Absolvido, réu não diz nome de delegado que teria mandado
O réu, Anderson Santos Souza, absolvido em júri popular disse que delegado mandou policial matar o delegado Ademir Melo.
Só não diz quem foi o tal delegado, que, segundo ele, teria sido o mandante do crime.
Para sua defesa, a investigação cabe à Secretaria de Segurança Pública.
Pelo Direito, quem acusa deve ser responsável pelo que alega.
Operação policial deixa oito pessoas mortas
Uma operação policial esta madrugada, em Curitiba, deixou um saldo de oito mortos. Segundo a Polícia Militar (PM), os mortos integravam uma facção criminosa que atua no estado e dispararam contra os agentes ao serem abordados.
Em nota, a PM disse que recebeu uma denúncia de que criminosos planejavam matar um ex-integrante da organização. Informados da marca e das características de um veículo furtado pelo grupo, agentes da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) passaram a procurá-lo em dois bairros da capital paranaense, o Caximba e o Cajuru.
No Caximba, os ocupantes de um automóvel parecido com o que os policiais procuravam tentaram escapar à abordagem policial, dando início a uma perseguição. Ainda de acordo com a PM, ao serem alcançados pela viatura, os dois homens que estavam a bordo do carro passaram a atirar contra os policiais, mas foram atingidos durante a troca de tiros e morreram no local.
Quase na mesma hora, os policiais militares disseram ter localizado um segundo veículo furtado, estacionado em frente a uma residência no bairro Cajuru. De acordo com a corporação, ao se aproximarem do local, os agentes da Rone foram recebidos a tiros e reagiram. Baleados pelos policiais, seis homens morreram no local.
As identidades dos mortos não foram divulgadas.
A PM informou que, somadas, nas duas ocorrências foram apreendidos três pistolas; cinco revólveres; drogas e dois coletes à prova de tiros, além de ter recuperado dois veículos com alerta de furto ou roubo. Nenhum policial foi ferido durante a ação.
“Passamos todo o dia de ontem realizando patrulhamentos e várias abordagens, mas não localizamos [os suspeitos]. Esta madrugada, dividimos as equipes da Rone, que localizaram os indivíduos e realizaram tentativas de abordagem, já que o intuito principal da PM é a prisão e o encaminhamento dos indivíduos à delegacia. Infelizmente, ocorreram confrontos e os oito indivíduos foram baleados e encaminhados [mortos] para o IML [Instituto Médico Legal]”, disse o comandante da Rone, major João Roberto das Graças Galeto Alves.
A Defensoria Pública do Paraná informou que já está acompanhando o caso, por meio de seu Núcleo de Política Criminal e da Execução Penal (Nupep), cujos representantes solicitaram informações à Secretaria de Segurança Pública do estado.
“O Nupep entende que todo caso de morte causada por intervenção de policiais militares deve, conforme a legislação em vigor, ser conduzido pela Polícia Civil ou diretamente pelo Ministério Público”, disse a defensoria, acrescentando que aguarda a identificação dos homens mortos nas duas ocorrências.
Crime de latrocínio não é levado a Júri Popular
Ao abrir o Dr Google, é possível ler, de cara:
Ao contrário do que muitos pensam, o crime de latrocínio, previsto no artigo 157, parágrafo 3º, inciso II, do Código Penal, NÃO é julgado pelo Tribunal do Júri, muito embora tenha como resultado a morte.
Réu recebendo sentença em Tribunal do Juri de Brasília — Foto: Marcia Foizer/TJDFT
Depois:
Segundo ensina o Professor Rogério Sanches o fato de ter havido morte não o faz crime contra a vida, mas crime contra o patrimônio com resultado morte.
Ensina:
Áurea Maíra Ganem – Advogada (OAB/MG 182.855):
Sabe-se que o júri é competente para julgar CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA, mas o latrocínio não se enquadra neste conceito, vez que é um CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
A intenção do agente ao matar outrem era subtrair coisa alheia e a morte foi o meio que ele utilizou para tanto. Ou seja, o objetivo principal não era matar, mas roubar e por isso não se encaixa na competência do Tribunal do Júri, sendo julgado pelo juízo singular.
A pena para este crime está entre as mais altas do nosso Código: reclusão de 20 a 30 anos.
Serve para Aracaju, capital sergipana.
SSP defende investigações e diz que delegado foi vítima de latrocínio
Para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe, o delegado de polícia Ademir Melo foi vítima de roubo seguido de morte.
A SSP defende a “soberania” dos jurados, que inocentaram Anderson, que continua preso por causa de outros crimes, mas corrobora com as investigações policiais.
