Gilmar Carvalho*

O preço da cesta básica de Aracaju caiu 5,76% em julho na comparação com junho de 2026, chegando a R$ 594,07, o menor valor entre todas as capitais pesquisadas.

Carrinho de supermercado com produtos da cesta básica
Valter Campanato|Agência Brasil

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta segunda-feira (10).

No cenário nacional, a queda de preços foi ampla: 26 das 27 capitais registraram redução no custo da cesta em julho.

As maiores baixas ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, a diminuição ficou entre 6,71% e 6,04%. Apenas São Luís registrou aumento, com variação positiva de 0,3%.

Alta acumulada preocupa

Apesar do alívio mensal, o acumulado do ano ainda pesa. Entre dezembro de 2025 e julho de 2026, a cesta básica de Aracaju acumula alta de 10,12%. Na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, o aumento chegou a 4,49%.

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Dos 12 alimentos que compõem a cesta, oito registraram queda nos preços médios em julho:

  • Tomate (-37,96%)
  • Banana (-3,92%)
  • Café em pó (-3,74%)
  • Feijão carioca (-3,06%)
  • Óleo de soja (-2,46%)
  • Manteiga (-0,76%)
  • Farinha de mandioca (-0,74%)
  • Açúcar cristal (-0,57%)

Os outros quatro produtos ficaram mais caros: arroz agulhinha (3,25%), leite integral (2,87%), carne bovina de primeira (2,15%) e pão francês (0,08%).

Variação nos últimos 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, seis dos 12 itens subiram de preço: feijão carioca (43,83%), leite integral (13,53%), carne bovina de primeira (12,67%), pão francês (4,83%), farinha de mandioca (2,90%) e banana (1,16%). Registraram queda: tomate (-17,48%), arroz agulhinha (-14,17%), açúcar cristal (-12,15%), café em pó (-8,73%), manteiga (-3,97%) e óleo de soja (-1,49%).

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No acumulado de 2026, sete itens ficaram mais caros: tomate (44,29%), feijão carioca (44,03%), leite integral (13,53%), carne bovina de primeira (8,20%), banana (7,69%), farinha de mandioca (2,43%) e pão francês (2,32%). Caíram de preço: óleo de soja (-11,38%), café em pó (-8,55%), açúcar cristal (-4,93%), arroz agulhinha (-3,60%) e manteiga (-1,63%).

Horas de trabalho

Em julho de 2026, o trabalhador de Aracaju remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 80 horas e 38 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho de 2026, o tempo necessário havia sido de 85 horas e 34 minutos. Em julho de 2025, com salário mínimo de R$ 1.518,00, o tempo exigido era de 82 horas e 23 minutos.

Mulher andando pelo corredor de um supermercado
EBC

Calculado sobre o salário mínimo líquido, após desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador comprometeu 39,62% da renda para comprar a cesta em julho de 2026. Em junho deste ano, esse percentual foi de 42,04%; em julho de 2025, de 40,49%.

Informações detalhadas estão disponíveis na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos (PDF)

(*) Com informações da Conab e Dieese

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