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O Ministério Público de Sergipe (MPSE) denunciou formalmente um homem pelo assassinato de sua ex-companheira, ocorrido no dia 3 de março de 2026, no município de Itaporanga d’Ajuda.

Violência contra a mulher
PIxabay

O agressor, que não aceitava o fim de um relacionamento de quatro anos, atacou a vítima em plena via pública, em um crime classificado como feminicídio qualificado pela extrema crueldade.

O acusado já ameaçava constantemente a vítima, além de obrigá-la a manter relações sexuais ocasionalmente.

Momentos antes do assassinato, a mulher e o agressor estiveram reunidos no Conselho Tutelar para tratar de falsas denúncias de maus-tratos contra os filhos, registradas pelo próprio acusado. Durante a reunião, ele teria afirmado que, se o caso não fosse resolvido naquele momento, solucionaria da “forma dele”.

Ao sair do local, a vítima embarcou em um ônibus para retornar à sua residência e foi seguida pelo homem em uma motocicleta. Ao desembarcar, o acusado iniciou as agressões arrastando a mulher pelos cabelos e desferindo diversos golpes de faca contra suas costas e peito, mesmo após ela ter caído ao chão, desnorteada.

A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, deixando três filhos órfãos. Toda a dinâmica do ataque foi registrada por câmeras de segurança da região.

Histórico assustador de violência

Os filhos relataram um histórico de abusos, afirmando que o agressor utilizava cachorros para ferir a mãe no passado, além de ter espancado um dos filhos com um facão.

O histórico do acusado também inclui uma condenação anterior por atentar contra outra ex-companheira, seguindo exatamente a mesma dinâmica. Na ocasião, nas imediações de uma escola, ele se armou com uma faca peixeira e surpreendeu a vítima, golpeando-a violentamente na região das costas.

Prisão

O Promotor de Justiça responsável pela denúncia, Peterson Almeida Barbosa, enfatizou a gravidade do caso e a necessidade de rigor institucional. “É imprescindível que o Estado, através da atuação do Ministério Público, ofereça uma resposta enérgica e eficaz para a epidemia de feminicídios que temos observado”.

O acusado, que não teve a identidade revelada, encontra-se preso preventivamente e, em audiência de custódia, fez uso do seu direito constitucional ao silêncio.


Com informações do MPSE