Consumidor: é preciso ter direito à informação

É direito básico do consumidor e dever dos fornecedores de produtos e serviços passar informações claras e adequadas, com especificações dos itens comercializados, quantidades, características, composição, tributos, preços e riscos que apresentam. Esses são apenas alguns dos pontos que integram o art 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que visa a proteção do cidadão e equilíbrio nas relações de consumo.

A coordenadora do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Aracaju), Carolinne Bongiovani, ressalta que, principalmente, em períodos com grande volume de ofertas e promoções, como é o caso do mês do consumidor, é preciso estar atento às regras. “A legislação consumerista prevê a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, ou até mesmo em relação aos métodos comerciais coercitivos ou desleais. Práticas e cláusulas abusivas no fornecimento de produtos e serviços também demandam atenção”, explicou.

Por isso, o órgão orienta que todas as informações precisam ser apresentadas de forma clara e prévia aos consumidores, de maneira que seja possível realizar a compra de maneira consciente. “A infração pode resultar em sanções administrativas, com aplicação de multa”, frisou a coordenadora do Procon Aracaju.

Os consumidores também devem redobrar a atenção e buscar, de maneira antecipada, as informações necessárias para realizar uma compra segura. “Orientamos que os consumidores leiam atentamente os contratos e verifiquem as informações sobre condições de troca, taxas, multas, ressarcimento, garantia e outros. Exija a nota fiscal e mantenha reservados todos os documentos que possam comprovar eventuais práticas abusivas, a exemplo de materiais publicitários, fotografias, e-mails, conversas, prints, e demais instrumentos legais”, alertou.

Diante de práticas abusivas, o CDC prevê a efetiva reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos. “Os consumidores devem acionar os setores de atendimento dos estabelecimentos para solucionar a questão, caso não sejam atendidos em seus direitos, os órgãos de proteção ao consumidor devem ser acionados”, salientou Bongiovani.

Atendimento

Em Aracaju, para sanar dúvidas ou registrar denúncias, os consumidores podem entrar em contato com o órgão pelo SAC 151 ou pelo telefone 79 3179-6040, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Para o envio de solicitações também é disponibilizado o e-mail [email protected].

Para reclamações de forma presencial, na sede do órgão, o consumidor deve agendar o atendimento de forma antecipada no site agendamento.procon.aracaju.se.gov.br ou pelos canais telefônicos.

Registro online

Na plataforma AjuInteligente, disponível no site da Prefeitura de Aracaju, o cidadão pode acessar o novo serviço online ‘Defesa do Consumidor, no qual encontrará os campos “registro de reclamação” e “denúncia”.

Através desse serviço é possível relatar a situação e inserir a documentação pessoal e arquivos digitalizados que comprovem o fato ou que possam auxiliar os técnicos do órgão na análise do caso, como comprovante de residência, RG, contratos, registro fotográfico e de conversas em aplicativos de mensagens, números de protocolo e outros.

Empresas de ônibus e o Ministério Público do Trabalho em Sergipe

Em busca de garantir condições adequadas de trabalho aos motoristas de ônibus, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) realizou uma audiência com os representantes das empresas que fazem o transporte coletivo de passageiros na capital e Grande Aracaju.

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Ana Lícia Menezes / PMA

A audiência ocorreu nesta segunda-feira (18), na sede do MPT-SE, com a presença dos representantes da Auto Viação Modelo, Capital Transportes, Viação Halley, Viação Atalaia, Viação Progresso, Transporte Tropical e Viação Paraíso, além da presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), Raíssa Cruz, e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (SINTTRA), Miguel Belarmino. O Procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro propôs que fosse firmado um acordo com as empresas e o sindicato patronal para adequar os ônibus, seguindo as medidas de segurança do trabalho apresentadas na petição inicial de uma ação civil pública, em que o MPT discute a extinção da função de cobrador e a adequação dos ônibus coletivos.

Entenda o caso

Em 2020, o MPT-SE recebeu denúncias sobre a retirada dos cobradores dos ônibus. Foram instaurados sete inquéritos civis, um para cada empresa, a fim de apurar os fatos. O MPT-SE solicitou, ainda, um relatório do Laboratório de Segurança e Higiene do Trabalho da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, que enviou informações técnicas e operacionais a respeito do processo de extinção da função de cobrador de ônibus urbano, levando em consideração os aspectos de saúde e segurança do trabalho e os problemas que podem ocasionar aos motoristas, em especial, caso acumulem com a função de cobrança de passagens.

