Veja municípios com transparências total e parcial em Sergipe

Em levantamento realizado em março, os ministérios públicos federal, do trabalho e do estado de Sergipe constataram que apenas 24 municípios estão cumprindo integralmente as ações recomendadas , em janeiro deste ano. No levantamento, perceberam também que 33 cidades estão observando parcialmente as recomendações e 18 não adotaram nenhuma medida para viabilizar mais transparência nas informações. O Estado de Sergipe acatou a recomendação e está dando transparência em seus sites quanto às vacinas recebidas do governo federal e à distribuição para os municípios.

Na recomendação, os Ministérios Públicos orientaram os 75 municípios de Sergipe a viabilizar a ampla divulgação, em seus sites oficiais, do plano municipal de vacinação, do quantitativo de vacinas recebidas do governo do estado. Foi solicitado também que a quantidade distribuída por unidade que realizará a vacinação (vacinômetro) seja informada, além de outros dados relacionados à custódia, ao envio e ao recebimento das doses.

vacina covid aracaju
Marcelle Cristinne/PMA

Além disso, os MPs recomendaram que os municípios dêem publicidade diária, em seus sites oficiais, de forma acessível à população. A relação das pessoas vacinadas no dia respectivo, com identificação de nome, local onde foi feita a imunização, função exercida e local onde a exerce (se aplicável) são algumas informações que devem constar nos canais locais.

Para os Ministérios Públicos, “o controle social é princípio fundamental para as atividades de saúde pública no Brasil e apenas o acesso individualizado pela população permitirá o efetivo controle sobre os vacinados, a evitar o chamado “furo de fila” por pessoas não integrantes dos chamados grupos de risco”, conforme trecho da recomendação.

Confira abaixo a relação dos municípios que cumpriram integralmente a recomendação, os que observaram parcialmente e aqueles que não cumpriram. Quanto aos municípios que não cumpriram a recomendação, os dados foram remetidos às Promotorias de Justiça do Estado para avaliação de eventuais medidas que garantam maior transparência na vacinação.

As cidades que passaram a divulgar as informações nos sites, após o levantamento feito pelos Ministérios Públicos e com isso passaram a dar transparência integral ou parcial, podem informar ao MPF em Sergipe por meio Sistema de Protocolo Eletrônico, disponível no Portal do MPF

Cumprimento integral – Amparo do São Francisco, Aracaju, Areia Branca, Boquim,  Brejo Grande, Capela, Cristinápolis, General Maynard, Graccho Cardoso, Itabaianinha, Lagarto, Laranjeiras, Moita Bonita, Pedrinhas, Pinhão, Pirambu, Porto da Folha, Riachão do Dantas, Santa Luzia do Itanhi, São Cristóvão, São Domingos, Simão Dias, Tobias Barreto, Umbaúba.

Cumprimento parcial Aquidabã, Barra dos Coqueiros, Carira, Carmópolis, Cumbe, Divina Pastora, Estância, Frei Paulo, Gararu, Indiaroba, Itabaiana, Itaporanga D’Ajuda, Japaratuba, Japoatã, Macambira, Malhada dos Bois, Monte Alegre de Sergipe, Muribeca, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Poço Redondo, Propriá, Riachuelo, Ribeirópolis, Rosário do Catete, Salgado, São Francisco, São Miguel do Aleixo, Siriri, Tomar do Geru.

Não estão cumprindo – Campo do Brito, Canindé do São Francisco, Feira Nova, Itabi, Neópolis, Pedra Mole, Santa Rosa de Lima, Santana do São Francisco. 

Os municípios a seguir além de não estarem cumprindo as recomendações, também não confirmaram o recebimento do documento do MPF – Arauá, Canhoba, Cedro de São João, Ilha das Flores, Malhador, Maruim, Nossa Senhora da Glória, Poço Verde, Santo Amaro das Brotas, Telha.

Boas práticas em vacinação – Além de acatar a recomendação dos MPs em relação à transparência, o município de Aracaju informou também que adota um padrão de operação para sobras de vacinas. Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde, os entes públicos executores da campanha de vacinação devem adotar medidas para evitar o descarte de vacinas, a fim de evitar perdas por tempo de validade após a abertura dos frascos. Por outro lado, essas medidas devem observar a ordem dos grupos prioritários, em especial os idosos. Atendendo a um pedido dos Ministérios Públicos, o município de Aracaju enviou nota técnica explicando o padrão de operação para sobras de vacina, que poderá ser adotado por todos os municípios sergipanos, já que não houve padronização no âmbito estadual. 

