Da redação

A Polícia Civil de Sergipe prendeu um suspeito de integrar grupo investigado por furtos em agências bancárias durante operação interestadual realizada em Novo Oriente, no Ceará.

Policiais em operação interestadual onde suspeito de furtos a bancos de Sergipe foi preso no Ceará
Polícia Civil de Sergipe

A ação ocorreu na quarta-feira (8) e foi coordenada pela Delegacia de Aquidabã, com apoio da Delegacia de Neópolis e da Polícia Civil do Ceará.

Foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo seis de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um dos investigados foi preso, enquanto o segundo alvo da ordem judicial segue foragido.

As investigações começaram após crimes registrados em Sergipe, em janeiro deste ano, no município de Capela, e apontaram um grupo criminoso sediado em Novo Oriente, no interior cearense, que atuava de forma itinerante em diversos estados do Nordeste.

Segundo a apuração policial, os investigados percorriam diferentes cidades praticando furtos em agências bancárias antes de retornar ao estado de origem. Em Sergipe, também foram identificadas ações nos municípios de Nossa Senhora das Dores e Aracaju.

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De acordo com o delegado Ruidiney Nunes, os investigados possuem longo histórico na prática desse tipo de crime.

“Eles atuam há cerca de 20 anos nessa modalidade criminosa, já responderam a diversos processos e foram presos anteriormente em diferentes estados da região Nordeste”, afirmou.

Ruidiney Nunes

Como funcionava o golpe

As investigações apontam que o grupo escolhia agências bancárias com menor fluxo de pessoas para instalar dispositivos capazes de reter cartões nos caixas eletrônicos. Em seguida, adesivos falsos com números de telefone eram afixados nos equipamentos, simulando canais oficiais de atendimento das instituições financeiras.

Ao perceber que o cartão havia ficado preso, a vítima era orientada pelos próprios investigados a entrar em contato com a central telefônica falsa.

Enquanto um integrante do grupo se passava por funcionário do banco e solicitava dados pessoais e senha sob o pretexto de resolver o problema, outros comparsas retiravam o cartão verdadeiro do terminal e o substituíam por outro semelhante, sem que a vítima percebesse.

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Com o cartão original e a senha em mãos, os investigados realizavam saques e transferências bancárias, geralmente em municípios vizinhos, o que dificultava a identificação da fraude.

As investigações continuam para localizar o segundo investigado e identificar outros possíveis integrantes da associação criminosa.

A Polícia Civil orienta a população a não aceitar ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos e a nunca informar senhas ou dados bancários por telefone, mesmo que a ligação pareça vir de uma instituição financeira.