Em 2021, foi ajuizada uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido liminar, para que fossem realizadas adequações nos ônibus, como instalar dispositivos para pagamento de passagem, com contador de valores em espécie e/ou que possibilite a substituição do pagamento em espécie por meios eletrônicos, instalar câmeras de monitoramento e/ou sensores de presença para auxiliar o motorista na verificação das portas do veículo, instalar dispositivo para saída de voz no painel do motorista,  para ajudar na divulgação de avisos e orientações a todos os usuários, bem como a instalação de letreiros internos nos coletivos, para repassar informações aos usuários sem que o motorista precise desviar sua atenção do veículo.

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O MPT-SE solicitou também que, nas linhas de maior complexidade, fossem mantidos motorista e cobrador. Enquanto as adequações não fossem concretizadas, os ônibus deveriam ter equipe completa. Para o procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, responsável pela ação, “o MPT requereu na ação civil pública medidas de segurança fundamentais para os motoristas de ônibus coletivos trabalharem de forma adequada e segura, sem os diversos riscos que acarretam a cumulação das funções de motorista e cobrador. No fundo, a ação civil pública beneficia toda a sociedade, motoristas de ônibus, usuários do transporte coletivo, pedestres, motociclistas, ciclistas e motoristas em geral, pois a garantia de condições adequadas para o motorista desempenhar suas funções, sem necessidade de acumular com a cobrança de passagens, traz mais segurança para toda a população”.

Durante a audiência, o advogado da Viação Atalaia informou que 100% da frota possui bilhetagem eletrônica. O grupo Modelo informou que está em situação semelhante, com veículos nessa condição. A presidente do Setransp, Raíssa Cruz, disse que, nos últimos anos, algumas mudanças já foram realizadas. “O setor entende que as medidas adotadas até agora já são suficientes para promover melhores condições para os próprios trabalhadores. Alguns itens, apontados como possibilidade na ação, podem causar maior dificuldade para a operação de serviço”, opinou a presidente.

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Proposta foi apresentada em audiência com empresas e sindicatos|Divulgação

Mas o presidente do SINTTRA, Miguel Belarmino, disse que o acúmulo de funções ainda é um problema para a categoria. “Os motoristas têm várias dificuldades. Não queremos é acumular mais serviços do que já temos hoje”, explicou.

Durante a audiência, foi pontuada também a ausência da SMTT de Aracaju, que foi notificada, mas não compareceu. O MPT-SE notificará a SMTT de Aracaju para se manifestar e concedeu o prazo de 30 dias para que as empresas e o Sindicato patronal apresentem, de forma conjunta, contraproposta aos pedidos que constam na petição inicial. O Sindicato dos Trabalhadores também terá o mesmo prazo para se manifestar.

OAB/SE assegura apartidarismo nas eleições

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) publicou nesta sexta-feira, 15, a Resolução nº 02/2024, que estabelece o afastamento de membros do Conselho Seccional, de diretoria de Comissões e cargos de livre nomeação que sejam pré-candidatos políticos declarados nas eleições municipais de 2024.

Os artigos 1º e 2º da Resolução determinam que os conselheiros seccionais, membros de diretoria de Comissões e ocupantes de cargos de livre nomeação da OAB/SE, que são pré-candidatos ou desejam disputar cargos político-partidários, nas eleições 2024, devem solicitar o licenciamento ou renúncia do cargo.

Os pedidos de licença ou renúncia deverão ser protocolados até o dia 31 de maio para aqueles que já se apresentam como pré-candidatos e no prazo de até 10 (dez) dias após o anúncio de pré-candidaturas futuras.

A Resolução também proíbe a manifestação de apoio políticosl nos espaços e eventos institucionais da OAB/SE, tais como redes sociais, grupos institucionais, espaços físicos e outros que possam vincular a imagem da Ordem em eventuais ideologias ou vertentes político-partidárias. Também fica proibido, no período de 1º de junho a 6 de outubro de 2024, a participação de pré-candidatos ou candidatos em mesas de honra e espaços de fala nos eventos institucionais da Seccional.

