Nesta quarta-feira, 24, a Prefeitura de Aracaju irá publicar novo decreto municipal com medidas de enfrentamento ao novo Coronavírus na capital.
O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, estará disponível para entrevistas a partir durante o dia.
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Nesta quarta-feira, 24, a Prefeitura de Aracaju irá publicar novo decreto municipal com medidas de enfrentamento ao novo Coronavírus na capital.
O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, estará disponível para entrevistas a partir durante o dia.
Nesta terça-feira, 23 de junho, *Sergipe registrou um isolamento social de 36,6%*, resultado considerado baixo. Foi o 7º menor índice do país. As melhores posições ficaram com Acre (42,7%), Amapá (42,1%) e Rondônia (41,1%). Já as piores com Tocantins (33,6%), Goiás (35,6%) e Paraíba (35,7%).
No ranking dos estados do Nordeste, Sergipe se destacou com a 3ª pior colocação*. Paraíba (35,7%) ficou em primeiro lugar, seguido por Pernambuco (36,1%).
Aracaju
Com 37,2% das pessoas em casa, Aracaju teve a 6ª pior colocação do Brasil. Rio Branco (43,0%), Teresina (42,4%) e Macapá (42,1%) obtiveram os maiores índices. Em contraposição, Palmas (33,4%), Goiânia (35,7%) e Campo Grande (36,1%) registraram os menores.
No cenário nordestino, Aracaju ficou com o 3ª pior resultado*, perdendo apenas para João Pessoa (36,5%) e São Luis (37,1%).
A Prefeitura de Riachuelo, através da coordenadoria municipal de Defesa Civil, informa que, nesta terça-feira, 23, e na madrugada desta quarta-feira, 24, o volume de chuva foi intenso e já há o registro de famílias desabrigadas na Rua do Caixão, por conta de inundação nas respectivas casas. Diante disso, todas as providências necessárias estão sendo adotadas e as equipes continuam fazendo o monitoramento do Rio Sergipe, que banha a cidade.

Ainda de acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, Gildo Oliveira, a Defesa Civil do Estado já está no município para averiguar in loco a situação. “As equipes das defesas civis do município e do estado estão em diálogo permanente desde ontem, já que constatamos um grande volume de água em alguns pontos. Por este motivo, estamos em alerta, mas monitorando tudo e prestando assistências às famílias desabrigadas”, disse Gildo.
NE Notícias advertiu: hospitais particulares em Aracaju, com leitos de UTI exclusivos para pacientes com a Covid-19, colapsaram.
A informação mais recente: o índice de ocupações nos hospitais privados, em leitos de UTI para pacientes com a Covid-19, já está perto de 115%. Chegou a 112%.

Juntando as redes particular e pública, o índice é de 89,8%.
Na rede privada, hospitais podem criar novos leitos. Já a rede pública de saúde não tem saída.
A Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju informa que até as 19h desta terça-feira, 23, foram registrados 307 novos casos de covid-19 na capital e seis óbitos.
Houve ainda a transferência do registro de um óbito para o interior do Estado.

Do total de óbitos de hoje, quatro eram homens sendo um com 47 anos, diabetes; outro com 68 anos, doença renal crônica. Ambos vieram a óbito dia 22. Houve ainda o de outro homem com 88 anos, sem registro de comorbidades (óbito dia 23); e outro que tinha 93 anos, hipertensão (óbito dia 14).
Das duas mulheres, uma tinha 78 anos, hipertensão; e a outra com 67 anos, sem registro de comorbidades. Ambas vieram a óbito dia 22.
Dos novos casos confirmados 162 são mulheres, com idade entre três e 92 anos; e 145 homens com idade entre 11 e 93 anos.
Com isso, sobe para 11.782 o número de pessoas diagnosticadas com covid-19 em Aracaju. Destas, 290 estão internadas em hospitais; 4.704 estão em isolamento domiciliar; 6.572, que estavam infectadas, já estão recuperadas; e 216 vieram a óbito.
Dos 99 casos suspeitos, que aguardam resultados de exames para detecção da doença, todos estão internados.
Foram descartados 7.053 casos do total de 18.935 testados.
Como NE Notícias publicou, o Senado agendou para esta quinta-feira, 25, a votação do sobre as Fake News, que tem como autor o Senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
A líder do mesmo partido de Alessandro, o Cidadania, Eliziane Gama, defende o adiamento da votação.

