Thiago Reis - Btr Notícias

Em 2015, durante a gestão do então Conselheiro Clóvis Barbosa à frente da Presidência do TCE, técnicos do Tribunal de Contas produziram um minucioso relatório que apontou à época, um desfalque superior ao montante de R$ 260 milhões nos cofres da Fundação Hospitalar de Saúde, quantia que ultrapassou o rombo causado pela transposição do rio São Francisco, apontado nas apurações feitas pela Operação Lava Jato.

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As informações contidas no referido relatório produzido pelo TCE, apontou informações detalhadas sobre diversos crimes cometidos contra o erário, como falsificação de notas fiscais e antecipação de pagamentos por serviços que sequer chegaram a ser prestados à Fundação Hospitalar de Saúde. Mas afinal de contas, que fim levou esse relatório que foi produzido pela Corte de Contas?

Até hoje a sociedade sergipana não sabe quem foram os responsáveis por esse saque milionário contra os cofres da Fundação Hospitalar de Saúde, muito menos quem era a figura pública responsável por comandar as indicações políticas de personagens chave que atuaram nesse escandaloso esquema de corrupção e desvio de recursos públicos, como podemos conferir no exemplo abaixo.

E para muito além da impunidade velada que foi estabelecida sobre os apontamentos feitos no relatório produzido pelo Tribunal de Contas do Estado, em recente entrevista concedida pelo Governador Belivaldo Chagas, segundo o matéria publicada hoje (15/10), no site “NE Notícias”, foi mencionado um grande incômodo causado numa pré candidatura ao Governo, pela informação de que o rombo nos cofres da Fundação Hospitalar de Saúde chega à cifra de R$ 800 milhões.

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Sobre os descalabros cometidos por certas gestões que passaram pela FHS, este espaço já faz advertências desde muito antes da confecção do relatório produzido pelo TCE em 2015, que identificou um rombo de R$ 260 milhões nos cofres da Fundação Hospitalar. No entanto, até hoje nenhum dos citados no referido relatório foi responsabilizado e não se identificou a figura pública responsável pela indicação política dos envolvidos nesse escândalo esquema de corrupção.

Mas ao que parece, a disputa pelo Governo do Estado nas eleições de 2022 pode se apresentar como uma oportunidade para a sociedade finalmente descobrir os verdadeiros responsáveis pelo maior escândalo envolvendo desvio de recursos públicos da história de Sergipe.