As eventuais violações aos termos presentes na Resolução serão apuradas na forma do artigo 49 do Estatuto da Advocacia.

Ex-deputada diz que grupo não participará das eleições este ano

Em um anúncio surpreendente, a ex-deputada Maria Mendonça utilizou os microfones da emissora de sua família para comunicar que o grupo Teles de Mendonça não irá participar das eleições municipais de 2024 em Itabaiana. A decisão, segundo Maria, foi resultado de uma profunda reflexão em conversas com sua família e amigos, levando em consideração diversos problemas, incluindo questões de saúde e mental, além da constatação da falta de estrutura adequada para uma campanha eleitoral.

Maria Mendonça enfatizou que a decisão foi tomada em conjunto com sua família e que, como gesto de respeito aos seus pré-candidatos, os liberou para buscar novos rumos políticos. Ela agradeceu o apoio dos amigos e correligionários que aguardaram até o último momento por uma definição.

Os Teles de Mendonça têm uma história marcante na política local, especialmente em Itabaiana, onde são conhecidos por sua dedicação em ajudar os mais necessitados. No entanto, Maria Mendonça deixou claro que, apesar do legado, não se sente apta a continuar no cenário político, ressaltando que a decisão não é uma questão de ingratidão com aqueles que os ajudaram.

Respondendo a especulações sobre possíveis arranjos eleitorais, Maria negou qualquer reunião com Luciano Bispo e outros políticos para discutir alianças ou acordos eleitorais. Ela destacou que o grupo Teles de Mendonça sempre teve uma postura independente e que nunca se aliaria a Lucisano, seu adversário histórico.

“Os Teles de Mendonça têm palavra, e não somos ingratos com quem nos ajudou”, afirmou Maria Mendonça. Ela reiterou que não pretende se candidatar a nenhum cargo eletivo, declarando que chegou ao seu limite. No entanto, Maria enfatizou que a história dos Teles de Mendonça na política continuará viva e que eles continuarão recebendo amigos em sua residência.

A decisão do grupo Teles de Mendonça marca um capítulo significativo na política local de Itabaiana, deixando uma lacuna que certamente será sentida pelos eleitores, mas também abre espaço para novas lideranças e perspectivas na cena política municipal.

Polícia Federal indicia Bolsonaro e mais 16 pessoas

Ouça

Além de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal (PF) indiciou outras 16 pessoas por crimes ligados à falsificação do certificado de vacinação para covid-19. Ao menos nove pessoas teriam se beneficiado de um esquema montado pelo ajudante de ordens Mauro Cid, incluindo a esposa e três filhas, o presidente e sua filha e o deputado Gutemberg Reis de Oliveira.

De acordo o relatório da PF, partiu do então presidente Jair Bolsonaro a ordem para que Mauro Cesar Cid promovesse a falsificação no certificado de vacinação contra a covid-19 em nome do mandatário e de sua filha menor.

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Ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Valter Campanato|Agência Brasil

O sigilo sobre o relatório da PF foi retirado nesta terça-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após partes do documento terem sido publicados pelo portal G1 no início do dia. Ele disse que, com a conclusão das investigações, “não há mais necessidade” para a manutenção do sigilo.

“Os elementos de prova coletados ao longo da presente investigação são convergentes em demonstrar que Jair Messias Bolsonaro agiu com consciência e vontade determinando que seu chefe da Ajudância de Ordens intermediasse a inserção dos dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde em seu benefício e de sua filha”, diz o documento.

Bolsonaro sempre negou que tenha tomado a vacina para covid-19. “Não existe adulteração da minha parte, não existe. Eu não tomei a vacina, ponto final”, disse Bolsonaro a jornalistas e maio de 2023, ao comentar as investigações.

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Cid teria inserido informações falsas no sistema do Ministério da Saúde com o objetivo de facilitar a entrada e a saída nos Estados Unidos, burlando exigências sanitárias contra a covid-19 impostas pelos EUA e também pelo Brasil. Ambos países exigiam a vacinação contra doença para se cruzar a fronteira.

Bolsonaro embarcou para os EUA com a família e auxiliares no dia 30 de dezembro, após derrota na eleição presidencial de 2022. No relatório, a PF faz uma relação da adulteração do cartão de vacina do então presidente com a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Para o delegado Fábio Alvarez Shor, a intenção de fraudar o documento está ligada a uma possível solicitação de permanência em outro país.