Ademir Melo foi morto em julho de 2016 — SSP/Arquivo
Teses da SSP, defendidas pelo delegado Wanderson Bastos:
Defesa do crime de latrocínio
– Considerando tudo que foi apurado, em cima de provas técnicas, não há como refutar a tese do crime de latrocínio. O suspeito, com base no seu histórico de condenação, não é uma pessoa virgem no mundo da criminalidade. Não ficou preso seis anos inocentemente. É uma pessoa que tem contra si crimes de roubos simples, quatro roubos qualificados e dois homicídios qualificados. É uma pessoa de histórico comprometedor, perigosa, além de que pessoas naquela localidade, em vários boletins registrados, narraram episódios extremamente semelhantes, de que uma pessoa em uma moto, com uma arma de fogo, vinha praticando assaltos na região. Ademir foi morto ao reagir ao assalto.
Vestígios que refutam o crime de execução
– Por que não pode ter sido crime de mando execução? Vários são os aspectos que corroboram esse entendimento. Um tiro único contra Ademir, tiro de revólver calibre 38, de baixo para cima, que transfixa o coração e o braço. O projétil fica no local do crime e é recolhido pela polícia. A arma é apreendida com o suspeito e dois exames de microcomparação balística comprovaram que aquele projétil saiu da arma de fogo encontrada com o infrator. Em crimes de execução, não se executa apenas um disparo. Não se usa revólver calibre 38, usam pistolas, normalmente de 9mm, em disparos agrupados, em pontos fatais. Nesse caso, foi apenas um único tiro. Dificilmente na literatura policial se encontrará um crime de mando, de execução, em que o pistoleiro execute com uma arma desse calibre – analisa.
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Confissão em primeiro interrogatório
Efetuada a prisão do suspeito, ele foi interrogado e filmado, na presença de um membro do Ministério Público, e o infrator confessou o modus operandi, disse que não conhecia a vitima, e que ia efetuar o assalto. Em nenhum momento apresentou tese diferente dessa. Um exame de corpo de delito aponta que a integridade física do suspeito foi mantida, para refutar qualquer tese de tortura. Não há espaço nos tempos modernos para levantar essas teses obscuras, segundo as quais os infratores confessam seus crimes sob tortura. A geração da Polícia hoje é totalmente qualificada, jovens bacharéis em direito, submetidos a inúmeros cursos de investigação. Seguiram o que está previsto no ordenamento jurídico – pontua.
Acusação contra delegado
É extremamente leviano, desrespeitoso, levantar uma tese sem qualquer alicerce, segundo a qual um delegado supostamente seria amante da viúva, e teria usado um policial para executar o delegado Ademir. Quem é o delegado? Por que não foi revelado? O ônus da prova cabe a quem alega. Se alguém teve a coragem descabida de dizer que um integrante da carreira de delegado teria feito isso, por que não revela o nome do delegado? É um desafio que fica aqui, até para que a sociedade possa saber o que aconteceu.
Decisão dos jurados
Aqui em nenhum momento a SSP/SE está querendo estabelecer uma conflagração com o Poder Judiciário, o MP e a instituição sagrada do Tribunal do Júri. Pelo contrário, somos parceiros, nosso objetivo é trabalhar junto pelo bem da sociedade. Mas uma coisa precisa ser esclarecida: é um tribunal popular, o Conselho de Sentença é composto por sete juízes leigos, que não estão atrelados por força da constituição federal às provas dos autos. Eles julgam conforme sua consciência. Essa não foi a primeira e nem será a última vez que o Conselho de Sentença vai discordar da tese da Polícia ou do MP. O entendimento deles (jurados) é soberano, se eventualmente o Ministério Público discordar, poderá recorrer, mas independente do entendimento do Conselho de Sentença, em hipótese alguma isso significa que a investigação da Polícia irá por terra.
Santos anuncia volta de jogador
A camisa 10 do Santos Futebol Clube reencontrará um velho amigo. O meia-atacante Yeferson Soteldo, que entre 2019 e 2021 honrou o mítico número eternizado pelo Rei Pelé, acertou seu retorno ao Peixe nesta quinta-feira (11). O venezuelano volta ao Alvinegro Praiano em contrato de empréstimo junto ao Tigres, do México, até julho de 2023, com opção de compra e passe fixado.
Nascido em Acarigua, cidade ao norte da Venezuela, Soteldo tem atualmente 25 anos e começou a carreira em seu país, jogando pelo Zamora. Ele passou a se destacar em 2015 e no fim do ano seguinte acabou acertando a transferência para o Huachipato (CHI). Já no início de 2018, o meia-atacante foi emprestado para a Universidad de Chile.
Após chamar a atenção atuando pela ‘La U’, o venezuelano foi contratado pelo Santos FC em janeiro de 2019 e foi um caso de amor à primeira vista. Carismático, muito rápido e uma habilidade invejável, Soteldo foi apresentado com a camisa 10 e assumiu rapidamente o protagonismo no Peixe.
O meia-atacante disputou 105 jogos, anotando 20 gols e distribuindo 17 assistências. O camisa 10 fez parte do elenco vice-campeão brasileiro em 2019 e vice da Libertadores de 2020. Em abril de 2021, porém, o Alvinegro Praiano precisou vender Soteldo ao Toronto, do Canadá, para encerrar o Transfer Ban imposto pela Fifa.
