Como NE Notícias informou, em PRIMEIRA MÃO, na última sexta-feira, o secretário de Estado da Saúde, Valberto Lima, conversou com o governador Belivaldo Chagas (PSD), pediu sua compreensão, disse que precisava focar na disputa pela Prefeitura de Propriá, e que, por isso, não podia mais continuar no cargo.
Entre os dois, havia o acordo para que o secretário só deixasse o cargo entre o final de maio e o início de junho.
Valberto deixa a secretaria no próximo dia 30.
Valberto não diz, mas cansou de não mandar.

O ainda secretário não quer entrar em rota de colisão com o governador, mantendo assim seu compromisso de apoio na campanha eleitoral em Propriá.
No último sábado, em entevista na FM Jornal, Valberto anunciou o nome de seu substituto: João Lima.
Na manhã desta segunda-feira, 20, em entrevista a Augusto Jr, na FM Jornal, o governador Belivaldo Chagas assegurou que ainda não tem nome de quem vai substituir o atual secretário.
Contratos emergenciais
Embora secretário, Valberto não apitava nos contratos emergenciais feitos pela secretaria. E há aí um risco MUITO GRANDE para excessos no estado de calamidade pública decretado pelo Estado.
A reserva de um hotel para atender profissionais da área infectados não pegou bem.
Embora o propósito fosse bom, não pegou bem, repercutiu muito mal, e o governo desistiu do contrato.
Pior – se é que havia alguma imoralidade no contrato do hotel -, como já disse o jornalista Gilmar Carvalho no NE Notícias, é o contrato 35/2020, feito com empresa, emergencialmente, para prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva com reposição total de peças e recarga de gases dos condicionadores de ar, no valor de R$ 2.718,611,81.
O contrato está sendo investigado no Tribunal de Contas do Estado.
Disputa de poder
Valberto acertou com o governador que ficará no cargo de secretário até o final deste mês. É homem sério.
Embora não diga, vinha sendo vítima de uma disputa de poder.
Se as coisas se encaixarem do modo como os piores poderes querem, mandarão, politicamente, um deputado federal e uma autoridade de outra instância de poder, que já tem até nome para comandar o DAF – Departamento de Administração Financeira.
Essa autoridade não está no Legislativo nem no Executivo.
Do “pacote”, também fazem parte outras autoridades, duas que fazem parte do Executivo. Não é o governador.
Aconselha-se a quem tiver pressa em saber nomes que aguarde as peças se encaixarem. Ou, quem sabe, depois dessa matéria de NE Notícias, as coisas sejam acomodadas de outra forma.

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