Ela não concorda com a forma como foi concebido o substitutivo do senador Angelo Coronel, da Bahia.
Clique aqui e veja o substitutlvo.
O coronavírus mata!
Morreu na madrugada desta quarta-feira, 24, o capitão da Polícia Militar de Sergipe Gilson Luiz Santos.
Tinha 67 anos de idade e estava lotado no Besp.

Vítima da Covid-19, seu corpo será sepultado na manhã de hoje no Cemitério da Cruz Vermelha.
Partidos que formam o Centrão na Câmara dos Deputados querem que as eleições municipais deste ano sejam mantidas para o dia 4 de outubro.
Como NE Notícias informou, o Senado aprovou os dois turnos para, respectivamente, para os dias 15 e 29 de outubro.
A PEC será votada na Câmara.
É necessário o mínimo de 308 votos para sua aprovação.

A Câmara é considerada pela chamada grande imprensa como mais suscetível à pressão de prefeitos e vereadores.
O Centrão prepara emenda para jogar as eleições para 2022, ou seja, com prorrogação, até lá, dos mandatos de prefeitos e vereadores. Se não conseguir o adiamento (eleições gerais), quer que as eleições sejam mantidas, no 1º turno, para 4 de outubro.
A ativista Sara Winter deve ser liberada do presídio nesta quarta-feira, 24, quando termina o prazo de sua prisão temporária.
Segundo a coluna Radar, de Veja.com, a ativista usará tornozeleira eletrônica.

Integrantes da PGR estiveram reunidos na noite desta terça-feira, 23, quando discutiram a situação legal da ativista.
O Plenário do Senado aprovou em votação remota o adiamento para os dias 15 e 29 de novembro, do primeiro e do segundo turnos, respectivamente, das eleições municipais deste ano, inicialmente previstas para outubro, em decorrência da pandemia de coronavírus.
O texto aprovado nesta terça-feira (23) foi um substitutivo do senador Weverton (PDT-MA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2020. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Com a previsão das eleições ainda para este ano, fica garantido o período dos atuais mandatos. A data da posse dos eleitos também permanece inalterada. Prefeito, vice-prefeito e vereadores têm mandato de quatro anos e tomam posse em 1º de janeiro.

