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O jornal o Estado de São Paulo divulgou neste domingo informações sobre a Operação Penalidade Máxima, que revelou um esquema de apostas. De acordo com a investigação, os líderes da organização mencionaram ter contatos em pelo menos oito estados brasileiros: GO, SP, RJ, MG, PR, CE, SE e BA. Além disso, foi constatado o envolvimento desses apostadores nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro do ano passado.

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“Maravilha, irmão. Então vamos ver com quem a gente consegue casar. Eu tô com contato no campeonato mineiro, tô com contato no campeonato paranaense, tô com contato no campeonato paulista, tô com contato no campeonato baiano, tô com contato no campeonato cearense”, foi o que Thiago Chambó, apontado como um dos líderes do esquema, disse por mensagem de áudio em 4 de janeiro.

De acordo com o Ministério Público de Goiás, Bruno Lopez, outra liderança envolvida nas fraudes das apostas, respondeu: “Não, é isso que eu ia te falar. Eu tenho aqui no mineiro, tenho no carioca, tenho no paulista, tenho nesse sergipano, tá ligado? E tenho no goiano.” Ambos, Bruno e sua esposa Camilla Motta, foram presos por participação no esquema de apostas.

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A defesa de Thiago Chambó, representada pelo advogado William Albuquerque de Sousa Faria, expressou pesar pela invasão da vida de seu cliente e reiterou o compromisso em esclarecer todos os aspectos da acusação apresentada pelo Ministério Público:

“Ressalte-se que não há qualquer denúncia formal sobre Thiago Chambó dar ou prometer vantagem com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição esportiva porque inexistem indícios de qualquer ilegalidade. A bem da verdade, as conversas selecionadas pela acusação não têm o condão de condenar ou afirmar que seu cliente praticava ilícitos penais.”

O Ministério Público está em busca de novos financiadores relacionados ao esquema.

É necessário apurar, doa a quem doer.