Band Jornalismo

“O presente eixo relacionado ao uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens ilícitas, no caso a ‘Inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina’, pode ter sido utilizado pelo grupo para permitir que seus integrantes, após a tentativa inicial de Golpe de Estado, pudessem ter à disposição os documentos necessários para cumprir eventuais requisitos legais para entrada e permanência no exterior (cartão de vacina), aguardando a conclusão dos atos relacionados a nova tentativa de Golpe de Estado que eclodiu no dia 08 de janeiro de 2023”.

CGU

O relatório final da PF deve ser agora encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá examinar as evidências e decidir se apresenta denúncias no caso.

A conclusão de que é falso o registro de imunização contra a covid-19 que consta do cartão de vacinação de Bolsonaro foi tomada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em janeiro. A investigação originou-se de um pedido à Lei de Acesso à Informação (LAI) formulado no fim de 2022.

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Os dados atuais do Ministério da Saúde, que aparecem no cartão de vacinação, apontam que o presidente se vacinou em 19 de julho de 2021 na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, na zona norte de São Paulo. A CGU, no entanto, constatou que Bolsonaro não estava na capital paulista nessa data e que o lote de vacinação que consta no sistema da pasta não estava disponível naquela data na UBS onde teria ocorrido a imunização.

Defesa

Em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, o advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, criticou a divulgação do indiciamento. “Vazamentos continuam aos montes, ou melhor aos litros. É lamentável quando a autoridade usa a imprensa para comunicar ato formal que logicamente deveria ter revestimento técnico e procedimental ao invés de midiático e parcial”, escreveu.

Confira abaixo a lista de indiciados no caso e os crimes imputados:

Jair Messias Bolsonaro

  • Associação criminosa;
  • Inserção de dados falsos em sistema de informações.

Mauro Cid

  • Falsidade ideológica de documento público;
  • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada;
  • Uso de documento ideologicamente falso;
  • Associação criminosa.

Gabriela Cid

  • Falsidade ideológica de documento público;
  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Falsidade ideológica de documento público com dados das filhas;
  • Uso de documento ideologicamente falso.

Luiz Marcos dos Reis

  • Falsidade ideológica de documento público;
  • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

Farley Vinicius de Alcântara

  • Falsidade ideológica de documento público;
  • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

Eduardo Crespo Alves

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

Paulo Sérgio da Costa Ferreira

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações, na forma tentada.

Ailton Gonçalves Barros

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Falsidade ideológica de documento público;
  • Associação criminosa.

Marcelo Fernandes Holanda

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações.

Camila Paulino Alves Soares

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações.

João Carlos de Sousa Brecha

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Associação criminosa.

Max Guilherme Machado de Moura

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Uso de documento falso;
  • Associação criminosa.

Sérgio Rocha Cordeiro

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;
  • Uso de documento falso;
  • Associação criminosa.

Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

Célia Serrano da Silva

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

Gutemberg Reis de Oliveira

  • Inserção de dados falsos em sistema de informações;

Marcelo Costa Câmara

  • Crime de Inserção de dados falsos em sistema de informações

A Agência Brasil busca contato com a defesa de todos os citados.

Sobrinho de Emília diz que não será candidato em Aracaju; assista à declaração

O vereador Matheus Corrêa, de Lagarto, negou veementemente os rumores de sua possível candidatura em Aracaju.

Em pronunciamento na Câmara Municipal, Corrêa reiterou seu compromisso com sua cidade natal, afirmando categoricamente: “Não saio de Lagarto, e daqui ninguém me tirará”.

Embora tenha admitido receber convites de setores da população, ele enfatizou sua intenção de permanecer em Lagarto e contribuir com seu desenvolvimento.

Matheus é sobrinho da pré-candidata a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, recentemente filiada ao Partido Liberal.