Veja as medidas para evitar qualquer descarte das doses de vacina, resguardando, ao mesmo tempo, que não ocorra quebra da ordem de prioridade dos grupos a serem vacinados. 

A Nota Técnica está disponível aqui e pode servir de padrão para os demais municípios do Estado, a fim de reduzir possíveis desperdícios de vacina.

Deputado diz que “não há retorno”

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Assessoria Parlamentar

O deputado estadual Capitão Samuel (PSC) decidiu: em 2022, será candidato a deputado federal.

Em entrevista na Jornal FM (9,5), na manhã desta sexta-feira, 26, Samuel, por duas vezes, deixou claro: “não há retorno, sou pré-candidato a deputado federal, já dei o que tinha que dar na Assembleia Legislativa”.

Com a insistência da reportagem, Samuel aprofundou: “não há como retornar, disputarei a eleição para a Câmara Federal”.

Sergipe recebe mais 46,3 mil doses de vacinas contra a covid-19

Sergipe está recebendo mais 46,3 mil doses de vacinas covid-19. A décima pauta de distribuição do Ministério da Saúde inclui a primeira remessa de doses do consórcio Covax Facility (AstraZeneca/Oxford produzidas na Coreia do Sul) e mais doses da Coronavac, produzidas no Brasil pelo Instituto Butantan.

A previsão é de que as entregas se estendam até o sábado (27/03), de forma proporcional e igualitária a todas os Estados e Distrito Federal.

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Valter Sobrinho/SES

De acordo com o Oitavo Informe Técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), a nova remessa de vacinas vai permitir a ampliação da vacinação para mais um grupo prioritário: o de idosos entre 65 e 69 anos. Além disso, também vai atender o restante dos trabalhadores da saúde, idosos entre 70 e 74 anos e comunidades quilombolas.

Nessa etapa de distribuição, segue valendo a orientação para que as doses produzidas pelo Instituto Butantan sejam aplicadas em sua totalidade como primeira dose – a estratégia é revisada semanalmente em reuniões tripartites (governos federal, estaduais e municipais), observando as confirmações das entregas por parte do Butantan, de forma a garantir a disponibilidade da segunda dose no intervalo máximo recomendado de quatro semanas. As doses da AstraZeneca/Oxford já possuem a mesma orientação desde distribuições anteriores, por conta do intervalo maior, de 12 semanas, entre a aplicação da primeira e da segunda doses.

SOMOS UMA SÓ NAÇÃO

Desde o dia 18 de janeiro, início da campanha de vacinação, Sergipe já recebeu 271,9 mil doses de vacinas covid-19 – mais de 123,2 mil foram aplicadas até o dia 16 de março.

O Ministério da Saúde já coordenou dez pautas de distribuição de vacinas desde o dia 18 de janeiro, início da campanha de vacinação contra a Covid-19. Até o momento, foram enviadas a todas as Unidades Federativas (UFs) mais de 30 milhões de doses de imunizantes – mais de 16 milhões já foram aplicadas em grupos prioritários. A vacinação no País pode ser acompanhada pelo LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde abastecida pelos estados e municípios.

Para o mês de março, o cronograma enviado à pasta pelos laboratórios, sujeito a alterações de acordo com a produção das vacinas, prevê a entrega de um total de 30 milhões de doses: 23,3 milhões do Instituto Butantan, enviados em remessas semanais e distribuídas na mesma periodicidade; 3,8 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida na Fiocruz; e mais 2,9 milhões de doses do mesmo imunizante adquiridos via consórcio Covax Facility.

Nissan e Toyota suspendem atividades no Brasil

As montadoras Nissan e Toyota anunciaram hoje (25) a suspensão de suas atividades no Brasil por causa do agravamento da transmissão de covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem mais de 300 mil vítimas da doença confirmadas. A Mercedes-Benz e a Volkswagen já haviam anunciado paralisação das atividades.

