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O Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, afirmou ter sido alvo de racismo durante a convocação da seleção brasileira para os amistosos contra Guiné e Senegal em junho, que ocorreu na sede da entidade, no Rio de Janeiro, no domingo (28).

A fala foi gravada e publicada pelo GE:

“Eu resisto, comecei a sofrer racismo desde os oito anos, tenho 60 anos e sofro. A gente sofre em qualquer momento, aqui dentro do auditório hoje teve racismo, tem situações em que a pessoa… Junto com o jurídico da CBF vamos procurar ver o que é possível para colocar de uma forma pública no site da entidade esses racistas, para que eles não fiquem no meio de pessoas de bem e que estão pregando o combate ao racismo e eles praticando”.

Ednaldo Rodrigues fev 23
Presidente Ednaldo Rodrigues – 14.02.2023 – Foto: Rafael Ribeiro ⏐ CBF

Durante seu discurso, Rodrigues mencionou os ataques racistas sofridos pelo jogador Vinicius Junior, do Real Madrid, na Espanha, e discutiu as medidas propostas pela confederação para combater o racismo.

“O racismo está em todos os cantos, estava aqui hoje. Isso é em todo momento. Tem racistas na imprensa, tem racistas a todo tempo. Vamos estar de frente para falarmos e não nos amedrontarmos”.

O presidente da CBF também defendeu a aplicação de punições esportivas aos clubes cujos torcedores praticarem atos racistas.

“Essa campanha é para todos, o Vini Junior está sendo [vítima de ataques racistas] de uma forma contumaz lá na Espanha, isso não é de hoje, estamos falando há mais de um ano, acionamos os mesmos personagens que acionamos dessa vez: Uefa, Conmebol, Federação Espanhola. E se tiver que repetir mais vezes, vamos repetir quantas vezes forem necessárias”, disparou.

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Adicionalmente, ele explicou o motivo de ter escolhido a Espanha como local do amistoso contra Guiné, ressaltando os recentes episódios de racismo enfrentados por Vinicius Junior no país. A partida acontecerá em Barcelona.

“Quando questionaram por que seria na Espanha (o amistoso contra Guiné), onde houve racismo, primeiro: estávamos tratando o jogo na Espanha há 60 dias. Quando acontece uma questão de racismo, aqueles que sofrem não vão para debaixo da cama com medo, vai ter que enfrentar. E enfrentar o racista em seu reduto é a melhor coisa para passar a mensagem com vigor. Não é nenhum desafio, autoritarismo, mas os racistas a gente tem que dizer não e repetir esse ‘não’ várias vezes”.

Com informações da ESPN