Da redação

A circulação da gripe K em Sergipe está sendo monitorada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE). A unidade, gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), avaliou amostras recentes e confirmou a presença do subclado K da influenza A (H3N2) no território sergipano.

Profissional da Saúde em laboratório da Lacen em Sergipe
Victor Siqueira/SES

Essa detecção ocorreu devido à análises laboratoriais conjuntas e ao sequenciamento genômico executado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Oficialmente chamada de subclado J.2.4.1, a gripe K não representa o surgimento de um novo vírus. Trata-se de uma subdivisão gerada por mutações genéticas naturais da influenza A acumuladas com o tempo.

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Mesmo não sendo uma doença inédita, essas pequenas alterações têm o potencial de afetar o padrão de circulação do patógeno e a resposta do corpo humano à infecção.

Alta de infecções e proteção vacinal

O superintendente do Lacen/SE, Cliomar Alves, associa a variante do vírus influenza H3N2 à recente alta nacional de diagnósticos de síndrome gripal.

“O subclado K é uma variante da influenza H3N2 que está causando o aumento dos números de casos de influenza neste período de sazonalidade. Ele já foi confirmado praticamente em todos os estados do Brasil”, detalhou o gestor.

Idoso recebendo dose da vacina contra a Covid-19
SES

A descoberta da cepa não diminui a eficácia da imunização. As doses aplicadas rotineiramente seguem como a barreira mais segura contra os quadros severos da infecção respiratória.

Uma coisa importante é que esse subclado K está protegido com a vacina. Apesar de ser um novo subclado, ele é uma mutação genética que o vírus da influenza sofreu e não interfere na ação vacinal”, garantiu Cliomar Alves.

Para a população, a recomendação é manter a vacinação em dia, ficar atenta aos sintomas e buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS).

As vacinas estão liberadas para os grupos prioritários nas UBS dos 75 municípios sergipanos, e é a principal forma de prevenção contra casos graves e hospitalizações.

Monitoramento contínuo

O trabalho de rastreio de agentes respiratórios executado pelo laboratório estadual é ininterrupto. A rotina da unidade ultrapassa a simples entrega de resultados.

“Nós não paramos o diagnóstico quando emitimos um laudo para o paciente ou para a vigilância. Continuamos fazendo análises dentro do laboratório. Se o resultado for negativo, investigamos outros vírus. Se for positivo, avaliamos a carga viral e, sendo suficiente, realizamos o sequenciamento genômico”, explicou o superintendente.


Com informações da ASN