EXPANSÃO: Justiça Federal determina bloqueio de milhões de Aracaju

A Justiça Federal em Sergipe determinou a suspensão do repasse de R$ 220,2 milhões ao Município de Aracaju, atendendo a um pedido feito pela Prefeitura de São Cristóvão.

Juiz batendo o martelo
Freepik

A decisão, proferida pelo juiz Edmilson da Silva Pimenta, da 3ª Vara Federal, foi motivada por uma disputa territorial envolvendo a região do Mosqueiro, atualmente considerada como parte de Aracaju, mas reivindicada por São Cristóvão.

A quantia, referente a parcelas de outorga da concessão dos serviços de saneamento — processo popularmente conhecido como “privatização da DESO” —, deverá ser depositada em conta judicial na Caixa Econômica Federal, sob responsabilidade da Justiça Federal, até que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realize a recontagem populacional da área em litígio.

Entenda o caso

Com a criação da Microrregião de Água e Esgoto de Sergipe (MAES), o Governo do Estado concedeu à iniciativa privada a operação regionalizada dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Cada município passou a receber valores proporcionais à sua população como forma de compensação pela concessão.

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Entretanto, a base de cálculo utilizada para definir os valores foi influenciada por dados populacionais do IBGE que, segundo São Cristóvão, estão incorretos. A população residente na região do Mosqueiro teria sido contabilizada como parte de Aracaju, apesar de a área estar sob disputa judicial.

Como resultado, Aracaju teria recebido mais recursos do que deveria, em detrimento de São Cristóvão.

São Cristóvão argumentou que o IBGE descumpriu uma determinação judicial anterior que obrigava a recontagem populacional da região. O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer favorável à demanda do município.

Decisão judicial

A Justiça acatou os argumentos de São Cristóvão e determinou que o Estado de Sergipe suspenda os repasses à capital. O valor total — R$ 220,2 milhões — corresponde a duas parcelas da outorga, sendo que a terceira, de R$ 110,1 milhões, ainda estava prestes a ser transferida quando a decisão foi tomada, no dia 29 de julho.

O juiz também ordenou que os valores sejam integralmente depositados em juízo e que seja marcada, com urgência, uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas. A medida visa garantir que o montante não seja transferido de forma indevida até que a questão da contagem populacional seja resolvida.

De acordo com a sentença, a manutenção dos repasses sem correção da base populacional representa risco de prejuízos graves para São Cristóvão e descumprimento de decisões judiciais anteriores, inclusive em instâncias superiores.

A expectativa agora é que o IBGE realize a recontagem populacional da área contestada, permitindo uma nova definição sobre os repasses devidos a cada município. Enquanto isso, os valores seguirão bloqueados e sob guarda da Justiça Federal.

A decisão representa uma vitória provisória para São Cristóvão e reacende o debate sobre os critérios adotados para a regionalização dos serviços públicos e a responsabilidade do IBGE na atualização dos dados demográficos em áreas de conflito territorial.

Com informações da Justiça Federal

Prefeita de Aracaju se pronuncia sobre compra de ônibus

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), foi às redes sociais nesta sexta-feira (1º) para comentar a decisão do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), que apontou sobrepreço na compra de ônibus elétricos e determinou a retomada da licitação do transporte coletivo da capital.

Prefeita de Aracaju Emília Corrêa
Emília Corrêa|Divulgação

Emília disse que está “tranquila” e já pediu o levantamento de toda a documentação necessária para prestar esclarecimentos ao Tribunal.

“Vamos responder com seriedade, responsabilidade e total transparência.”

Emília Corrêa levantou suspeitas sobre uma suposta ‘estrutura montada’ para fragilizá-la politicamente e chegou a afirmar que há interesses em torná-la inelegível — porém, sem citar nomes de supostos interessados.

Ainda nas declarações, a prefeita reforçou que respeita a decisão do Tribunal de Contas, motivo pelo qual anunciou a retirada dos ônibus elétricos de circulação na capital.

“Estamos respeitando essa decisão, mas certos de que todo o processo seguiu critérios legais, técnicos e ambientais claros”, afirmou Emília.

Leia a nota na íntegra:

Durante mais de 30 anos de vida pública, como defensora, vereadora e agora prefeita, acompanhei de perto o sofrimento da população de Aracaju com o transporte coletivo. Sempre estive ao lado do povo. Vi de perto a luta de quem depende do ônibus todo dia para trabalhar, estudar e viver com dignidade. Nunca me calei diante do descaso. Denunciei, cobrei e defendi.

