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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), após 14 dias de internação para o tratamento de uma pneumonia.

Fachada de condomínio em Brasília onde mora o ex-presidente Bolsonaro
Fabio Rodrigues-Pozzebom|Agência Brasil

Ele deixou o Hospital DF Star, em Brasília, e seguiu para sua residência no Lago Sul (vídeo mais abaixo), onde passará a cumprir prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O boletim médico confirmando a liberação foi assinado por uma equipe multidisciplinar, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini e os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado.

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Bolsonaro estava sob cuidados hospitalares desde o dia 13 de março, quando apresentou febre alta, calafrios e queda na saturação de oxigênio enquanto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda.

Na ocasião, o ex-presidente precisou ser socorrido pelo Samu no 9° Batalhão da Polícia Militar (conhecido como Papudinha), local onde cumpria sua pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes correlatos.

Prisão domiciliar

Com a transferência para o regime domiciliar, Bolsonaro voltará a utilizar tornozeleira eletrônica. O equipamento já havia sido objeto de polêmica em novembro do ano passado, quando o ex-presidente foi preso após uma tentativa de violação do dispositivo.

Para garantir o cumprimento da medida e evitar riscos de fuga, agentes da Polícia Militar do Distrito Federal farão a segurança ostensiva nos arredores da residência.

A decisão de Alexandre de Moraes estabelece um prazo inicial de 90 dias para a prisão domiciliar. Após esse período, o benefício será reanalisado pela Corte, que poderá solicitar uma nova perícia médica para decidir se o ex-presidente retornará ao sistema prisional comum ou se permanecerá em casa.


NE Notícias, com informações de DANIELLA ALMEIDA (Agência Brasil)