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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais estão desenvolvendo teste de Covid-19 para ser feito com o uso de smartphones.

A ideia é que a pessoa compre o exame nas farmácias e tenha o resultado na hora.

O custo pode ser até 10% menor que os outros exames.

teste covid celular
UFMG / Divulgação

Como funciona o teste

Veja informações divulgadas pela UFMG, que detalham o teste:

1. Após a coleta da secreção das vias aéreas, o material é colocado sobre um dispositivo, que visualmente se assemelha às lâminas utilizadas atualmente nos testes rápido para Covid-19, contendo moléculas para capturar o vírus. A revelação do diagnóstico fica vinculada à presença dessas moléculas.

2. E é nessa etapa que está a novidade principal, que será desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG: essas moléculas são nanosensores relacionados à luz led do aparelho celular.

3. O celular será usado para captura, processamento e análise dos dados do exame.

4. As imagens capturadas serão tratadas, no próprio celular, por aplicativo de imagem que converte rapidamente (1 a 5 minutos) uma informação obtida em resultado final, reproduzida no visor do aparelho, resultado qualitativo (positivo e negativo) e também semi-quantitativo de Covid -19 (nível baixo, médio ou alto de infecção viral).

5. E utilizando-se a função do wi-fi, quando autorizadas por segurança criptografada, essas informações poderão ser disponibilizadas para armazenamento “em nuvem”, permitindo o monitoramento epidemiológico pelo compartilhamento, em tempo real, com centro público de controle de doenças infecciosas.

6. Todo o processo dura cerca de 20 minutos.

“A portabilidade do teste, viabilizada pelo aparelho celular que agrega todo o sistema, possibilitará ampla utilização, inclusive em áreas remotas do país. Os pesquisadores também acreditam que será possível adaptar o teste rápido para diagnóstico da covid-19 para outras doenças negligenciadas, como a febre amarela, contribuindo para melhorar o controle da enfermidade, para a qual já existe vacina eficaz, mas que ainda apresenta elevada incidência e letalidade”.