Em nota, a Nissan informou que decidiu adotar férias coletivas no Complexo Industrial de Resende, no Rio de Janeiro, no período de 26 de março a 9 de abril, retomando a produção no dia 12. Segundo a empresa, a medida tem como objetivo “garantir a segurança de seus funcionários como parte do esforço de reduzir o impacto da pandemia, adaptar a empresa ao cenário atual dos desafios enfrentados pelo setor automotivo e garantir a continuidade do negócio”.

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Fábrica da Volkswagen no Brasil – Volkswagen/Divulgação

A Toyota informou que, a partir de segunda-feira (29), as quatro fábricas localizadas em São Bernardo do Campo, Indaiatuba, Sorocaba e Porto Feliz, todas em São Paulo, irão parar por até dez dias corridos. “A medida tem como objetivo contribuir com a redução da circulação de pessoas no momento mais crítico da pandemia no país, além de atender a antecipação de feriados por parte de autoridades em algumas dessas regiões”, informou em nota.

As atividades, portanto, serão retomadas no dia 6 de abril em Indaiatuba e no dia 5 nas demais. A Toyota tem 5,6 mil trabalhadores no Brasil. 

A média móvel de mortes no Brasil atingiu o maior patamar desde o início da pandemia, com mais de 15,5 mil registros na semana epidemiológica iniciada em 14 de março, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). 

STF julga dia 14/4 anulação de condenações de Lula

O Plenário do Supremo Tribunal Federal julgará em 14 de abril os agravos regimentais apresentados pela Procuradoria-Geral da República e pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba para julgar o petista e anulou as condenações contra ele. A pauta foi estabelecida pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux. Para a defesa de Lula, a competência para julgar esses recursos é da 2ª Turma, e não do Plenário da Corte.

Em 8 de março, Fachin decidiu que a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que tinha Sergio Moro como juiz titular, é incompetente para processar e julgar o ex-presidente Lula e anulou as condenações do petista, restabelecendo seus direitos políticos. Os autos, que estavam no Paraná, devem ser enviados para a Justiça Federal de Brasília. Quatro dias depois, Fachin submeteu a decisão ao Plenário do STF.

A Procuradoria-Geral da República apresentou agravo regimental em 12 de março. A PGR entende que a competência da 13ª Vara Federal Criminal do Paraná deve ser mantida para preservar a estabilidade processual e a segurança jurídica. Assim, as condenações manteriam sua validade, e os processos seriam continuados.

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Fernando Frazão / Agência Brasil

Competência recursal

Em agravo regimental contra a decisão em que Fachin enviou o caso ao Plenário, a defesa de Lula apontou que a 2ª Turma do STF já firmou o entendimento de que o relator não pode mudar o órgão colegiado que irá avaliar o caso após o início do julgamento (Questão de Ordem na Ação Penal 618). O caso estava pautado para a sessão desta terça-feira (23/3), mas acabou não sendo apreciado pela 2ª Turma nessa data.

Os advogados do petista afirmaram que Fachin, no Habeas Corpus 193.726 (no qual declarou a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal para julgar o petista), mudou três vezes sua posição sobre o órgão competente para analisar a ação constitucional. Inicialmente, decidiu pela competência do Plenário. Depois, mudou de opinião e disse que o HC deveria ser julgado pela 2ª Turma. Porém, na mesma semana, enviou o caso ao Plenário.

Por isonomia, coerência e segurança jurídica, os advogados do ex-presidente pediram que a decisão sobre a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal seja analisada pela 2ª Turma.

Já nas contrarrazões ao recurso da PGR, a defesa do petista sustentou que o ex-juiz Sergio Moro admitiu que o caso do tríplex não tinha relação com a Petrobras. Portanto, não deveria ficar na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, conforme entendimento firmado pelo Supremo no Inquérito 4.130.

Além disso, os advogados destacaram que o princípio da segurança jurídica, invocado pela PGR, não justifica a manutenção de atos e decisões ilegais. Segundo a defesa, se um juiz sabe que é incompetente e segue atuando no caso, produz atos ilícitos, que não podem ser aproveitados.

O ex-presidente Lula é defendido por Cristiano ZaninValeska MartinsEliakin Tatsuo e Maria de Lourdes Lopes.

Moro suspeito

Por 3 votos a 2, a 2ª Turma do STF declarou, nesta terça-feira (23/3), a suspeição do ex-juiz Sergio Moro para julgar o processo contra Lula por causa do tríplex no Guarujá (SP).

