Bolsonaro imputa ao STF omissão do governo para agir na epidemia

Para rebater críticas referentes à omissão do governo federal no combate à epidemia de Covid-19, o presidente da República se vale de interpretação sui generis de uma decisão do Supremo Tribunal Federal.

sso porque, nesta sexta-feira, em entrevista a José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, o presidente fez repetidas referências à decisão da corte na ADI 6.341 como uma proibição de o governo federal atuar no enfrentamento à epidemia.

“Se o Supremo não tivesse me proibido, eu teria um plano diferente do que foi feito, e o Brasil estaria em situação completamente diferente”, disse Bolsonaro, em uma clara tentativa de imputar ao Supremo a omissão da qual seu governo é recorrentemente acusado no combate à doença.

https://twitter.com/renatamagalhaes/status/1350433806579339264?s=20

As declarações foram dadas no contexto de resposta a uma crítica feita pelo governador de São Paulo, João Doria, que chamou Bolsonaro de “facínora”. O presidente indagou se o governador de São Paulo teria a “coragem moral” de criticar o STF. “Cobre da pessoa certa”, disse.

“Estou cometendo um crime, Datena, por interferir e por ajudar. Se ele tem coragem moral, que critique o Supremo Tribunal Federal, que falou que eu estou proibido de interferir em ações de combate à Covid em estados e municípios”, bradou.

“Pelo Supremo Tribunal Federal, eu tinha que estar na praia, Datena, tomando uma cerveja. O Supremo falou isso para mim. O erro meu foi não atender o Supremo e estar interferindo”, reforçou Bolsonaro.

O que o Supremo decidiu

A decisão citada por Bolsonaro foi consolidada em 15 de abril de 2020, quando o Plenário do STF referendou a liminar do relator da ADI 6.341, ministro Marco Aurélio, segundo a qual as competências concedidas pelo governo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no combate à Covid-19 não afastam a competência concorrente de estados e municípios sobre saúde pública.

A ação atacou a Medida Provisória 926/2020, que alterou dispositivos da Lei 13.979/2020, editada para tratar de medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública causada pela epidemia. Na prática, a decisão permitiu que governadores e prefeitos pudessem impor restrições mais duras do que as defendidas pelo governo federal.

assim ocorreu. Quando Bolsonaro, por decreto, incluiu salões de beleza, barbearias e academias como estabelecimentos que poderiam abrir ainda em maio de 2020, ao menos 14 estados se valeram da decisão do STF para avisar que essas atividades já estavam fechadas e assim permaneceriam naquele momento.

O que também ocorreu, como mostrou a ConJur, é que enquanto o país diminuía o ritmo para tentar conter o avanço do novo coronavírus, o Supremo assumiu o protagonismo na busca por saídas para a crise. Esse protagonismo é fruto, também, das omissões governamentais.

Omissões do governo

Surpreende saber que Bolsonaro acredita estar há exatos nove meses proibido pela Corte Constitucional de interferir no combate à Covid-19 nos estados e municípios. A Datena, ele afirmou que as “ações são privativas dos governadores e prefeitos” e que, apesar disso, ajudou com “meios e recursos” todo esse tempo.

Essa visão de mundo é altamente contestada no próprio Judiciário, que tem recebido demandas denunciando a omissão da União no enfrentamento à epidemia. Em julho, sete entidades civis encaminharam representação ao Ministério Público Federal e ao MP do Tribunal de Contas da União com notícia de oito fatos relacionados a falhas do governo de Bolsonaro.

Alvo de ações sobre o tema no Supremo e até no Tribunal Penal Internacional (TPI) e criticado por organismos internacionais, o governo ainda editou uma medida provisória para se eximir de erros no período. A MP 966 restringiu a responsabilização dos agentes públicos a hipóteses de dolo ou erro grosseiro e foi alvo de críticas e de mais judicialização.

Novamente chamado a decidir, o Supremo manteve sua vigência, mas com a ressalva de que seria considerado erro grosseiro de agentes públicos atos administrativos que violem o direito à vida, à saúde ou ao meio ambiente por descumprimento de normas e critérios científicos e técnicos. Ela perdeu validade em 10 de setembro.

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Marcelo Camargo / Agência Brasil

Exemplo de Manaus

Outro exemplo de como o Judiciário é instado a atuar nos momentos em que o Executivo se omite é o de Manaus. A situação caótica vivida no Amazonas devido ao pico de infecções de Covid-19 levou à falta de oxigênio nos hospitais da capital do estado. Por isso, na quinta (14/1), a Justiça Federal amazonense determinou que a União fizesse a transferência dos pacientessob risco de morte.

Durante a entrevista, Bolsonaro citou esse caso como prova da proatividade do governo: disse que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitou Manaus, e que aviões da Força Aérea entregaram cilindros de oxigênio. “Estamos fazendo todo o possível, apesar de o Supremo ter me proibido de fazer isso”, afirmou.