Veja o que disse o vereador:

NE Notícias|YouTube

Renúncia de advogada que diz que foi estuprada por advogado em Sergipe

NE Notícias publica a seguir vídeo e carta de renúncia ao presidente da OAB/SE, Danniel Alves Costa, da advogada Bruna Hollanda, que denunciou um colega por estupro:


NE Notícias|YouTube

É com imensa dor, frustração e indignação que renuncio ao Cargo de Conselheira Seccional da OAB de Sergipe, para o qual fui eleita em 2022, numa chapa composta majoritariamente por jovens advogadas e advogados, imbuída no propósito de constituir uma nova gestão na nossa instituição, comprometida com mudanças substanciais que modernizasse a OAB e valorizasse a Advocacia sergipana.

Esse foi o início do projeto do qual acreditei, e hoje, finalizo minha participação profundamente decepcionada e indignada com a postura desrespeitosa, falaciosa, machista e perigosamente astuta. Diante de todos os atos, fatos e omissões, sinto-me absolutamente desamparada e humilhada pela gestão conduzida por vossa excelência.

O meu sofrimento tem sido acalentado pela minha família, pelos meus amigos e amigas e por muitas advogadas e advogados que me são verdadeiramente solidários.

Desde 08 de fevereiro, dia em que conversei pessoalmente com vossa excelência, aguardei, com esperança, que a minha instituição tomasse as providências institucionais necessárias para me acolher, preservar a minha imagem e da minha família. Sou mulher; sou advogada; sou mãe; fui violentada covardemente; sou vítima de estupro; fui dilacerada no corpo e na alma. Ao lado de minha advogada (…),, expus a vossa excelência tudo o que ocorreu, com a genuína confiança de que encontraria apoio imediato para enfrentar essa terrível tragédia que abateu a minha vida.

Na conversa que tivemos no gabinete da presidência da OAB/SE, confesso que senti frieza, cálculo, pendor de vossa excelência. Percebi que não estava diante do Presidente da OAB, e sim do sócio e amigo do meu abusador. Vossa excelência ouviu meu relato, e depois, ao invés de acolher uma mulher, advogada e conselheira fragilizada e abalada, preferiu rebater e contradizer as minhas palavras. Ao final, friamente, orientou-me a fazer uma representação no protocolo geral da OAB, como se tratasse de um relato ético-disciplinar comum. Quando, por preceito legal, diante de relato gravíssimo, o Presidente da OAB não só pode como deve instaurar de ofício o processo ético-disciplinar e notificar o acusado em caráter de urgência. Nada disso foi feito.

Mesmo já frustrada com o resultado da audiência que tive com vossa excelência, depois de muito refletir, eu e minha advogada, resolvemos acatar a sua sugestão e, em 16 de fevereiro, protocolei oficialmente a representação contra o advogado, conselheiro seccional e sócio de vossa excelência. Nos dias 07 e 14 de fevereiro, também conversei com (…), advogada que tinha como forte referência de defesa da mulher. Dela recebi a mesma postura e orientação de vossa excelência: protocole uma representação na OAB. Hoje sei que o Presidente da OAB, em casos como esse, tem o dever de instaurar de ofício e de imediato o processo ético-disciplinar e de adotar o procedimento especial para o caso concreto.

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No dia 20 de fevereiro, quatro dias após a representação, fui surpreendida no grupo oficial de WhatsApp do Conselho Seccional com a mensagem de vossa excelência informando que a OAB/SE teria recebido oficialmente a comunicação de um caso lamentável de violência entre membros da gestão e que já estariam sendo tomadas as providências. Entretanto, a grande preocupação demonstrada por vossa excelência era de alinhar o discurso que seria apresentado para a mídia. Naquele momento, vossa excelência foi contundente em expressar orientação aos conselheiros para serem ativos na defesa da gestão. Inclusive, em resposta ao clamor social e para demonstrar que a OAB estava forte e unida, todos os conselheiros deveriam comparecer ao evento da “caravana das prerrogativas”.

Resignada, continuei calada e firme aguardando o acolhimento institucional, que não tive até hoje.

Nem mesmo da Caixa de Assistência dos Advogados, de onde sequer recebi uma ligação de conforto ou qualquer gesto de amparo e assistência. Outra surpresa e frustração impactantes foi em saber que a presidente da comissão de defesa da mulher da OAB/SE (…), tinha sido constituída como advogada do meu agressor, acusado de estupro. Que absurdo! Dias depois, fui informada por minha advogada, de que (…), teria substabelecido o mandato de procuração, com reserva de igual poder, para o outro sócio do escritório de advocacia de vossa excelência (…). Este, inclusive, chegou até a peticionar nos autos do inquérito policial, usando, sem qualquer pudor, o timbre do escritório em que consta o sobrenome de vossa excelência, numa evidente tentativa de me intimidar e reverter os fatos.