O voto decisivo foi da ministra Cármen Lúcia. Ao votar em 2018, a ministra tinha defendido que o ex-juiz não era suspeito nos julgamentos do ex-presidente Lula. Assim, integrava a corrente composta também por Luiz Edson Fachin e depois, Nunes Marques.

Porém, Cármen destacou que, desde então, ficou claro que Lula não havia tido um julgamento justo no caso do tríplex do Guarujá (SP). Para a ministra, Moro foi parcial em quatro situações: na “espetacularização” da condução coercitiva do ex-presidente em 4 de março de 2016; ao grampear Lula, seus familiares e advogados antes de promover outras medidas investigativas; ao divulgar, de forma selecionada, tais conversas; e ao levantar o sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci na semana anterior ao primeiro turno das eleições de 2018.

Cármen também apontou que cabe Habeas Corpus para afastar ilegalidade manifesta até mesmo em casos excepcionais de revisão criminal transitada em julgado. Em voto-vista, o ministro Nunes Marques disse que não se pode alegar suspeição de magistrado em HC.

O ministro Gilmar Mendes rebateu todos os pontos apresentados por Nunes Marques: o pedido da defesa de Lula, afirmou, não se baseia nas mensagens entre o ex-magistrado e procuradores que atuaram na “lava jato”, mas sim em provas públicas e notórias. Dessa maneira, o HC, impetrado pela defesa de Lula, pode ser usado para arguir a suspeição de juiz. O ministro Ricardo Lewandowski teve entendimento semelhante.

Ao reafirmar seu voto contra o HC de Lula, Edson Fachin disse que as conversas entre Sergio Moro e procuradores têm o potencial de anular todos os processos da operação “lava jato” julgados pelo ex-juiz. Para isso, porém, é preciso que não haja dúvidas sobre a autenticidade das mensagens e que Moro possa se defender, disse Fachin, apontando que o caso deve ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS). 

Agravo Regimental nos Embargos de Declaração no Habeas Corpus 193.726

Aumentou, mas continua pequena vacinação em Sergipe

14.074.577 pessoas tomaram a primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil.  4.515.631, a segunda.

Os dados são atualizados (25/3) pelo consórcio nacional de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL.

vacina seringa
CHROMORANGE / Matthias Stolt

VACINAÇÃO POR ESTADO:

  • AC: 1ª dose – 41.913 (4,69%); 2ª dose – 11.297 (1,26%) 
  • AL: 1ª dose – 189.968 (5,67%); 2ª dose – 53.574 (1,60%) 
  • *AM: 1ª dose – 405.700 (9,64%); 2ª dose – 118.769 (2,82%) 
  • AP: 1ª dose – 40.938 (4,75%); 2ª dose – 15.188 (1,76%)
  • BA: 1ª dose – 1.213.020 (8,12%); 2ª dose – 303.015 (2,03%) 
  • CE: 1ª dose – 602.491 (6,56%); 2ª dose – 204.390 (2,22%) 
  • DF: 1ª dose – 237.417 (7,77%); 2ª dose – 71.719 (2,35%) 
  • ES: 1ª dose – 244.813 (6,02%); 2ª dose – 79.529 (1,96%) 
  • GO: 1ª dose – 403.563 (5,67%); 2ª dose – 115.652 (1,63%)
  • MA: 1º dose – 319.822 (4,50%); 2ª dose – 100.540 (1,41%) 
  • MG: 1ª dose – 1.138.136 (5,35%); 2ª dose – 433.528 (2,04%) 
  • MS: 1ª dose – 246.802 (8,78%); 2ª dose – 87.807 (3,13%) 
  • MT: 1ª dose – 147.702 (4,19%); 2ª dose – 60.706 (1,72%) 
  • PA: 1ª dose – 335.768 (3,86%); 2ª dose – 92.862 (1,07%) 
  • PB: 1ª dose – 309.805 (7,67%); 2ª dose – 79.201 (1,96%)
  • PE: 1ª dose – 615.010 (6,40%); 2ª dose – 204.853 (2,13%) 
  • PI: 1ª dose – 172.032 (5,24%) ; 2ª dose – 46.279 (1,41%)
  • PR: 1ª dose – 704.788 (6,12%); 2ª dose – 205.281 (1,78%) 
  • RJ: 1ª dose – 932.924 (5,37%); 2ª dose – 307.449 (1,77%) 
  • RN: 1ª dose – 206.558 (5,84%); 2ª dose – 62.495 (1,77%) 
  • RO: 1ª dose – 73.416 (4,09%); 2ª dose – 29.761 (1,66%) 
  • *RR: 1ª dose – 35.718 (5,66%); 2ª dose – 17.115 (2,71%)
  • RS: 1ª dose – 914.754 (8,01%); 2ª dose – 285.381 (2,50%) 
  • *SC: 1ª dose – 449.463 (6,2%); 2ª dose – 122.958 (1,70%)
  • SE: 1ª dose – 134.963 (5,82%); 2ª dose – 39.552 (1,71%)
  • SP: 1ª dose – 3.891.930 (8,41%); 2ª dose – 1.335.270 (2,88%)
  • *TO: 1ª dose – 65.163 (4,10%); 2ª dose – 31.460 (1,98%)

