A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (26), emite um sinal de alerta para Sergipe e outras 21 unidades da federação.

O estudo indica um aumento expressivo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país, motivado principalmente pelo avanço dos vírus Influenza A, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Sergipe está entre os estados brasileiros classificados em nível de alerta ou risco para doenças respiratórias nas últimas duas semanas.
A capital, Aracaju, também apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), integrando a lista de 22 capitais que exigem atenção redobrada das autoridades de saúde e da população.
Em nível nacional, o Brasil já notificou 24.281 casos de SRAG em 2026. Destes, quase 40% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, com o Rinovírus sendo o principal vilão entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Quem corre mais risco?
A análise da Fiocruz mostra que o impacto dos vírus varia conforme a idade:
- Crianças pequenas: O aumento de internações é impulsionado pelo VSR e Rinovírus.
- Idosos: A maior preocupação reside na Influenza A e na Covid-19, que seguem como principais causas de mortalidade nesta faixa etária.
Até o momento, a prevalência entre os casos positivos no país é liderada pelo Rinovírus (45%), seguido pela Influenza A (27,8%) e pelo Vírus Sincicial Respiratório (14,6%).
Como se proteger
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para frear o crescimento das hospitalizações. “É essencial que idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade tomem a vacina da gripe assim que disponível nos postos”, afirma.
Além da vacina, as recomendações incluem:
- Uso de máscaras (PFF2 ou N95): Indicado em locais fechados ou com aglomeração, especialmente para grupos de risco.
- Isolamento: Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em casa para evitar a transmissão.
- Etiqueta respiratória: Caso precise sair com sintomas, o uso de máscaras de boa qualidade é indispensável.
➥ Confira o boletim na íntegra
NE Notícias, com informações da Fiocruz

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