Pelo menos até o momento, fala-se até em liberar recursos para compra de armas, mas nenhum País, nem mesmo o democrático povo do ocidente, fala em combater o exército russo, um dos maiores do mundo, no enfrentamento com a Ucrânia.
Para o pesquisador Taras Kuzio, a Guerra da Ucrânia é motivada por “obsessão” de Vladimir Putin, presidente da Rússia, um homem que já foi motorista de táxi, para poder se sustentar.

O britânico Taras Kuzio já chefiou uma missão da Otan em Kiev e acompanhou de perto a anexação da Península da Crimeia pela Rússia em 2014.
Para ele, Putin “é um homem furioso, soviético e nostálgico”:
A Otan não é a razão da guerra. A razão da guerra é a obsessão de Putin de que a Ucrânia pertence à Rússia.
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Putin combina três personalidades: KGB, imperialista russo e de chefe de máfia. Ele tem uma “síndrome da arrogância”, que consiste em narcisismo, paranoia, mania de grandeza, fusão de interesses pessoais com os da nação, falta de discernimento, baixa consciência de risco e desprezo generalizado pelos demais.
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Ele acredita que a Ucrânia é “território russo”, e que os russos na Ucrânia precisam ser libertados. Ele acha que a Pequena Rússia (Ucrânia) deve fazer parte do mundo russo e estar sob a esfera de influência da Rússia, como acontece com a Bielorússia sob Lukashenko. A Otan não é a razão da guerra. A razão da guerra é a obsessão de Putin de que a Ucrânia pertence à Rússia.
(…)
As opiniões de Putin sobre a Ucrânia são bastante comuns na Rússia. O líder da oposição Alexei Navalny também as têm. A diferença é que muitos outros, incluindo Navalny, não invadiriam militarmente a Ucrânia. É aqui que Putin é diferente. Sua paranoia e regime fazem com que ele precise ter inimigos internos e externos.
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Se a Rússia vencer porque o Ocidente é fraco, será o fim da Otan, e países como Rússia, China e Irã verão um Ocidente em declínio, acreditando que o mundo está se movendo de um mundo unipolar para multipolar. Uma resposta ocidental fraca encorajará a China a invadir Taiwan e encorajará a Rússia a testar a Otan nos três países bálticos.

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