O Ministério Público de Sergipe obteve decisão favorável no Tribunal de Justiça do estado para restabelecer as prisões preventivas de dois réus investigados por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC, facção criminosa originária de São Paulo) em Sergipe.

A ação envolve um advogado e outras quatro pessoas denunciadas por crimes que incluem organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Um dos réus segue foragido.
O comunicado oficial do MPSE detalha a origem da investigação, o histórico das medidas cautelares e os fundamentos jurídicos que levaram o Tribunal a restabelecer as prisões. Veja a seguir na íntegra:
O Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Aracaju, obteve decisão favorável no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) para restabelecer as prisões preventivas de Cosme Carlos dos Santos e Alan Klaiton Santos Andrade.
Os réus respondem à Ação Penal nº 202520101001, originada a partir de investigações conduzidas pelo MP sergipano.
Origem da Investigação e Suposto Envolvimento com o PCC
A investigação teve início após o GAECO do MPSE ser formalmente comunicado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre a existência de uma célula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) atuante em Sergipe.
Com o avanço das apurações locais, o MPSE identificou um esquema que utilizava prerrogativas profissionais e núcleos familiares para viabilizar as atividades do grupo.
O advogado Cosme Carlos dos Santos foi denunciado sob a acusação de utilizar sua atuação profissional para articular interesses de uma organização criminosa em Sergipe, integrando o que a denúncia aponta como o núcleo jurídico da estrutura. Ele responde pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Além dele, Alan Klaiton Santos Andrade, Flávio Ricardo Santos, Márcia Cristina Santos Bispo e Mayra Cristina Santos Bispo também foram denunciados por crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com as condutas devidamente individualizadas pelo MPSE na ação penal.
Histórico das Medidas Cautelares
Em agosto de 2025, a Justiça de primeira instância acolheu o pedido do MPSE e decretou a prisão preventiva dos envolvidos para garantia da ordem pública.
Na ocasião, em atenção aos preceitos legais, foi concedida prisão domiciliar com monitoração eletrônica à denunciada Mayra Cristina Santos Bispo, por ser responsável por uma criança menor de 12 anos.
Entre o final de 2025 e o início de 2026, decisões de primeira instância haviam revogado as prisões preventivas de Cosme Carlos dos Santos e Alan Klaiton Santos Andrade, substituindo-as por medidas cautelares diversas.
O Ministério Público recorreu imediatamente por meio de Recursos em Sentido Estrito (RESE), sustentando, em síntese, que a liberdade dos réus representava risco concreto à instrução criminal e à segurança da sociedade.
Decisão do Tribunal e Situação Atual
O Tribunal de Justiça deu provimento aos recursos do MPSE nos dias 23 de abril e 5 de maio de 2026, determinando o imediato retorno dos réus ao sistema prisional.
O TJSE reconheceu os argumentos ministeriais de que as medidas alternativas se revelavam insuficientes para neutralizar o risco de reiteração delitiva e de influência da organização criminosa Primeiro Comando da Capital – PCC no Estado de Sergipe.
Após a decisão do Tribunal, Cosme Carlos dos Santos apresentou-se à Justiça no dia 27 de abril de 2026 para o cumprimento do mandado. Já o réu Alan Klaiton Santos Andrade encontra-se foragido, e as forças de segurança seguem em diligências contínuas para sua localização.
Com informações do MPSE e do Gaeco

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