Mais de 303 mil vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil

No Brasil, 97.586 novos infectados nas últimas 24 horas. A maior marca atingida pelo País. Ao todo, desde o início da pandemia, 12.324.765.

A média móvel nos últimos 7 dias foi de 76.738 novos infectados com a Covid-19.

No último dia, oficialmente, foram registrados 2.639 óbitos. 303.726 morreram vítimas do novo coronavírus.

SERGIPE e o Distrito Federal aparecem com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AP, RO, TO, AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE.

idosos posto saude vacina covid aracaju
SMS

SITUAÇÃO NOS ESTADOS:

  • Subindo (19 Estados e o Distrito Federal): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AP, RO, TO, AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE
  • Em estabilidade (5 Estados): GO, AC, PA, CE e MA
  • Em queda (2 Estados): AM e RR

Toque de recolher em Sergipe começa hoje, às 18h

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SSP

Até o próximo domingo, o toque de recolher em Sergipe começará às 18h e irá até 5h da manhã do dia seguinte.

O comércio, inclusive supermercados e congêneres, deve encerrar as atividades, no máximo, às 17h.

No sábado e domingo, as praias de Sergipe estarão fechadas completamente.

Aprovado Orçamento de 2021 com atraso de 3 meses

O Congresso Nacional concluiu nesta quinta-feira (21) a aprovação do Orçamento de 2021. Estão previstos R$ 125 bilhões para a área da saúde. O PLN 28/2020 foi aprovado com 346 votos favoráveis e 110 contrários na votação na Câmara dos Deputados. No Senado Federal foram 60 votos a favor e 12 contrários. Houve ainda uma abstenção em cada Casa. O texto aprovado segue agora para sanção presidencial. 

Em 2020, o orçamento da saúde estava previsto em R$ 121 bilhões, mas os gastos acabaram por passar dos R$ 160 bilhões, o que foi possível graças a projetos de crédito aprovados pelo Congresso, o que poderá voltar a ocorrer em 2021 caso seja necessário, ressaltaram parlamentares da base do governo.

senado votacao orcamento mar 2021
Texto do relator, Marcio Bittar (MDB-AC), destina R$ 121 bilhões para a saúde; Orçamento segue para sanção presidencial – Waldemir Barreto/Agência Senado

Números

No Orçamento 2021 as receitas estão estimadas em R$ 4,324 trilhões, das quais cerca de R$ 2,576 trilhões são para o refinanciamento da dívida e as empresas estatais. O teto dos gastos é de R$ 1,48 trilhão. A meta fiscal para 2021 é um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência).

Relatado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC), o texto prevê um déficit total recorde de R$ 251,1 bilhões para o setor público consolidado (União, estados, DF e municípios), reforça o teto de gastos e sugere a retomada do crescimento econômico já em 2021, com previsão de aumento de 3,2% do produto interno bruto (PIB). A proposta não contém a previsão do pagamento do novo auxílio emergencial, que deverá vir da abertura de crédito extraordinário a ser autorizado pelo Congresso.

