Gilmar Carvalho

O jornalista Cláudio Humberto repercutiu, em sua coluna no Diário do Poder deste domingo (26), o avanço de Sergipe no ranking nacional de letalidade policial. Segundo ele, a situação no estado “ficou pior” na mais recente edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados de 2025.

Polícia Militar de Sergipe
PM-SE|Divulgação

De acordo com o colunista, Sergipe subiu no ranking e ocupa agora a 3ª posição nacional, com taxa de 8,4 mortes por 100 mil habitantes.

“Sergipe, do lulista Fábio Mitidieri (PSD), subiu no ranking e está em terceiro (8,4). Na edição anterior o índice estava em 6,3,” escreveu.

Cláudio Humberto

O estado fica atrás apenas do Amapá, que lidera com taxa de 17,1, e da Bahia, em segundo lugar com 10,6.

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Sergipe como um todo registrou aumento de 33% nas mortes por intervenção policial. Na sequência do ranking aparece o Pará, que trocou de posição e agora soma 7,3.

O colunista destacou ainda que os estados no topo da lista estão acima da média nacional, de 3,1 mortes por 100 mil habitantes. No ano anterior, essa taxa nacional era de 2,9.

O que mostra o Anuário

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou aumento de 5% nas mortes cometidas por policiais no último ano, enquanto o número de policiais mortos em serviço caiu 3% em todo o país.

O levantamento também identificou que as dez cidades mais violentas do país estão no Nordeste, metade delas na Bahia.

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Pela primeira vez, o Brasil registrou taxa de mortes violentas abaixo de 20, fechando em 19,1, o menor número da série histórica do Fórum. O país também teve o menor total de assassinatos desde 2012, com 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024.

Em Sergipe, o anuário registrou queda de 3% nas mortes violentas intencionais. O estado também teve redução de 35% nos roubos e furtos de veículos, 24% nos roubos de celulares, 20% nos roubos a residências e 22% tanto nos roubos em via pública quanto no índice geral de roubos.

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O levantamento aponta ainda que Sergipe foi o único estado do país sem registros de roubo contra instituições financeiras e de roubo de cargas.

Já no cenário nacional, os feminicídios bateram recorde em 2025, na contramão da queda geral das mortes violentas. Em média, quatro mulheres foram mortas por dia no país.

Confira o relatório na íntegra (PDF)