Já no início da noite desta sexta-feira (15/1), o ministro Ricardo Lewandowski concedeu tutela de urgência em ação ajuizada por partidos políticos para mandar a União a apresentar, no prazo de 48 horas, um plano compreensivo e detalhado acerca das estratégias que está colocando em prática ou pretende desenvolver para o enfrentamento da situação de emergência em Manaus. Esse plano deverá ser atualizado a cada 48 horas.

No despacho, o ministro reforça o principal papel da União no combate à epidemia, correspondente à “magna e indeclinável tarefa de planejar e promover, em caráter permanente, a defesa de todos os brasileiros e estrangeiros residentes no País contra as calamidades públicas”.

A decisão ressalva expressamente a possibilidade da atuação das autoridades estaduais e municipais no âmbito das respectivas competências. Isso não quer dizer que um ou outro — governo federal, estado do Amazonas ou prefeitura da cidade — estejam proibidos de agir em Manaus contra a crise.

Reação

Ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Fernando Mendes reagiu no Twitter às declarações de Bolsonaro e ressaltou que a “inexistência de planejamento estratégico por parte da União contra a pandemia — fato reconhecido pelo TCU — não pode ser imputada ao STF”.

Colunista da Rádio Band NewsRodrigo Haidar mais cedo abordou o tema e explicou como o governo jogou para o Judiciário, desde o começo da epidemia, a responsabilidade de decidir aspectos claramente políticos.

“A Justiça deu as respostas possíveis, mas tem atuação limitada porque não substitui o Poder Executivo. O resultado da omissão do governo é o que vemos em Manaus”, afirmou.

Jiboia de mais de 2 metros encontrada em residência de Ribeirópolis

Já imaginou estar em sua casa e de repente olhar para o telhado e se deparar com uma jiboia? Foi isso que aconteceu com uma família de Ribeirópolis, no Agreste sergipano, na última quinta-feira, dia 14; os moradores encontraram uma jiboia com mais de dois metros de comprimento.

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Adema / divulgação

O dono da casa ligou para a Polícia Militar, que esteve no local e acionou a Administração do Meio Ambiente (Adema) para fazer o resgate do réptil. A situação inusitada chamou a atenção dos moradores da localidade.

A jiboia foi encaminhada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), órgão gerenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama).

A Adema informa que casos como esse podem ser comunicados através dos serviços de plantão 24h, com os telefones (79)98819-7558 ou (79) 3158-7161.

Brasil só deve receber vacina indiana daqui a duas semanas

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Imagem ilustrativa da vacina Astrazeneca / Oxford

A vacina indiana só deve ser entregue ao Brasil daqui a duas semanas.

A declaração foi dada por Adar Poonawalla, dono do Serum Institute, laboratório que produz a vacina.

Ele concedeu entrevista ao jornal Times of India.

Sergipe continua sendo decepção no combate à Covid-19

Nas últimas 24 horas, 1.131 pacientes morreram no Brasil vítimas do novo
coronavírus.

Existe forte tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

8.394.253  infectados desde o começo da pandemia.

208.291 óbitos no Brasil.

Sergipe aparece entre os 15 Estados com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RR, TO, AL, CE, PE, PI e SE.

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Jochen Sand / Getty Images

Situação nos Estados:

  • Subindo (15 Estados): PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RR, TO, AL, CE, PE, PI e SE;
  • Em estabilidade (10 Estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, PA, RO, BA, MA, PB e RN;
  • Em queda (1 Estado): AC.

Direita e esquerda pedem impeachment de Bolsonaro em Aracaju

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Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Cidades brasileiras fizeram panelaços na noite desta sexta-feira, 15, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Sem oxigênio, sem Saúde, sem vida, sem Bolsonaro”. Cantaram muitas pessoas em cidades brasileiras.

A revolta eclodiu com o colapso na Saúde em Manaus (AM).

Em Aracaju, moradores de apartamentos também foram às janelas dos prédios, fizeram panelaço e gritaram “fora, Bolsonaro!”.

O panelaço aconteceu nos bairros Luzia, 13 de Julho, Jardins, Grajeru, Salgado Filho, Farolândia e na Atalaia.

Parte da direita, em Aracaju, participou do panelaço contra Bolsonaro.

Em muitas cidades brasileiras, inclusive em Aracaju, pessoas pediram o impeachment de Bolsonaro.

Grêmio arranca empate com Palmeiras

O Grêmio arrancou um empate de 1 a 1 com o Palmeiras, nesta sexta-feira (15) no Allianz Parque, em São Paulo, na partida que abriu a 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, o time paulista permaneceu na 6ª posição, com 48 pontos, enquanto o Tricolor foi para a 4ª posição com 50 pontos.

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Cesar Greco/Palmeiras

Palmeiras sai na frente

Jogando em casa, e motivado pela classificação para a final da Libertadores, o Verdão foi muito superior na etapa inicial, na qual conseguiu 11 finalizações, acertando três chutes na trave com os atacantes Rony, Willian e Breno Lopes.

