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O presidente Jair Bolsonaro não disse – pelo menos até agora – mas o que o ministro da Cidadania, Onix Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra, disseram ontem, 8, em conversa telefônica, pregando a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem, no mínimo a sua concordância.

Na conversa, Onix chegou a dizer que, se fosse o presidente, “teria cortado a cabeça dele (Mandetta)”.

A conversa se deu pela manhã.

A CNN Brasil revelou, com exclusividade, o teor da conversa à tarde.

À noite, em live, o presidente lembrou que Mandetta tem repetido que “médico não abandona paciente”, mas deu o recado: “paciente pode mudar de médico”.

Isso, depois de uma semana conturbada.

Numa noite tentou constranger Mandetta numa reunião com ministros, mas foi levado a “desistir” de demitir o ministro por militares, o presidente do Congresso, Dvi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e ministros do STF.

Na manhã seguinte, “fez as pazes”, “deixou os ponteiros acertados” com Mandetta que, no final da tarde, em entrevista coletiva, disse que o time tinha um comandante: “Jair Messias Montanaro”.

Assim não anda o Brasil!