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Fernando Frazão / Agência Brasil

Durante a edição brasileira da conferência conservadora dos Estados Unidos, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a participação de policiais militares nas manifestações de Sete de Setembro:

“Hoje vocês veem alguns governadores ameaçando expulsar policiais militares, que por ventura estejam de folga dia 7, e compareçam para festejar o 7 de setembro. Se falarmos ‘não sou policial militar, não tenho nada a ver com isso’, aguarde que sua hora vai chegar.

Com a pandemia, como já disse, apareceram os protótipos de ditadores.”

Bolsonaro

Militares fazem parte da base de apoio a Bolsonaro. Estados pressionam PMs para que não participem das manifestações, principalmente em São Paulo, no Distrito Federal, em Pernambuco, no Ceará, no Pará, em Mato Grosso e em Santa Catarina.

Em Santa Catarina, o Ministério Público se refere à instauração de Notícia de Nato, que pede apuração sobre a participação de militares. Em Mato Grosso, um juiz militar adverte o comandante da PM para “consequências graves e imediatas” nos casos de “quebras de hierarquia e comportamento subversivo”.

No final, Bolsonaro insistiu: “poder moderador é o povo”.

Em intervalos do discurso, apoiadores gritavam:

Nossa bandeira jamais será vermelha!

Fora Alexandre (de Moraes, do STF).

Eu autorizo.

Renan (Calheiros, relator da CPI da Covid) vagabundo.

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Em seu discurso, Bolsonaro também se referiu ao deputado federal Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara:

“O Rodrigo Maia desconfia que eu sou gay. Depois que ele foi trabalhar com Doria, começou a se interessar pela pauta LGBT. Esse gordinho nunca me enganou.”

Mais cedo, em Caruaru (PE), Bolsonaro fez referência ao STF:

“O STF não pode ser diferente do Poder Executivo ou Legislativo. Se lá tem alguém que ousa continuar agindo fora das quatro linhas da Constituição, aquele Poder tem que chamar aquela pessoa e enquadrá-la, e lembrar-lhe que ele fez um juramento de cumprir a Constituição. Se assim não ocorrer, qualquer um dos três Poderes… A tendência é acontecer uma ruptura.

Ruptura essa que eu não quero nem desejo. Tenho certeza, nem o povo brasileiro assim o quer. Mas a responsabilidade cabe a cada poder. Apelo a esse Poder, que reveja a ação dessa pessoa que está prejudicando o destino do Brasil.”

Bolsonaro