
Informa a coluna do jornalista Lauro, em seu blog, no Globo: Bolsonaro foi batido; mas o que ele representa, não.
Indo direto ao ponto: Lula assumirá a presidência em 1° de janeiro numa situação inédita para ele.
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O líder da tropa, Bolsonaro, foi derrotado, mas continuará liderando quase metade do país em termos de votos (e com a maioria do eleitorado de São Paulo e Rio de Janeiro, os dois estados com os maiores PIBs do Brasil).
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Ainda que seja óbvio que algumas se bandearão para o colo lulista (na verdade, permanecerão no mesmo colo largo, o do governo, tal qual o Centrão, que há décadas age desta maneira), o discurso conservador do capitão nos costumes está mais casado com as pregações dos neopentecostais do que Lula jamais terá condições de ser — até porque deve satisfação a outros setores da sociedade que Bolsonaro despreza.
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O governo Lula 3 assumirá depois de uma orgia fiscal que foi executada neste ano na desesperada tentativa de Bolsonaro reeleger-se. O novo governo terá que aplicar uma política fiscal rigorosa para ter chance de, por exemplo, reduzir as taxas de juros e de inflação.

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