o maior custo do país, com R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Com base no valor da cesta mais cara do país, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 8.110,92 em junho, o equivalente a cinco vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.621,00.
➥ Baixe a pesquisa completa [PDF]
(*) Com informações do Dieese

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