Gilmar Carvalho*

Uma funcionária de uma empresa do ramo financeiro foi presa em flagrante pela Delegacia Regional de Lagarto, em Sergipe, suspeita de fraude eletrônica. A prisão foi divulgada nesta quinta-feira (23) e aponta para um esquema envolvendo transferência via Pix não autorizada e abertura de conta bancária em nome de terceiro sem seu conhecimento.

Aplicativo bancário para pagamento financeiro em Pix
Bruno Peres|Agência Brasil

Segundo as investigações iniciais, ainda na terça-feira (21), a vítima procurou a delegacia após identificar uma transferência via Pix de R$ 9 mil realizada em sua conta sem autorização.

A suspeita, de 26 anos, trabalhava na financeira onde a cliente buscava atendimento para operações de crédito e empréstimos.

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De acordo com a polícia, a funcionária ficou com o celular da vítima sob o pretexto de realizar um procedimento de portabilidade de empréstimo consignado. Foi nesse momento que a transferência não autorizada teria sido efetuada.

Conta aberta sem autorização

Chamada à delegacia para prestar esclarecimentos, a suspeita afirmou inicialmente desconhecer a pessoa para quem o valor havia sido transferido. As diligências incluíram depoimentos da vítima e de testemunhas, além de outros elementos que comprovaram a materialidade do crime e apontaram indícios de autoria.

As apurações revelaram que os R$ 9 mil foram transferidos para uma conta bancária em nome de outro cliente da financeira, que sequer sabia da existência dessa conta em seu nome. A investigação identificou indícios de que a própria suspeita teria providenciado a abertura da conta sem autorização do titular, utilizando-a para receber os valores da fraude.

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Diante dos elementos reunidos, a funcionária, que não teve a identidade divulgada, foi presa em flagrante.

As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias e identificar eventual participação de outras pessoas.

A Polícia Civil orienta que ninguém deve fornecer senhas bancárias nem entregar aparelhos celulares desbloqueados a terceiros para a realização de operações financeiras.

(*) Com informações da Polícia Civil de Sergipe