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Se a obra de arte requer beleza e harmonia em sua expressão maior, o legado de Garrincha não deixa dúvidas: ele foi um dos gênios do futebol-arte. Ousado, inventivo, arisco, provocador, o craque marcou a história do esporte com seus dribles, seus gols e seu protagonismo na conquista de dois Mundiais para o Brasil: em 1958 e 1962.

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Garrincha, um dos artilheiros da Copa de 1962

Nascido no interior do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1933, Garrincha completaria 90 anos neste sábado. Não seria exagero dizer que a data poderia marcar o aniversário do futebol, tal a grandeza e especificidade do personagem.

Ao lado de Pelé, Garrincha figura até hoje em manuais, pesquisas, compêndios e milhares de textos nas mais diversas línguas como um dos expoentes do futebol. A dupla perfeita, por sinal, jamais perdeu um jogo atuando pela Seleção Brasileira.

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Rivais em seus clubes, Pelé e Garrincha formaram grande dupla na Seleção|Acervo CBF

“O Garrincha é uma das grandes estrelas da história do futebol. O Anjo das Pernas Tortas merece ser sempre lembrado pelos seus feitos e conquistas dentro de campo. Ele e Pelé formaram a maior dupla do futebol mundial”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

“Os dribles desconcertantes e as jogadas fascinantes do Garrincha estão gravadas no coração dos apaixonados pelo futebol no mundo inteiro. A CBF faz questão de lembrar do aniversário desse fora de série e vai sempre reverenciar esse grande gênio do futebol brasileiro”, acrescentou Ednaldo.

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Garrincha em ação na Copa de 1962, em jogo do Brasil contra a Tchecoslováquia

Manuel Francisco dos Santos foi o maior driblador do futebol. Suas pernas tortas, ao contrário do que poderia se supor, na verdade desequilibravam os adversários, quando ele avançava com o controle da bola.

Com a Seleção, disputou também o Mundial de 1966. Defendeu a Seleção Brasileira por 10 anos. Fez 60 jogos e conseguiu a incrível marca de 52 vitórias e sete empates. Só sofreu uma derrota. Marcou ao todo 17 gols com a camisa amarelinha, cinco deles em Copas do Mundo.

O jogador fez bela carreira no Botafogo, onde jogou 614 vezes e marcou 245 gols. Faleceu precocemente aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática.