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De dentro da prisão, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escreveu uma carta em defesa da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Carta de Bolsonaro escrita da cadeira em defesa da esposa Michelle
Reprodução

No texto manuscrito divulgado por aliados neste domingo (1º), ele lamenta os ataques de membros da própria direita contra ela e revela que pediu à esposa que só ingresse ativamente na política a partir deste mês de março.

A manifestação de Bolsonaro ocorre em meio a um tensionamento interno no campo conservador. Militantes e membros do próprio clã têm cobrado de Michelle engajamento maior na pré-candidatura à Presidência do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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O deputado cassado Eduardo Bolsonaro, ‘filho 03’ que vive nos Estados Unidos, chegou a criticar publicamente a madrasta e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando-os de “fazer corpo mole” na campanha do irmão.

Em resposta, Nikolas Ferreira rebateu afirmando que “Eduardo não está bem”.

Tanto Michelle, que é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, quanto Nikolas Ferreira, defendiam internamente que o candidato ideal da direita seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Apelo por união

Na carta, o ex-presidente tenta colocar panos quentes no racha familiar e político. Ele justifica a ausência da esposa nas articulações afirmando que ela estava focada nos cuidados com ele próprio e com a filha do casal, Laura, que passou por uma cirurgia recente.

Bolsonaro também manda um recado direto aos aliados que têm pressionado o grupo. Segundo ele, numa campanha majoritária ou disputa pelo Senado, “os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”.

Leia a íntegra da carta:

Dirijo-me a todos que comungam comigo dos mesmos valores — Deus, Pátria, Família e Liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa.

À Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém operada, bem como nos cuidados à minha pessoa.

Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados.

Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração.

Da nossa união o futuro do Brasil.
Jair Bolsonaro


NE Notícias, da redação