Gilmar Carvalho*

A Justiça do Trabalho suspendeu, na noite de terça-feira (18), as demissões em massa efetivadas pela Casas Bahia em todo o país.

Imagem de uma loja da Casas Bahia
Divulgação

A decisão atendeu a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), que buscava barrar as dispensas realizadas sem a participação dos sindicatos da categoria.

A determinação é da juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal. Segundo a magistrada, as demissões ocorreram sem a intervenção sindical exigida pela legislação e pela jurisprudência trabalhista.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Na semana passada, a varejista havia anunciado dificuldades financeiras e protocolado pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas no país, inclusive em Sergipe.

Prazos e condições

Pela liminar, a empresa tem cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. O plano de saúde e os demais benefícios assistenciais deverão ser reativados em até 48 horas.

Novas demissões só poderão ocorrer com a intermediação dos sindicatos.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A juíza ressaltou, no entanto, que a decisão não impede a empresa de adotar novo redimensionamento após concluída a intervenção sindical.

“O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação”, registrou a magistrada.

juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos

Em nota, a Casas Bahia afirmou estar avaliando os termos da decisão e os próximos passos. A companhia reiterou que respeita as determinações da Justiça e prestará os esclarecimentos necessários no âmbito do processo.

(*) Com informações de André Richter, Agência Brasil

Adicione o NE como sua fonte favorita no Google Adicionar