A polícia desbaratou uma quadrilha internacional que subornava técnicos e jogadores de futebol profissional no Brasil para manipular resultados de jogos e lucrar em casas de apostas asiáticas e europeias.
As fraudes aconteciam principalmente em campeonatos estaduais – séries A2, A3 e B (quarta divisão) do Paulista e em torneios da primeira divisão de Estados do Norte e do Nordeste do país, segundo as investigações.
Os placares eram acertados previamente e enviados antes de as partidas acontecerem para lideranças da quadrilha na Indonésia, Malásia e China.
Os criminosos então apostavam grandes quantidades de dinheiro nesses placares – muitos deles improváveis – em casas de apostas da Ásia e da Europa.
Muitas delas trabalham com apostas em uma grande variedade de esportes e modalidades em todo o mundo, inclusive jogos de futebol de times pequenos no interior do Brasil.
Embora esse tipo de aposta seja proibido no Brasil, é legal em muitos países e movimenta milhões de dólares – é possível literalmente apostar em qualquer coisa.
O esquema
A investigação sobre o esquema criminoso partiu do departamento de segurança da Fifa. Ao suspeitar de fraudes, a entidade contratou a empresa europeia de auditoria Indexx Data para iniciar uma investigação.
A auditoria identificou indícios de manipulação de resultados ao analisar operações em casas de apostas e descobriu que parte das operações acontecia no Brasil.

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