Segundo a peça orçamentária, o déficit de 2021 equivale a 3,21% do PIB, estimado em R$ 7,81 trilhões pelo Congresso, e inclui R$ 4 bilhões de prejuízo das estatais, exceto Petrobras e Eletrobrás. Já para 2022, a equipe econômica espera uma redução do déficit para R$ 237,3 bilhões (3,1% do PIB), e, em 2023, para R$ 152,6 bilhões (1,7%). Caso o déficit seja menor que o previsto, os recursos extras deverão ser usados para o abatimento da dívida, que aumenta desde 2014 e deverá continuar crescendo nos próximos anos. O texto prevê, no entanto, um superávit dos estados e municípios de R$ 200 milhões.

Pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado, do total de R$ 4,324 trilhões do Orçamento, R$ 1,603 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública, restando R$ 1,171 trilhão para a Seguridade Social (aposentadorias, benefícios), R$ 1,405 trilhão para o custeio da máquina pública federal e R$ 144,4 bilhões para investimento.

— Aumentamos o dinheiro para saúde e educação, garantimos os recursos para pesquisa da vacina brasileira, que vai acontecer ainda neste ano, e mais de R$ 20 bilhões para o governo federal continuar comprando vacinas — disse Bittar ao destacar, também, a garantia de recursos para impedir a paralisação de obras fundamentais de infraestrutura.

Teto de gastos

O limite de gastos da União para 2021 é de R$ 1,486 trilhão, que corresponde ao R$ 1,455 trilhão de 2020 corrigido em 2,13%, a variação da inflação (IPCA) entre julho de 2019 e junho de 2020. Desse valor, o Poder Legislativo (Senado, Câmara dos Deputados e Tribunal de Contas da União) poderá gastar até R$ 13,51 bilhões em 2021 e o Judiciário, R$ 50,52 bilhões. Juntos, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União terão outros R$ 8,22 bilhões. Já o gasto total com pessoal foi estimado em R$ 286,7 bilhões.

No PLOA aprovado os gastos com servidores permanecem abaixo dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o comprometimento da receita com gastos com pessoal.

Despesas com pessoal
PODER/ÓRGÃOVALOR
(em R$ bilhões)
Limite permitido LRFLimite PLOA aprovado
Executivo e DPU28740,37%35,1%
Judiciário e MPU35,76,4%4,3%
Legislativo e TCU 10,2 2,5%1,2%
Ministério Público5,30,7%0,6%
Fonte: Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado pelo Congresso Nacional
Algumas das principais despesas totais da União previstas para 2021(em R$ bilhões)
DESPESA2021
Aposentadorias712
Pessoal e encargos sociais286,7
Saúde125,7
Educação (incluindo o Fundeb)119,6
Assistência social66,1
Bolsa família34,8
Emendas parlamentares22,2
Meio ambiente2,9
Fonte: Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado pelo Congresso Nacional

Regra de ouro

Outros R$ 451,1 bilhões necessários ao pagamento de despesas de custeio e da seguridade (25,9% do total) foram condicionados à aprovação do Congresso por maioria absoluta a fim de contornar a chamada “regra de ouro”. Prevista na Constituição, a norma proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas como salários, aposentadorias, contas de luz e outros gastos da máquina pública. Quando a regra é descumprida, os gestores e o presidente da República podem ser enquadrados em crime de responsabilidade.

Assim, em 2021 esses gastos serão computados “por fora” do PLOA e terão que ser futuramente autorizados por, no mínimo, 257 deputados e 41 senadores. Pelo texto, se houver decretação de estado de calamidade pública este ano que suspenda a regra de ouro, o governo federal poderá fazer operações de crédito e pagar as despesas sem necessidade de autorização do Congresso.

Indicadores

O PLOA estima a a inflação, em 3,24% (IPCA). Já a taxa de juros básica da economia, a Selic, embora prevista em 2,13% no documento, deve terminar o ano em 4,5%, informa Bittar, citando as estimativas de mercado. Desde 2016 não havia previsão de aumento da Selic.

Já o PIB de 2021 foi estimado pelo governo em R$ 7,66 trilhões. Segundo o IBGE, o PIB teve no ano passado o maior tombo desde 1996. O PIB per capita também teve queda recorde, de 4,8%. Apenas a agropecuária cresceu, enquanto a indústria recuou 3,5% e os serviços, 4,5%.

Investimentos

Além dos R$ 144,42 bilhões do Orçamento de Investimentos, o PLOA aprovado prevê para 2021 cerca de R$ 37,6 bilhões em investimentos dentro dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, equivalentes a 0,9% da soma dos dois. O valor original proposto pelo Executivo era de R$ 25,9 bilhões, mas Bittar entendeu ser possível o acréscimo dos R$ 11,7 bilhões dado o aumento da estimativa da receita.