A proposta torna sem efeito — somente para as eleições municipais deste ano — o artigo 16 da Constituição, segundo o qual qualquer lei que alterar o processo eleitoral só se aplicará à eleição que ocorrer após um ano de sua vigência.
O senador Weverton explicou que as eleições foram adiadas por 42 dias e com isso também os prazos do calendário eleitoral que estão por vencer:
— Em se confirmando esse texto na Câmara dos Deputados e virando lei, nós vamos manter o mesmo calendário eleitoral previsto para as eleições de 4 de outubro. Ou seja, o período de rádio e TV é o mesmo, o período de Internet é o mesmo, da convenção até o dia da eleição é o mesmo, nós fizemos apenas umas adaptações quanto ao calendário pós eleição por conta do tempo. Mas todos têm de ficar bastante atentos porque não houve aumento de tempo de TV, todos os tempos são os destinados na legislação.
Convenções e campanhas
As emissoras podem transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos até 11 de agosto. A partir dessa data, esse tipo de transmissão fica proibido.
A PEC define também o período entre 31 de agosto e 16 de setembro para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações.
Até 26 de setembro, partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos.
Após 26 de setembro, inicia-se a propaganda eleitoral, inclusive na internet. A Justiça Eleitoral convocará os partidos e a representação das emissoras de rádio e de televisão para elaborarem plano de mídia.
Partidos políticos, coligações e candidatos devem, obrigatoriamente, divulgar o relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados em 27 de outubro.
Vai até 15 de dezembro o prazo para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos e comitês, relativos ao primeiro e, onde houver, ao segundo turno das eleições.
A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em todo o país até o dia 18 de dezembro.
PEC
Por acordo de líderes, os dois turnos da proposta de alteração do calendário eleitoral foram votados na mesma sessão. Na tramitação normal de uma PEC, o intervalo entre as votações é de, no mínimo, cinco dias. A matéria também passará por dois turnos na Câmara.
O relatório do senador Weverton reuniu três propostas numa só: a PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP); a PEC 22/2020, de José Maranhão (MDB-PB); e a PEC 23/2020, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).
O relator ressaltou que a necessidade de isolamento social imposta atualmente à sociedade brasileira pode comprometer a realização do pleito, especialmente com eventos como as convenções partidárias e a própria campanha eleitoral. Weverton enfatizou que essa convicção é compartilhada por autoridades da área sanitária e especialistas da área eleitoral ouvidos em sessão temática promovida pelo Senado na segunda-feira (22), com a presença de senadores e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
— Face a todo esse quadro, fica claro que se impõe, então, o adiamento, que permitirá que possamos realizar com segurança e normalidade as próximas eleições, sem que seja necessária alteração do mandato dos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ou daqueles a serem eleitos em 2020 — completou o relator.
TSE
Weverton ainda optou por autorizar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a promover os ajustes no cronograma eleitoral de acordo com a situação sanitária de cada município. A decisão se aplica, inclusive, ao estabelecimento de novas datas para o pleito, até o prazo limite de 27 de dezembro.
Isso inclui também o atendimento às sugestões de alguns senadores, como a do voto facultativo aos eleitores com mais de 60 anos, considerados integrantes do grupo de risco da covid-19, e a de ampliação dos horários de votação com a fixação de locais específicos como forma de reduzir a aglomeração de pessoas.
Já quando se tratar de um estado, no caso de as condições sanitárias não permitirem a realização das eleições nas datas previstas, a definição de novo dia para o pleito caberá ao Congresso Nacional, por provocação do Tribunal Superior Eleitoral, instruída com manifestação da autoridade sanitária nacional e após parecer da Comissão Mista da covid-19.
Nova data
A definição da nova data não foi consenso da maioria. Alguns senadores entendem que não há necessidade de adiar as eleições por acreditarem em uma queda no números de casos de contaminados até outubro. Já outros, como Rogério Carvalho (PT-SE), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Rose de Freitas sugeriram que a votação seja adiada para dezembro.
Ciro Nogueira (PP-PI), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), entre outros, defenderam a suspensão das eleições deste ano e a prorrogação dos atuais mandatos para coincidência de pleitos em 2022.
— O adiamento apenas por 30 dias não vai resolver essa situação. A campanha já começou, nós vamos apenas estender o tempo dessa campanha. O melhor é não ter essa eleição porque vai prejudicar a população, nós vamos perder vidas nessa eleição. Eu defendo que nós adiemos para 2022, é o mais sensato, é o melhor — declarou Ciro Nogueira.
Para o senador Randolfe Rodrigues, essa medida violaria uma cláusula pétrea e seria como “se aproveitar do vírus” para prorrogar mandatos.
Em resposta, o relator ressaltou que a unificação das eleições é tema de reforma política e não está em discussão no momento.
— Neste momento, a matéria é o adiamento das eleições, em torno do qual a República se reuniu. A minha tarefa foi definir uma regra para esse adiamento. Se amanhã, porventura, com todas as opções que foram dadas, não der certo, e se a República entender que prorroguemos os mandatos, isso tem que ser um grande acordo, com “a” maiúsculo e não com “c” de casuísmo — destacou o senador Weverton.