Fiquei sem chão. Na verdade, não queria acreditar no que via: uma conspiração de poder; o uso ostensivo e ilegal da OAB para proteger e defender o meu agressor, acusado de estupro e sócio de vossa excelência. Sempre orientada por minha advogada (…), mantive-me resignada e extremamente leal à minha instituição, cujo objetivo foi de preservar até o limite a boa imagem e credibilidade que a OAB conquistou ao longo da sua história.

Depois de todos esses fatos estarrecedores, após longo período em silêncio, no dia 23 de fevereiro, vossa excelência resolveu conceder entrevista coletiva e realizar uma sessão extraordinária do Conselho Seccional no mesmo dia. Também somente neste mesmo dia é que a OAB se dignou em divulgar uma nota pública sobre o fato. Na sequência, foi divulgado um vídeo no Instagram da OAB/SE, em que a secretária adjunta, (…), afirma que a instituição teria acolhido e dado integral apoio a mim. Um vídeo produzido pelo marketing e maquiado de impiedosa falácia, pois a verdade era bem diferente.

Em nenhum momento foi realizada uma ação institucional de apoio, de preservação e de acolhimento a mim e à minha família, mesmo após o avassalador vazamento ilegal do inquérito para a mídia, com a exposição constrangedora de todas as provas, que incluíam fotos de minhas partes íntimas. Na entrevista coletiva concedida no dia 23 de fevereiro, vossa excelência, sem sequer me consultar, falou por mim, achando-se no direito de informar que eu estava bem. Não, Presidente, eu não estou bem. Fui violentada e não recebi apoio da minha instituição presidida por vossa excelência. O que tenho recebido é a solidariedade e o amor da minha família, das minhas amigas e amigos e das mulheres realmente comprometidas com a defesa do Direito da Mulher. Nessa entrevista coletiva, vossa excelência, talvez orientado pelo marketing, falou inverdades acintosas: que a OAB teria me acolhido e que não podia instaurar de ofício o processo ético-disciplinar. Ao final, concluiu de forma melancólica, ao atribuir a culpa às mulheres que compõem a comissão de defesa da mulher da OAB. Mesmo assim, ainda me mantive silente.

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Procurei restabelecer-me emocionalmente. Mas neste final de semana, os fatos dolorosos e falaciosos voltaram a público com crueldade. Recebi a informação de diversas amigas e amigos de que a gestão de vossa excelência teria contratado um instituto de pesquisa para abordar de forma induzida, como instrumento de marketing, usando o meu drama pessoal, para transmitir por telefone aos advogados e advogadas entrevistadas as supostas ações tomadas pela OAB no caso de estupro envolvendo dois conselheiros. Na dita “pesquisa”, o instituto primeiro afirma, como se verdade fosse, que a OAB teria dado suporte à vítima, instaurado processo e afastado o conselheiro acusado. Na sequência, o pesquisado é orientado a escolher se considera as medidas acertadas, brandas, exageradas, insatisfatórias, desnecessária ou não sabe responder. Mesmo não tendo recebido ligação da empresa contratada pela gestão da OAB com o dinheiro da anuidade dos advogados de Sergipe, afirmo, categoricamente, nesta carta renúncia, como mulher, advogada e vítima de violência sexual, que não recebi acolhimento nem qualquer suporte da OAB/SE.

Reafirmo, Presidente Danniel Alves Costa, agora por escrito nesta carta de renúncia, que fui estuprada no dia 27 de janeiro por um colega conselheiro da OAB/SE, seu sócio e amigo, pessoa de quem tinha inteira confiança, colega de Conselho Seccional e amigo há mais de oito anos. Respondo agora por escrito a pergunta que vossa excelência me fez e que depois proliferou na surdina nos meios de conversas maldosas: por que você subiu ao apartamento? A única resposta que posso dar a essa pergunta é: subi porque confiava no amigo e colega advogado. Jamais imaginei que poderia sofrer a violência que sofri. O simples fato de ter subido não descaracteriza o estupro nem levanta suspeição séria aos fatos narrados por mim. Diante de tanta desfaçatez, que ultrapassou todos os limites; diante das violências psicológicas que venho sofrendo; diante dos fatos indignos e reiterados aqui expostos, é que com incomensurável tristeza e pesar renuncio ao cargo de Conselheira da OAB/SE, de forma irretratável e irrevogável. Entretanto, Presidente, com coragem e fé na Justiça, não declinarei da luta pelo meu sagrado direito de viver com dignidade e respeito.

