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O ESCÂNDALO DOS RESPIRADORES, envolvendo o Consórcio Nordeste, formado pelos 9 Estados da região, Sergipe entre eles, tem ampla frente de investigação: CGU, MPF, STJ, Frente Parlamentar.

O Superior Tribunal de Justiça passou a analisar os processos por causa da inclusão dos nomes dos nove governadores, que têm foro especial por prerrogativa de função.

dinheiro real
Istockphoto / Divulgação

A polícia civil da Bahia prendeu na Operação Ragnarock – mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Araraquara (SP) – os empresários Cristiana Prestes, dona da Hempcare, o sócio dela, Luiz Henrique Ramos, e Paulo de Tarso, proprietário da Biogeoenergy, 

Os três foram soltos após o fim do prazo da prisão temporária.

Segundo informações policiais da Bahia, o contrato da Hampcare com empresa chinesa era falsificado. De acordo com o que disse a Embaixada da China, a empresa, que alegou ser fabricante de respiradores , na verdade é de construção civil. Nunca tratou da produção de respiradores.

Sobre os respiradores brasileiros, a Gazeta de Alagoas informa que “a empresa tentou negociar – de forma fraudulenta -, com vários setores no país, entre eles os Hospitais de Campanha e de Base do Exército, ambos em Brasília”.

Consórcio Nordeste

Formado pelos governadores dos 9 Estados da região, entre eles Sergipe, tem como secretário executivo, com salário mensal, segundo o jornalista Habacuque Villacorte, R$19,5 mil, Carlos Eduardo Gabas. Ele foi ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil do governo Dilma Rousseff (PT), ministro da Previdência Social no governo Lula. Alvo da Lava-Jato, teve a casa “visitada” por agentes da Polícia Federal, em 2016. A investigação apurava pagamento de propina proveniente de contratos de prestação de serviços de informática a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Salários

Além de Gabas, com salário mensal de R$ 19,5 mil, o menor subsídio é pago aos gerentes financeiros e administrativos – R$ 15.500,00.

De acordo com matéria publicada pela Gazeta de Alagoas, são altos os custos operacionais para a manutenção do consórcio. Segundo o jornal, em 2019, o valor chegou a R$ 10 milhões. A metade, com pessoal, e a outra metade para custeio. A dinheirama é rateada entre os 9 Estados.