Quando assumi a Prefeitura, encontrei uma licitação marcada por graves irregularidades, já apontadas pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado. O próprio TCE multou o gestor anterior e indicou a anulação do processo. Fiz o que precisava ser feito. Sugeri a anulação do certame e iniciamos uma nova modelagem jurídica e técnica, aprovada no âmbito do Consórcio Metropolitano.

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Assim que tomei conhecimento das medidas cautelares do Tribunal de Contas, tanto sobre a aquisição dos ônibus elétricos quanto sobre a licitação anterior, sugeri imediatamente o levantamento de todos os documentos para que possamos prestar os devidos esclarecimentos. Vamos responder com seriedade, responsabilidade e total transparência.

Minha vida foi pautada pela legalidade. Foi com esse princípio que cheguei até aqui. Na Defensoria, na Câmara e agora na Prefeitura. E sigo com a consciência tranquila de quem age dentro da lei e com o compromisso de servir à população.

Mas também não posso me iludir. Sei que há uma estrutura montada para tentar me fragilizar politicamente. Sei que há interesses em me tornar inelegível. Neste momento, não citarei nomes, mas também não vou me calar.

Tentam me colocar como elo de denúncias que surgiram junto aos órgãos fiscalizadores. Mas eu sigo firme, porque estou ao lado da verdade.

Também chamo atenção para um aspecto que não pode ser ignorado. O mesmo Tribunal de Contas que, no ano passado, apontou irregularidades e recomendou a anulação da licitação anterior, inclusive aplicando multa ao antigo gestor caso o certame fosse mantido, agora determina a continuidade desse mesmo processo. Isso precisa ser analisado com cautela.

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Seguiremos respeitando as instituições, mas vamos apresentar com clareza os fatos e os fundamentos que justificaram nossas decisões. Agimos sempre com base na legalidade e no interesse público.

Por força da decisão do TCE, qualquer ato administrativo relacionado ao contrato de aquisição dos ônibus está suspenso até nova deliberação. Estamos respeitando essa decisão, mas certos de que todo o processo seguiu critérios legais, técnicos e ambientais claros. Por isso, a partir desta decisão, a SMTT retira os 15 ônibus elétricos de circulação.

Lamentamos profundamente ter que tomar essa medida, que impacta diretamente a vida da população usuária do transporte coletivo.

Com coragem e trabalho, a nossa gestão fez, em seis meses, o que a licitação anterior previa cumprir em 11 anos. E mais. Aquela licitação permitia tarifa de até R$ 8,43. Nós congelamos em R$ 4,50 e mantivemos assim, mesmo com aumentos em várias capitais.

Também avançamos. Colocamos 39 ônibus zero quilômetro nas ruas, reduzimos a idade média da frota e implantamos 68 veículos com ar-condicionado. Algo inédito em Aracaju. E demos um passo histórico. Aracaju se tornou a primeira capital do Nordeste com frota própria de ônibus 100% elétricos.

A adesão foi feita com base na Ata de Belém, vigente no momento da contratação e até os dias atuais, construída com critérios ambientais voltados para a COP 30 e reconhecida nacionalmente pela inovação e sustentabilidade.

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Falam em sobrepreço, mas ignoram que aqui o ICMS é de 19%. No Pará e no Rio de Janeiro, esse imposto é zerado, o que reduz significativamente o custo final da aquisição. Já solicitei formalmente ao Governo de Sergipe que estude a possibilidade de zerar também o ICMS em nosso estado. Essa medida ajudaria Aracaju e outros municípios sergipanos a avançarem ainda mais no uso de tecnologias limpas e sustentáveis.

Ignoram também que os ônibus adquiridos por Aracaju são o que há de melhor no mercado. Não são modelos a combustão adaptados. São veículos 100% elétricos de fábrica. Têm autonomia de mais de 300 quilômetros, piso 100% baixo, ar-condicionado ecológico, baterias de alta performance e estrutura leve que reduz o desgaste das vias urbanas.

O contrato inclui ainda carregadores, treinamento das equipes e suporte técnico. Tudo incluso, sem custo adicional para o município.

Estou tranquila. Tudo o que estamos fazendo é para melhorar a vida de quem mais precisa. Seguiremos firmes, com responsabilidade e coragem. Porque fazer diferente exige enfrentar resistências. E eu nunca fugi disso.

