O Tesouro Reserva chegou ao mercado nesta segunda-feira (11) com um apelo direto ao pequeno investidor: aportes a partir de R$ 1 e negociação disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.

O título foi lançado na Arena B3, em São Paulo, por meio de uma parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil.
O rendimento do Tesouro Reserva é indexado à taxa básica de juros (Selic). Diferente de outros títulos do Programa Tesouro Direto, ele pode ser negociado em qualquer horário, todos os dias da semana.
O retorno é superior ao da poupança mesmo depois de descontar o Imposto de Renda. Quando os juros estão acima de 8,5% ao ano, a poupança rende apenas 70% da Selic, enquanto o Tesouro Reserva acompanha a taxa integralmente.
O foco do Tesouro Reserva é o pequeno investidor ou quem pretende montar uma reserva de emergência.
“Na prática, ele é exatamente igual ao investimento de outros títulos. Só vai ter um ticket inicial, um investimento mínimo menor, que é de R$ 1. A diferença é que ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.
Inicialmente, o título ficará disponível apenas para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, mas outras instituições também poderão oferecê-lo em breve, após a fase de testes.
Nesta etapa, os investimentos e resgates serão realizados por meio do aplicativo Investimentos BB, com transações via PIX.
Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, o que quer dizer que não vai oscilar diariamente com as mudanças nas taxas de juros do mercado.
Tributação
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto.
Haverá incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.
Para as aplicações resgatadas em até 30 dias, poderá haver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que também será regressivo e zerado após esse período.
A cobrança dos impostos, diz a secretaria, será automática, realizada pela própria instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.
O limite para aplicação é R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.
Com informações de Elaine Patrícia Cruz (Agência Brasil)

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