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O site O Antagonista fez uma análise nesta segunda-feira, 3, acerca do planejamento para reeleição de Jair Bolsonaro.

De acordo com site, Bolsonaro foi eleito por meio do discurso da Lava Jato e o combate à corrupção. Mas, como esse está bem distante da gestão do presidente, o novo discurso a ser usado por Bolsonaro será o mesmo do ex-presidente Lula.

“A nova CPMF sobre transações financeiras eletrônicas servirá para financiar uma versão turbinada do Bolsa Família, o Renda Brasil, e financiar a desoneração da folha de pagamentos das empresas, para empregos de baixos salários. O objetivo é criar vagas para uma grande massa de trabalhadores sem qualificação e, assim, reduzir a percepção da miséria”, diz.

Antonio Cruz / Agência Brasil

O Antagonista diz ainda que a equipe econômica do governo avalia que a CPMF ficará maquiado e que só a classe média continua reclamando por algum tempo. Por ser um imposto cumulativo, não incomoda ninguém da equipe econômica.

A avaliação é que a CPMF é um “imposto invisível” e que só a classe média continuará a reclamar por algum tempo dele. O fato de ser um imposto cumulativo não incomoda ninguém da equipe econômica.

Integrantes do governo acredito que boa parte do eleitorado optará por Bolsonaro a qualquer outro nome ligado à esquerda, em 2022. Os integrantes do governo se referem a parte da classe média.

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A outra parte, decepcionada moralmente com as posições de Jair Bolsonaro, deverão optar por Sérgio Moro ao cargo de presidente. Apesar disso, não deverá ofuscar a massa beneficiada pelo Renda Brasil e a desoneração para criar empregos baratos.

“Para evitar maior sangria entre os eleitores da classe média preocupados com corrupção, o importante para Bolsonaro é que ações da Lava Jato represadas pela Justiça Eleitoral continuem a ocorrer de vez em quando, mas apenas como eco do passado, sem implicar novas frentes de investigação que poderiam estragar o acordão em Brasília”, diz o site.

Com tudo isso, atuação desastrosa na administração da crise na saúde por causa da pandemia será apenas uma vaga lembrança em 2022.

“De certa forma, a Covid-19 ajudará o atual inquilino do Planalto, ao proporcionar a criação de um imposto que representará uma injeção na veia de 120 bilhões de reais. Esse é o plano para reeleger Bolsonaro”, conclui.