Uma ocorrência de suposto exercício ilegal da medicina na Clínica Municipal 24 Horas de Umbaúba é apurada pela Polícia Civil de Sergipe.

O caso, divulgado nesta quinta-feira (18), está sob responsabilidade da Delegacia local e envolve suspeita de atuação profissional irregular dentro de uma unidade pública de saúde do município.
Conforme as informações levantadas até o momento, um homem cuja identidade não foi revelada teria prestado atendimentos médicos sem possuir registro profissional válido para exercer a medicina.
Segundo a apuração inicial, ele teria utilizado identificação profissional e carimbo pertencentes ao próprio irmão, médico devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM).
A suspeita surgiu a partir de questionamentos levantados por familiares de uma paciente atendida na unidade de saúde.
Morte da paciente é investigada
A mulher morreu após o atendimento, e o óbito também passou a ser apurado pela polícia. De acordo com a Polícia Civil, ainda não há elementos que liguem o atendimento prestado à morte da paciente; as circunstâncias do falecimento só devem ser esclarecidas após a conclusão dos exames periciais e das diligências em andamento.
Para apontar a causa da morte e subsidiar as investigações, foi acionado o Instituto Médico Legal (IML), responsável pelo exame necroscópico.
A Delegacia de Umbaúba conduz duas frentes de apuração: o suposto exercício ilegal da medicina, tratado por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e as circunstâncias da morte da paciente, investigadas em inquérito policial.
Versões sobre registro divergem
A Secretaria Municipal de Saúde de Umbaúba contesta que a substituição tenha ocorrido com conhecimento da administração. Segundo a pasta, o profissional teria atuado informalmente no lugar do médico então escalado para o plantão, Marcus Tadeu Soares Nunes, sem autorização da prefeitura ou da secretaria (leia nota mais abaixo).
Enquanto a Polícia Civil aponta a ausência de registro válido para o exercício da medicina, a nota da prefeitura descreve o substituto como médico com RMS, habilitado para atender na atenção primária e que também atua no município de Cristinápolis.
A gestão afirma ter promovido a reposição imediata do profissional para que a unidade não ficasse sem cobertura médica, e informa que vai abrir sindicância administrativa para apurar responsabilidades nas esferas administrativa, civil e criminal, em colaboração com os órgãos competentes.
Sem sequer mencionar a paciente que perdeu a vida, a prefeitura de Umbaúba se manifestou por da nota a seguir:
“A Secretaria Municipal de Saúde de Umbaúba/SE, em respeito à população e ao dever de transparência, vem esclarecer os fatos ocorridos no fim da tarde de 17 de junho, envolvendo a condução de um cidadão nas dependências da Clínica Dr. José Nailson Moura, pela suposta prática de exercício ilegal da medicina.
Conforme informações inicialmente apuradas, o referido indivíduo teria atuado informalmente em substituição ao médico regularmente escalado para o plantão, Sr. MARCUS TADEU SOARES NUNES, profissional inscrito no Conselho Regional de Medicina, sem conhecimento, autorização ou consentimento da gestão municipal ou da Secretaria Municipal de Saúde.
Vale ressaltar que o cidadão que atendia na unidade, irregularmente, trate-se de um médico com RMS, habilitado para atender na atenção primária, inclusive atende na cidade de Cristinapolis.
A administração tomou conhecimento da situação com a efetivação da condução e, de imediato, adotou as providências necessárias para garantir a continuidade do atendimento, realizando a reposição do profissional médico e assegurando que a unidade não permanecesse sem cobertura médica.
A Secretaria informa que será instaurada sindicância administrativa para apuração rigorosa do ocorrido, identificação de responsabilidades e adoção das medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e criminal, além da colaboração com os órgãos competentes.
Umbaúba/SE, 17 de junho de 2026.
Mateus Felipe Santos Santana
Secretário Municipal de Saúde”
(*) Com informações da SSP/SE

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