Unimed Sergipe

Sensação de aperto no peito, chiado na respiração. São diversos os sintomas que um asmático precisa conviver, caso a doença não esteja controlada. Desde 1998, a Global Initiative for Asthma (Iniciativa Global para a Asma) celebra na primeira terça-feira do mês de maio o Dia Mundial de Combate à doença e busca aumentar a conscientização sobre esta patologia respiratória.

A asma é uma doença que tem perfil genético e que não tem cura. Estima-se que, no mundo, 339 milhões de pessoas convivam com esta enfermidade, sendo que 20 milhões delas estão no Brasil. Segundo a médica pneumologista cooperada Unimed Sergipe, Ana Paula Argolo, mesmo não havendo cura, é possível que haja um controle da asma para que o paciente viva com maior qualidade de vida.

Pneumologista Ana Paula Argolo

“Existem várias medicações que permitem que o asmático tenha uma vida o mais normal possível. A asma exige um cuidado com o ambiente e com a própria saúde e isso tem que ser valorizado e lembrado sempre pelo paciente”, explica a médica. Esses cuidados precisam lembrados para evitar o desencadeamento dos sintomas. 

“Os principais sintomas são tosse, aperto no peito, chiado no peito, que a gente chama de sibilância e, algumas vezes, falta de ar. Esses sintomas são comumente desencadeados por algum disparador da crise, que pode ser exposição a odor mais forte, à fumaça, à mudança climática, exposição a pólen, poeiras. Há uma serie de alérgenos que podem disparar uma crise de asma”, pontua a pneumologista. 

O diagnóstico da asma é obtido através da história clínica do paciente, da descrição dos sintomas e de exames complementares para avaliar a função pulmonar. “O exame conhecido como espirometria é um teste do sopro, em que o paciente sopra, em uma manobra orientada por um técnico, e aquele teste vai medir os fluxos e os volumes pulmonares e vai testar a resposta aos broncodilatadores. A espirometria é uma arma importante no diagnóstico da asma e no monitoramento da doença”, frisa Ana Paula. 

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Além de realizar o tratamento adequado com um pneumologista, usando corretamente à medicação, é importante que o asmático evite certos comportamentos que podem desencadear uma crise. “O objetivo maior do tratamento é minimizar esses disparadores de crise, para que a pessoa consiga fazer o esporte que ela quiser, que se exponha a mudanças climáticas com o mínimo de sintomas possíveis. Mas para isso é necessário um acompanhamento médico, para identificar fatores precipitantes de crise e orientar neste momento. Tão importante quanto fazer o tratamento de manutenção, que é o que evita que a pessoa tenha crise, é orientar um tratamento de resgate para que na hora da crise, o paciente saiba exatamente o que fazer”, conta a médica. 

De acordo com a pneumologista, cuidados básicos podem ser tomados para que essas crises não aconteçam.

“A pessoa deve tomar cuidados em casa, como trocar o travesseiro regularmente, evitar acumular poeira no local onde dorme e quem criar um animal de estimação que tenha pelos, não deixar esse animal entrar no quarto. E um lembrete muito importante: todo asmático deve observar o calendário de vacinação e ser imunizado contra influenza e pneumonia”.

Ana Paula Argolo

Bombinha

É muito comum associar à asma ao uso da famosa bombinha. Para esclarecer os mitos que cercam o uso deste dispositivo, Dra. Ana Paula frisa que a bombinha pode salvar vidas. “É comum chegar a queixa no consultório de pacientes que tem medo da bombinha achando que ela pode matar. Na verdade, a bombinha pode salvar uma vida. O que as pessoas conhecem como bombinha são dispositivos inaladores que produzem o vapor que contém a medicação que entra diretamente nos brônquios, promovendo a ação tanto anti-inflamatória, como a ação bronquidilatadora. Relaxa a musculatura daquele brônquio, permitindo a melhor passagem de ar”, relata a médica especialista. 

Covid-19 

Durante a primeira onda da pandemia do novo coronavírus, ainda em 2020, era comum se ouvir que a asma era considerada uma comorbidade que poderia agravar o estado do paciente acometido pela Covid-19. No entanto, mesmo com o perfil de paciente grave tendo mudando durante a segunda onda da pandemia, é necessário que os asmáticos continuem mantendo os cuidados necessários. “A Covid é uma doença que pode evoluir com gravidade, independentemente de o paciente ser asmático e alguns estudos mostraram que o fato de ter asma não prediz gravidade nas formas da Covid caso esse paciente venha a se infectar. Mas, sem sombra de dúvida, como uma infecção viral de vias respiratórias, a Covid pode sim precipitar crises asmáticas e desencadear uma exacerbação da doença”, afirma a Ana Paula Argolo.