Emília Corrêa
Prefeita de Aracaju

Senador Rogério Carvalho e o custo nos EUA

Na edição desta sexta-feira (1º), o jornalista Cláudio Humberto detalha em sua coluna no Diário do Poder os valores do que chama de “passeio de oito senadores aos Estados Unidos”.

Senadores Nelsinho Trad e Rogério Carvalho em entrevista para a imprensa
Nelsinho Trad e Rogério Carvalho|TV Senado

O grupo viajou a Washington oficialmente com a missão de tentar reverter ou adiar o tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros — mas, segundo o jornalista, acabou ignorado pelas autoridades americanas e encontrou o Congresso dos EUA em pleno recesso parlamentar.

Segundo Humberto, o custo total da viagem foi de R$ 475 mil, incluindo passagens e diárias dos parlamentares.

“Nelsinho Trad (PSD-MS), proponente do tour, foi quem mais gastou, R$77.708,29. Só com passagens na mordomia da classe executiva, R$52.456,84”, aponta o jornalista.

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O colunista também destaca o valor desembolsado pelo senador sergipano Rogério Carvalho (PT-SE), que, embora tenha voado em classe econômica, totalizou impressionantes R$ 73,3 mil em despesas.

Além de Trad e Rogério Carvalho, também integraram a comitiva Tereza Cristina (PP-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Fernando Farias (MDB-AL), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Viana (Podemos-MG). Marcos Pontes, segundo o Poder360, já estava em solo americano, o que barateou seu bilhete aéreo (R$ 28.597,41).

➥ Leia a coluna de Cláudio Humberto aqui

Este espaço permanece aberto para manifestações das partes interessadas sobre o assunto.

Redução do preço do gás natural em Sergipe

Os consumidores de gás natural canalizado em Sergipe iniciam o mês de agosto com uma excelente notícia: a redução na tarifa do gás natural.

Chamas em formato de cifrão saindo da boca de fogão
Arquivo

O anúncio foi feito pela Sergipe Gás S/A (Sergas) nesta quinta-feira, 31, e contempla todos os segmentos de mercado atendidos pela companhia — comercial, residencial, automotivo (GNV), industrial e cogeração

Os valores variam conforme o tipo de consumo. Para o segmento Gás Natural Veicular (GNV), a redução será de R$ 0,32 por metro cúbico. Já para o setor comercial, a redução chega a R$ 0,43 por metro cúbico. Os segmentos residencial e industrial também serão beneficiados com tarifas mais baixas.

De acordo com o diretor-presidente da Sergas, Alan Lemos, os valores são definidos com base em variáveis específicas de cada segmento.

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A nova tabela tarifária entra em vigor a partir desta sexta-feira, 1º de agosto, e representa mais um passo no fortalecimento do gás natural como uma alternativa moderna e acessível.

O gás natural oferece diversas vantagens aos consumidores. Nos condomínios, é mais seguro por não exigir armazenamento em botijões, e conta com sistemas de segurança que reduzem o risco de vazamentos.

Já no setor comercial, o fornecimento contínuo evita a necessidade de reabastecimento e permite melhor aproveitamento dos espaços, eliminando a necessidade de áreas destinadas à estocagem de cilindros.


Com informações do Governo do Estado

Gestão de Canindé enfrenta ‘ataques’

Brasão da Prefeitura de Canindé de São Francisco
Prefeitura de Canindé de São Francisco

A gestão do prefeito Machadinho Barbosa, em Canindé de São Francisco, tem enfrentado uma onda de ataques por parte de setores da oposição, que vêm disseminando fake news e narrativas falsas com o claro objetivo de manchar a imagem de uma administração que vem se destacando pelo compromisso com o povo e por importantes avanços nas áreas da saúde, educação, assistência social e no cuidado com a zona rural.

Mesmo diante das tentativas de desestabilização, a gestão mantém o foco no trabalho.

Machadinho Barbosa segue liderando um governo que tem levado obras, projetos e desenvolvimento para diversas regiões do município, com destaque para ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população mais carente.

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A popularidade do prefeito, que continua em alta conforme apontam as mais recentes pesquisas de opinião, parece incomodar adversários políticos que preferem espalhar desinformação a apresentar propostas.

No entanto, a população tem se mostrado atenta e sabe de onde partem essas ações orquestradas, lamentando tais atitudes que não contribuem para o progresso de Canindé.

A gestão de Machadinho Barbosa segue firme, enfrentando os desafios com trabalho, seriedade e compromisso com os que mais precisam. O povo reconhece quem está ao seu lado de verdade.


