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O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), decidiu se afastar do cargo por 30 dias. O objetivo da licença é percorrer municípios de Sergipe para sentir o cenário político antes de tomar uma decisão definitiva sobre a disputa eleitoral deste ano.

Prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho
OAB Sergipe / arquivo

O vice-prefeito Zequinha da Cenoura assume o Executivo municipal interinamente.

Valmir condicionou sua entrada na corrida majoritária à resposta das ruas. Segundo ele, o termômetro popular ditará os próximos passos.

“Se o povo de Sergipe fizer o chamamento mais uma vez, nesses 30 dias, para que a gente tenha a maioria da vontade do povo sergipano, como eu tive em 22, eu renunciarei à prefeitura e serei candidato a governador”, declarou o político.

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A batalha jurídica

A possível pré-candidatura de Valmir ganhou força em janeiro deste ano, quando o ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar suspendendo os efeitos das condenações que o mantinham inelegível.

No entanto, a decisão foi tomada em regime de plantão. Isso significa que o cenário jurídico pode sofrer alterações caso o entendimento dos tribunais superiores mude no julgamento final do mérito das ações.

Na ocasião, o governador e pré-candidato à reeleição, Fábio Mitidieri (PSD), criticou a articulação jurídica do adversário, lembrando que as ações de improbidade, ligadas ao caso do matadouro de Itabaiana, seguem ativas.

“O tribunal não julgou as condenações dele. Ou seja, seria uma candidatura sub judice novamente, e o sergipano já viu esse filme e sabe o final”, disparou Mitidieri, em referência ao pleito de 2022.

O governador ainda ironizou o risco político da manobra: Se quiser largar a sua prefeitura, que é o que você tem de certo, você vai perder duas vezes”.

Veja a entrevista concedida ao apresentador Fábio Henrique:


NE Notícias, da redação