Aracaju, 18 de março de 2024. Bruna Hollanda OAB/SE nº (…).

Prêmio recorde da Libertadores 2024

Na noite de ontem, 18, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, anunciou um valor recorde para o prêmio da Libertadores. O campeão deste ano será agraciado com US$ 23 milhões (equivalente a R$ 115,2 milhões na cotação atual), representando um aumento significativo de 5 milhões de dólares em relação ao prêmio anterior.

Taca Libertadores trofeus 2023
CONMEBOL Libertadores

Premiação da Libertadores 2024:

– Fase de grupos: US$ 3 milhões (R$ 15,01 milhões) + US$ 330 mil (R$ 1,66 milhão) por vitória
– Oitavas: US$ 1,25 milhão (R$ 6,3 milhões)
– Quartas: US$ 1,7 milhão (R$ 8,6 milhões)
– Semifinal: US$ 2,3 milhões (R$ 11,6 milhões)
– Vice-campeão: US$ 7 milhões (R$ 35,2 milhões)
– Campeão: US$ 23 milhões (R$ 115,7 milhões)

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Os clubes que disputaram as fases prévias da Libertadores também receberão prêmios da Conmebol. O Botafogo e o RB Bragantino, por exemplo, já garantiram US$ 1,1 milhão (R$ 5,53 milhões) cada pela disputa da segunda e da terceira fase. Confira os valores detalhados:

– Primeira fase: US$ 400 mil 
– Segunda fase: US$ 500 mil
– Terceira fase: US$ 600 mil

Sorteio dos Grupos

Além do anúncio do prêmio recorde, a noite de segunda-feira também marcou o sorteio dos grupos da Libertadores. O Brasil estará representado por sete clubes: Atlético-MG, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e São Paulo, prometendo uma participação robusta e competitiva na competição continental.

Confira aqui a composição completa

Libertadores 2024: grupos definidos

A CONMEBOL Libertadores já tem seus grupos definidos. Em evento [vídeo abaixo] realizado na noite desta segunda-feira (18), em Luque, no Paraguai, foram sorteados os 32 clubes e seus grupos para a próxima fase.

jogadores clubes libertadores 2024
Luqadesign|CONMEBOL Libertadores

Confira a seguir:

Grupo A

  • Fluminense
  • Cerro Porteño-PAR
  • Alianza Lima-PER
  • Colo Colo-CHL

Grupo B

  • São Paulo
  • Barcelona-EQU
  • Talleres-ARG
  • Cobresal-CHI

Grupo C

  • Grêmio
  • Estudiantes-ARG
  • The Strongest-BOL
  • Huachipato-CHL

Grupo D

  • LDU-EQU
  • Junior Barranquilla-COL
  • Universitario-PER
  • Botafogo
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Grupo E

  • Flamengo
  • Bolívar-BOL
  • Millonarios-COL
  • Palestino-CHL

Grupo F

  • Palmeiras
  • Independiente Del Valle-EQU
  • San Lorenzo-ARG
  • Liverpool-URU

Grupo G

  • Peñarol-URU
  • Atlético-MG
  • Rosario Central-ARG
  • Caracas-VEN

Grupo H

  • River Plate-ARG
  • Libertad-PAR
  • Deportivo Táchira-VEN
  • Nacional-URU

Assista ao sorteio na íntegra:

CONMEBOL Libertadores

Emília Corrêa se filia ao PL; vídeo do discurso

Com a presença do ex-prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho (PL), do presidente estadual do Partido Liberal, Edvan Amorim, e do presidente estadual do PSDB, ex-senador Eduardo Amorim, a vereadora por Aracaju Emília Corrêa se filiou ao PL.

A filiação ocorreu na sede do partido, na rua Estância, na capital sergipana.

Emília será candidata a prefeita de Aracaju.

Assista ao vídeo com o discurso da pré-candidata: