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Viajar de avião deve ficar significativamente mais caro nas próximas semanas. A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), o combustível utilizado para abastecer aviões e helicópteros em todo o país.

Saguão do Aeroporto de Aracaju
Arthuro PaganiniArthuro Paganini ⏐ ASN

O preço do QAV é estipulado mensalmente pela Petrobras, sempre no 1º dia do mês. O salto astronômico de abril, que contrasta com a alta de apenas 9% em março e uma queda de 1% em fevereiro, é um reflexo direto da guerra no Irã, desencadeada no final de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível representa cerca de 30% de todos os custos operacionais das companhias aéreas.

Variação nas refinarias

A tabela com os novos valores, já disponível no site da Petrobras, engloba 14 pontos de venda pelo país, com reajustes que variam de 53,4% a 56,3%.

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Em Ipojuca, na região metropolitana do Recife, onde opera a refinaria Abreu e Lima, o preço do litro saltou de R$ 3,49 para R$ 5,40. O valor mais em conta é encontrado em São Luís (MA), que passou de R$ 3,45 para R$ 5,38 o litro.

Embora o mercado brasileiro seja aberto à livre concorrência para outras produtoras e importadoras, a Petrobras ainda domina o setor, sendo responsável por cerca de 85% de toda a produção nacional de querosene de aviação.

O peso da guerra

A região do conflito abriga rotas estratégicas essenciais, como o Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% da produção mundial de petróleo.

Essa tensão geopolítica tem gerado severas distorções na cadeia global: antes da guerra, o barril tipo Brent (referência internacional) custava cerca de US$ 70; nesta quarta-feira, já é negociado acima de US$ 101 (cerca de R$ 520).


NE Notícias, com informações de BRUNO DE FREITAS MOURA, Agência Brasil