Gilmar Carvalho*

O jornalista Renato Machado morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

Jornalista Renato Machado no 'Bom Dia Brasil', em 2008
Renato Machado no ‘Bom Dia Brasil’, 2008|Acervo Globo

Em comunicado, a Clínica São Vicente lamentou o falecimento e expressou condolências à família do jornalista.

Formação e início de carreira

Renato Machado nasceu em 21 de março de 1943, no Rio de Janeiro, filho do médico e oficial do Exército Álvaro Dodsworth Machado e da secretária bilíngue português e francês Fernanda Mattos Machado. Formou-se em Direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Segundo a TV Globo, também foi ator e dublador de cinema, tendo atuado no Teatro Oficina, em São Paulo. Em 1967, aprovado em um concurso da BBC, mudou-se para Londres para trabalhar com rádio.

Dois anos depois, voltou ao Rio de Janeiro e foi contratado como tradutor pelo Jornal do Brasil, onde se tornou repórter e permaneceu por 14 anos, chegando a assumir a editoria de Internacional.

Trajetória na TV Globo

Em 1982, ingressou no jornalismo da TV Globo como repórter. Fluente em inglês e francês, cobriu a Guerra das Malvinas naquele mesmo ano, atuando tanto do Rio de Janeiro quanto da Argentina.

Em 1983, assumiu uma vaga de correspondente no escritório de Londres, onde ficou por seis anos. O retorno ao Brasil como repórter especial aconteceu em 1988.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Em 1990, Machado deixou a TV Globo para ser editor-chefe e apresentador do telejornal Noite e Dia, na TV Manchete. No ano seguinte, voltou à Globo como repórter especial.

Nos cinco anos seguintes, cobriu a América Latina como enviado do Globo Repórter e do Jornal Nacional, além de participar das coberturas do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992, e da morte do piloto Ayrton Senna, em 1994.

Os 15 anos no Bom Dia Brasil

Em 1996, Renato Machado assumiu o posto de âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil. Ele foi um dos responsáveis pela reformulação do formato e da apresentação visual do telejornal, dividindo a bancada inicialmente com Leilane Neurbath e, depois, com Renata Vasconcellos. Ao todo, foram 15 anos à frente do telejornal.

Em setembro de 2011, o jornalista se afastou da bancada e retomou seu posto de correspondente da Globo em Londres. Nesse período, manteve uma coluna semanal no Jornal da Globo, intitulada Crônicas de Renato Machado, na qual abordava questões políticas.

Últimos anos de carreira

Em janeiro de 2016, Machado retornou ao Rio de Janeiro como repórter especial do Globo Repórter. Também escreveu para jornais e revistas sobre vinhos, uma de suas paixões, e colaborou com a rádio CBN. Deixou a TV Globo em novembro de 2021.

(*) Com informações da Agência Brasil

G1