NE Notícias

Como NE Notícias informou, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, demitiu o secretário da Casa Civil, Andre Moura.

Também foi exonerado o secretário da Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho.

Segundo O Globo, os secretários não foram exonerados “a pedido”. Ambos foram surpreendidos com a exoneração:

A publicação saiu em edição extra do Diário Oficial na noite desta quinta-feira (28) e não leva o tradicional “a pedido”, quando o servidor deixa o cargo por vontade própria. Tanto André Moura quanto Luiz Claudio foram surpreendidos com as publicações no Diário Oficial.

Wilson Dias / Agência Brasil

Ao GLOBO, um interlocutor do núcleo de Witzel explicou as trocas:

— Com relação ao André Moura, havia insatisfação quanto ao trato do secretário junto à Assembleia Legislativa. Como articulador, ele não estava se impondo junto ao presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), para defender o governo — diz. No lugar de Moura, foi nomeado o procurador do estado Raul Teixeira.

Nos bastidores, comenta-se que a saída de André Moura representa uma vitória para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, com quem Moura tem divergências. Tristão é um dos mais próximos secretários de Witzel.

— O André Moura não se empenhou para salvar o Tristão da fritura da Alerj meses atrás — avalia um aliado do secretário de Desenvolvimento Econômico.

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André e a Alerj

Veja o que continua informando O Globo:

Segundo uma fonte próxima a André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa, as modificações no secretariado tendem a aumentar a tensão entre o governo e o parlamento, tendo em vista que o deputado mantinha boa relação com Moura e que Tristão sofre rejeição por parte do petista. Nesta semana, dois pedidos de impeachment de Witzel chegaram à mesa diretora da Casa.

Ex-deputado federal pelo PSC, partido de Witzel, André Moura assumiu a Casa Civil em setembro do ano passado, por indicação do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo. Ele foi integrante da tropa de choque do ex-presidente de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e homem de confiança do ex-presidente Michel Temer.

O Globo