O Ministério da Economia, que responde pela maior parte dos gastos em razão da dívida pública, teve seu orçamento livre aumentado em 19% em relação a 2020, passando a R$ 12,98 bilhões. A pasta administra ainda despesas obrigatórias com previdência (R$ 712 bilhões) e transferências de recursos arrecadados com impostos entre estados e municípios (R$ 216,9 bilhões). Os benefícios de abono salarial e seguro-desemprego foram calculados em R$ 58,9 bilhões.

A proposta orçamentária também traz um aumento de 401% no orçamento livre do Ministério de Minas e Energia, que passará do R$ 1,011 bilhão previsto em 2020 para R$ 5,067 bilhões em 2021. O salto deve-se aos R$ 4 bilhões previstos para a capitalização da Eletrobras Eletronuclear e de Itaipu.

Emendas parlamentares

Outro item de despesa do Orçamento 2021 são as emendas impositivas, no valor de R$ 182,1 milhões, destinadas obrigatoriamente a atender as indicações de gastos feitas por parlamentares (apenas uma parcela de R$ 1,55 milhão desse valor não é de pagamento obrigatório). As chamadas emendas parlamentares impositivas são um instrumento em que o deputado, senador, comissão ou a bancada estadual indicam projetos e obras em seu reduto eleitoral para receber os recursos da sua cota. 

Obras bloqueadas

O PLOA 2021 lista sete obras com irregularidades graves que não poderão receber recursos, a menos que os problemas sejam resolvidos: o Canal Adutor do Sertão Alagoano (AL); a adequação de trecho da BR-116 (BA); a construção da BR-040 (RJ); o BRT de Palmas (TO); a ampliação de capacidade da BR-209 (RS); a Ferrovia Transnordestina; e o Sistema Adutor do Ramal do Piancó (PB).

Receitas

Quanto à entrada de recursos, o texto enviado pelo Poder Executivo prevê para este ano um total de R$ 1,56 trilhão em receita primária, o equivalente a 20,4% do PIB. As receitas totais esperadas para 2021 cresceriam, segundo o PLOA, R$ 128,9 bilhões, ou 8,8%, em relação ao executado em 2020.

A receita primária já contém o desconto das isenções da contribuição previdenciária para alguns setores da economia, estimadas em R$ 308 bilhões (4% do PIB), e as transferências obrigatórias a estados e municípios relativas a alguns tributos. O relator aumentou em R$ 35,3 bilhões (2,3%) o valor da receita primária originalmente apresentada pelo Poder Executivo em agosto (R$ 1,56 trilhão).

O relator da parte de receita do Orçamento — receitas e despesas são analisadas separadamente — deputado Beto Pereira (PSDB-MS), destacou que, apesar da profunda alteração do cenário econômico e social para 2021, o governo não enviou uma retificação da proposta, deixando ao Congresso a responsabilidade de suprir essa lacuna. Ele acredita que as receitas irão melhorar em 2021, especialmente com a arrecadação do Imposto de Renda, do IPI e da CSLL.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou que a aprovação do Orçamento de 2021 é a única maneira de manter empregos no interior do Brasil. Ele também declarou que os recursos de Ciência e Tecnologia não serão contingenciados.

— Conseguimos avançar bastante em temas sociais importantes, com recursos suficientes para manter minimamente a atividade econômica nos municípios brasileiros, para que a população brasileira não sofra com a fome.

Decreto de calamidade pública do Governo de Sergipe

palacio governo sergipe
Palácio Governador Augusto Franco – Foto: Mario Souza/ASN

O Governo do Estado publica no Diário Oficial desta sexta-feira (26) a renovação do Decreto de Calamidade Pública em decorrência da pandemia da Covid-19 por mais 180 dias.

O atual decreto expirará em abril e, após a renovação, o prazo se estenderá até outubro deste ano. O decreto de Calamidade Pública auxilia o Governo na adoção de medidas administrativas necessárias ao enfrentamento da crise sanitária gerada pelo novo coronavírus, as quais geram um aumento de dispêndios públicos, outrora não previsíveis na realidade do Estado.