Em sua despedida, o venezuelano xodó da torcida do Santos FC afirmou que um dia retornaria ao clube onde foi feliz entre 2019 e 2021 e, pouco menos de um ano e meio depois, cumpre sua promessa.
“Sabemos que o retorno do Soteldo sempre foi um enorme desejo da torcida. Todos nós sentimos muito quando ele foi embora, mas não tínhamos o que fazer naquela ocasião, pois estávamos com o Transfer Ban. Mas agora surgiu essa oportunidade de mercado e aproveitamos. Sabemos da imensa qualidade técnica dele. Estou muito feliz com esse retorno e acredito que o Soteldo possa repetir tudo que já fez com essa camisa imensa”, afirmou o presidente Andres Rueda.
Fundador da Canção Nova internado
O fundador da Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, de 85 anos, foi hospitalizado nesta quarta-feira (10) depois de diagnosticado com pneumonia.
Monsenhor Jonas Abib
O religioso é o fundador da comunidade, que é uma referência nacional no meio católico. De acordo com a assessoria de imprensa da Canção Nova, ele amanheceu com mau estar, foi atendido e diagnosticado com pneumonia.
Em nota, a comunidade informou que apesar do diagnóstico, o quadro de saúde é estável. Leia o que escreveu a Luzia Santiago:
Querida Comunidade, paz do Senhor!
Ex-deputado sob observação médica
Ex-deputado Zé Teles de Mendonça / arquivo
Médicos pediram 48 horas para diagnosticar a real situação de saúde do ex-deputado José Teles de Mendonça.
Ele está internado na UTI de um hospital privado da capital sergipana.
Zé Teles sofreu AVC ontem, 10, em Itabaiana.
Marrocos demite técnico três meses antes da Copa do Mundo do Catar
A seleção de Marrocos demitiu seu técnico de futebol, Vahid Halilhodzic, apenas três meses antes de o país disputar a Copa do Mundo no Catar.
O anúncio da federação marroquina de futebol nesta quinta-feira (11) encerra meses de especulação sobre o destino do técnico franco-bósnio, que agora possui a façanha de ser demitido três vezes por seleções após se classificar para a Copa do Mundo.
No ano passado, Halilhodzic, de 69 anos, acusou o jogador do Chelsea de fingir lesão para não disputar amistosos no meio do ano e o deixou de fora das eliminatórias da Copa do Mundo e da Copa das Nações.
Mas o presidente da federação, Fouzi Lekjaa, vinha pressionando pelo retorno do meio-campista nascido na Holanda em meio a protestos públicos.
O jeito brusco de Halilhodzic foi citado como a razão de sua saída da seleção japonesa depois que ele classificou a equipe para a última Copa do Mundo na Rússia. Ele foi demitido apenas dois meses antes da competição de 2018.
Halilhodzic, que jogou pela Iugoslávia na Copa do Mundo de 1982 e depois foi um atacante de sucesso na França, também foi dispensado pela Costa do Marfim antes do Mundial de 2010 na África do Sul e substituído por Sven Goran Eriksson.
Ele levou a Argélia para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, onde chegou perto de uma vitória surpreendente sobre a Alemanha nas oitavas de final.
Defesa pede para TSE incluir 9 militares em grupo de inspeção às urnas
O ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, o acesso de mais nove militares à sala de inspeção dos códigos-fonte da urna eletrônica e de todo o sistema eletrônico de votação.
De acordo com ofício enviado ontem (10) pela Defesa ao TSE, os nove militares em questão possuem conhecimentos nas linguagens de programação C++ e Java, necessários para a inspeção aos códigos-fonte.
Uma equipe das Forças Armadas realiza a inspeção desde 3 de agosto. De acordo o ofício assinado por Nogueira, os nove militares designados contribuíram temporariamente com o trabalho, até o dia 19 de agosto.
A indicação dos novos integrantes temporários pela Defesa ocorreu dois dias após o TSE ter excluído o coronel Ricardo Sant’Anna da equipe de inspeção das Forças Armadas. A medida foi tomada porque mensagens publicadas pelo militar nas redes sociais “foram rotuladas como falsas e se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas” que pretendia fiscalizar, diz ofício assinado por Fachin.
No ofício desta quarta-feira (10), Paulo Sergio Nogueira disse a Fachin querer “renovar a permanente interlocução deste Ministério com essa Corte Eleitoral, tendo como maior propósito contribuir para fortalecer o processo eleitoral brasileiro”.
Códigos-fonte são os comandos e instruções que compõem os programas de computador, que são utilizados para acionar algum equipamento eletrônico. No caso da Justiça Eleitoral, a integridade dos códigos do sistema de votação é fundamental para impedir fraudes.
Petrobras reduz preços de venda de diesel para as distribuidoras
A partir de amanhã (12), o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 5,41 para R$ 5,19 por litro, redução de R$ 0,22 por litro.
Agência Brasil/Arquivo
Segundo a companhia, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,87, em média, para R$ 4,67 a cada litro vendido na bomba.
“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o comunicado da empresa.