E, de tanto tentar, o time paulista abriu o placar aos 32 minutos com o meio-campista Raphael Veiga, que chegou ao 16º gol na temporada pela equipe paulista.

Empate no final

Mas a segunda etapa se apresentou de uma forma completamente diferente, com o Grêmio assumindo as ações e pressionando até alcançar a igualdade, que veio apenas nos minutos finais. Quando, aos 42 minutos, Luiz Fernando cruza para Diego Souza fazer de cabeça. Palmeiras 1, Grêmio 1, placar final.

Na próxima rodada o Grêmio recebe o Atlético-MG na próxima quarta-feira (20). Um dia depois o Verdão visita o Flamengo no estádio do Maracanã.

Veja a tabela da Série A do Brasileiro.

Fiocruz apura presença de novas variantes em Sergipe

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Itamar Crispim / Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) investiga se existem novas variantes em Sergipe.

Esta semana, o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) encaminhou 47 amostras, depois de suspeitar de novas variantes.

As amostras foram encaminhadas porque estão em grupo com alta carga viral.

Especialistas ouvidos por NE Notícias disseram que não existe motivo para desespero.

A Fiocruz não informou quando vai processar as amostras por causa da alta demanda que recebe permanentemente de todo o Brasil.

Técnico internado com a Covid-19

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Gustavo Aleixo / Cruzeiro

O técnico Adilson Batista sofreu infarto ontem (14) e foi internado em hospital localizado em Curitiba (PR).

Passou por dois cateterismos.

Adilson tem 52 anos de idade e estou positivo para a Covid-19.

Bolsonaro chama Doria de “pilantra”, “moleque” e “inconsequente”

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Marcos Corrêa / PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse que o governador João Doria é “pilantra”, “moleque” e “inconsequente”.

Bolsonaro foi acusado pelo governador João Doria (PSDB-SP) pelo agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil, principalmente em Manaus (AM).

Ele [Doria] quer jogar a responsabilidade em cima de mim. Será que ele tem coragem moral —porque homem ele não é, sabemos que esse pilantra não é homem— de criticar o STF, que falou que eu não posso interferir?


Anvisa confirma decisão sobre vacinas. NE Notícias AO VIVO

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Marcelo Camargo / Agência Brasil

Anvisa realiza neste domingo (17/1) a partir das 10h a reunião de sua Diretoria Colegiada para apreciar os pedidos de uso emergencial de vacinas Covid19 dos laboratórios Butantan e Fiocruz. A previsão de duração da reunião é de cinco horas.

Entenda como funciona a reunião

  • A reunião conta com os cinco diretores da Anvisa.  
  • A decisão da diretoria é feita por maioria simples, ou seja, de cinco diretores, três votos a favor ou contra definem o resultado.  
  • A reunião começa com a abertura da diretora relatora do tema.  
  • A diretora Meiruze Freitas é a relatora dos dois pedidos de uso emergencial em análise na Anvisa.  
  • Depois da abertura da pauta, os especialistas fazem uma apresentação das análises técnicas de cada uma das vacinas.  
  • Três áreas técnicas farão apresentação:  

1) a área de medicamentos, que avalia os estudos clínicos e eficácia e segurança;  

2) a área de certificação Boas Práticas de Fabricação, que verifica se os locais de fabricação da vacina têm condições adequadas; e 

3) a área de monitoramento de eventos adversos, que monitora e investiga depois da vacinação se as pessoas tiveram alguma reação à vacina.  

  • Após os pareceres técnicos, a relatora lê o voto.  
  • É hora de conhecer o posicionamento dos diretores, que votam um a um, concordando ou discordando do voto da relatora. 
  • O resultado é anunciado pelo diretor presidente da agência no final da reunião. 
  • A decisão passa a valer a partir do momento em que em que houver a comunicação oficial ao laboratório.  
  • A decisão será publicada no portal da Anvisa no extrato de deliberações da Diretoria. 
  • Não há necessidade de publicação em Diário Oficial. 

Outros detalhes: 

Os dois pedidos de uso emergencial são independentes.  

Os dados técnicos serão apresentados de forma separada para cada um dos pedidos: do Butantan e da Fiocruz  

A reunião é extraordinária. Foi agendada para domingo por ser o penúltimo dia do prazo que a própria Anvisa estabeleceu para apresentar uma decisão.  

A decisão é tomada pela diretoria da Anvisa por ser uma autorização excepcional.  

Nome dos diretores:

Antonio Barra – Diretor Presidente  

Meiruze Freitas – Diretora e relatora dos pedidos  

Cristiane Jourdan – Diretora  

Romison Mota – Diretor (substituto)  

Alex Campo – Diretor  

Áreas que farão as apresentações

Gerente-Geral de Medicamentos  

Coordenação de Inspeção e Fiscalização de Insumos Farmacêuticos.  

Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária  

Como funciona o Uso Emergencial

Painel de Andamento das Análises