Da redação

Cerca de 2.000 pessoas percorreram as ruas da capital sergipana durante a manhã de sexta-feira, 1º de Maio. A Marcha da Classe Trabalhadora de Sergipe, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE), saiu do Bairro 18 do Forte com destino ao Bairro Industrial para marcar o Dia do Trabalhador em Aracaju.

1º de Maio: Marcha reúne 2 mil trabalhadores em Aracaju
CUT-SE|Divulgação

A pauta do movimento incluiu a oposição à “privatização da água” no estado e a reivindicação pela redução da jornada de trabalho. Os manifestantes defendem o fim da escala 6×1 sem cortes salariais.

O grupo também protestou contra o feminicídio, a “pejotização” e cobrou o fortalecimento das negociações coletivas, além da regulamentação para quem trabalha com aplicativos.

Críticas ao Congresso

Durante o trajeto, os participantes expressaram descontentamento com parlamentares sergipanos. Foram vaiados os senadores Alessandro Vieira (MDB) e Laércio Oliveira (PP), assim como os deputados federais Fábio Reis (PSD), Gustinho Ribeiro (PP), Rodrigo Valadares (PL), Ícaro de Valmir (Republicanos) e Thiago de Joaldo (Republicanos).

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Os parlamentares votaram favoravelmente à redução de penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado e invasão da sede dos três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. Cartazes com as frases “Sem anistia pra Golpistas!” e “Congresso Inimigo do Povo” foram exibidos ao longo da marcha.

Crise no abastecimento em Sergipe

A concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) foi outro ponto central do ato. O movimento aponta que a crise no abastecimento de água atinge hoje mais de 900.000 moradores.

“Mesmo com a nossa luta, resistência e diálogo com a população mostrando quais seriam os impactos negativos da privatização, a água foi privatizada. E hoje o povo sergipano sofre com a falta de água em todo o estado, capital e interior, e o aumento exorbitante da tarifa. É uma combinação que afeta a vida da classe trabalhadora, e está gerando muita revolta”.

declarou Roberto Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE) e do SINTESE

Fim da escala 6×1

Os manifestantes utilizaram cantos para mobilizar a população contra o regime de seis dias de trabalho para apenas um de descanso; “Presta a atenção, trabalhador, só é a favor da 6×1 quem nunca trabalhou”. O argumento das entidades é que a redução da jornada eleva a produtividade e garante justiça social, rebatendo projeções negativas do setor empresarial.

Sobre a tramitação legislativa do tema, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) contra a escala 6×1 pode ser votada no plenário da Câmara ainda este mês. “O presidente Hugo Motta nos disse que pretende colocar o texto da PEC ainda no final de maio”, destacou a parlamentar.

O ato do 1º de Maio em Aracaju contou com a organização da CUT, CTB, UGT, CSP-Conlutas e das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Povo na Rua.


Com informações de Iracema Corso (CUT-SE)