Da redação

A Polícia Civil de Alagoas indiciou nesta quarta-feira (17) o policial Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, por duplo homicídio qualificado contra dois colegas de farda.

Policial civil Gildate Goes Moraes, acusado de matar colegas dentro de viatura em Alagoas
Gildate Goes|Reprodução

O crime ocorreu dentro de uma viatura no dia 20 de maio, em Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, e teve como vítimas o sergipano Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e o pernambucano Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47.

Conforme as investigações, Gildate ocupava o banco traseiro do veículo quando disparou contra a cabeça dos dois companheiros, que estavam sentados na frente.

Os três trabalhavam juntos há cerca de 15 anos, lotados na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

O inquérito não encontrou evidências de premeditação no crime. A quebra de sigilo telefônico e telemático do indiciado não identificou indícios de planejamento prévio.

Gildate foi capturado em casa horas após o crime e preso pela Polícia Militar; em depoimento, afirmou não se lembrar do que aconteceu dentro da viatura.

Policial sergipano morto por colega a tiros em viatura em Alagoas
Yago Gomes e Denivaldo Jardel Lira|PCAL

À época, o delegado da Polícia Civil de Sergipe Luciano Cardoso, tio da vítima Yago, declarou à TV Pajuçara (afiliada da Record) que o sobrinho sofreu uma execução.

Como aconteceram os disparos

A dinâmica dos assassinatos, segundo as investigações, seguiu esta sequência:

1. Gildate se aproximou do local onde os colegas estavam e disparou contra a nuca de Denivaldo;

2. Yago tentou se defender com as mãos, mas foi atingido por um tiro na têmpora;

3. Os dois policiais morreram ainda dentro da viatura.

A investigação foi conduzida por uma comissão formada pelos delegados Sidney Walston Tenório de Araújo, Flávio Dutra de Melo e Leandro Martins da Silva.

O caso segue agora para o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e o Poder Judiciário, que darão continuidade ao processo penal.

Os delegados responsáveis solicitaram à Justiça a prorrogação da prisão preventiva do acusado.

Este espaço permanece aberto para manifestações das partes interessadas sobre o assunto.