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O jornal O Estado de São Paulo, um dos melhores do País, publicou em sua edição deste domingo, 5, ampla matéria em que cita um juiz de Direito e o Banco do Estado de Sergipe, Banese, entre outros.

Juiz Aldo de Albuquerque Mello

Segundo o jornal, dezenas de milhões de reais do chamado orçamento de guerra para socorrer o setor do turismo durante a pandemia de Covid-19 foram usados para obras de empreendimentos novos, como resorts, e até para erguer o museu de futebol do Flamengo.

Segundo portaria do governo federal, publicada no Diário Oficial da União, R$ 5 bilhões deveriam ser utilizados apenas para proibir recuperações judiciais e falências no turismo durante a crise sanitária.

Os R$ 5 bilhões são custeados pelo Ministério do Turismo e foram destinados a bancos públicos de todo o País. Esse dinheiro, segundo portaria do governo federal, jamais devia servir para a construção de novos empreendimentos.

Segundo a matéria do jornal O Estado de São Paulo, essa dinheirama tem servido para a construção do Vista Xingó Empreendimento Ltda, aberta pelo juiz do Tribunal de Justiça de Sergipe Aldo de Albuquerque Mello, que recebeu R$ 17 milhões para erguer um resort na cidade de Piranhas, em Alagoas.

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Ainda de acordo com o jornal, parte dessa dinheirama foi liberada pelo Banco do Estado de Sergipe.

O jornal O Estado de São Paulo informa: a instituição repassou 76% da verba para a empresa do juiz Albuquerque Mello.

R$ 13 milhões atenderam ao pedido de empréstimo feito em dezembro de 2020.

Informa o jornal O Estado de São Paulo:

Dois diretores do Banese – Olga Carvalhaes e Renato Cruz Dantas – se demitiram em dezembro, mesmo mês em que o empréstimo foi pedido, e se tornaram sócios da Xingó em maio, um mês antes de o dinheiro ser liberado para o resort. As obras já receberam os alvarás e as licenças ambientais.

Ainda no jornal O Estado de São Paulo:

A empresa Vista Xingó afirmou que apenas R$ 4,6 milhões foram liberados pelo banco, em resposta a uma carta proposta de R$ 13 milhões feita ao Banese. A empresa também afirmou que os ex-diretores do Banese “não participaram ou participam de qualquer tratativa sobre a operação de crédito”.