Assessoria de comunicação

SMTT: Nota sobre o Transporte e a decisão do TCE

Primeiro ônibus elétrico de Aracaju
Ônibus elétrico apresentado em Aracaju|Divulgação

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) informa que tomou conhecimento das medidas cautelares emitidas pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), nesta quinta-feira, 31 de julho, e apresenta os seguintes esclarecimentos:

Em relação à aquisição dos ônibus 100% elétricos, a SMTT reafirma que todo o processo foi conduzido com base na legalidade, respaldado por pareceres técnicos e jurídicos. A contratação foi realizada por meio da Ata de Registro de Preços nº 01/2024, regularmente homologada pelo Município de Belém (PA) e vigente no momento da adesão.

Essa ata foi construída com critérios ambientais rigorosos, em consonância com os compromissos da COP 30, e é reconhecida nacionalmente pelo alinhamento com metas de descarbonização e inovação no transporte público.

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Quanto ao questionamento sobre a não utilização da Ata de Cascavel (PR), é importante esclarecer que ela se encontrava vencida no momento da análise feita pela SMTT, o que impossibilitou qualquer adesão. Comparações com atas inativas ou de escopo incompatível desconsideram critérios jurídicos fundamentais, como a validade contratual.

As alegações de sobrepreço também desconsideram variáveis fiscais e técnicas relevantes. Em Sergipe, por exemplo, a alíquota de ICMS aplicada é de 19%, enquanto em estados como o Pará e o Rio de Janeiro esse tributo é isento para esse tipo de aquisição, o que naturalmente reduz o valor final da compra nessas localidades. Inclusive, a Prefeitura de Aracaju solicitou ao Governo de Sergipe a isenção do ICMS para esse tipo de operação, reforçando o compromisso com a eficiência fiscal.

Além disso, os ônibus adquiridos por Aracaju são considerados os melhores do mercado, com tecnologia de ponta e design de fábrica 100% elétrico. Diferentemente de modelos adaptados utilizados em outros estados, os veículos comprados para a capital sergipana foram desenvolvidos exclusivamente para operação elétrica. Apresentam autonomia média superior a 300 quilômetros, piso totalmente baixo, ar-condicionado ecológico, estrutura leve que reduz o desgaste viário e baterias de alta capacidade.

O contrato contempla ainda infraestrutura de carregamento, treinamento de equipes operacionais e suporte técnico contínuo, sem custos adicionais para o município.

Por força da decisão do TCE, qualquer ato administrativo relacionado ao contrato de aquisição dos ônibus está suspenso até nova deliberação.

A SMTT está cumprindo essa determinação, embora mantenha a convicção de que todo o processo seguiu critérios legais, técnicos e ambientais claros. Em cumprimento à cautelar, os 15 ônibus elétricos estão sendo retirados de circulação. Lamentamos profundamente ter que tomar essa medida, que impacta diretamente a vida da população usuária do transporte coletivo.

Os documentos solicitados pelo TCE estão sendo reunidos e serão entregues dentro do prazo estabelecido. A SMTT está preparada para prestar todos os esclarecimentos necessários, com base em dados técnicos, jurídicos e operacionais.

No que diz respeito à Concorrência Pública nº 01/2024, a SMTT esclarece que a proposta de anulação do certame não foi uma decisão isolada. A atual gestão apresentou essa sugestão com base em apontamentos anteriores do próprio TCE, que, inclusive, aplicou multa ao gestor anterior caso a licitação fosse mantida. A contratação de um novo estudo técnico e a construção de uma nova modelagem foram aprovadas formalmente no âmbito do Consórcio Metropolitano, respeitando os trâmites legais e institucionais.

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Todas as medidas adotadas pela SMTT seguem os princípios da legalidade, da responsabilidade fiscal e do compromisso com a modernização do transporte coletivo. O órgão continuará colaborando com os órgãos de controle, com transparência, responsabilidade e foco no interesse público.

Desde o início da atual gestão, Aracaju vem passando por uma transformação concreta no sistema de transporte coletivo. O que estava prometido para acontecer apenas em 2035 começou a ser implantado em 2025. Em seis meses, a cidade passou a contar com 68 ônibus climatizados, algo inexistente até janeiro. Foram incorporados 39 veículos zero quilômetro, o que reduziu a idade média da frota de 10,3 para 7,7 anos.

A tarifa foi mantida congelada em R$ 4,50, mesmo diante de aumentos registrados em outras capitais.

Outro avanço expressivo foi a inclusão dos 15 ônibus 100% elétricos na operação do transporte coletivo urbano. Aracaju tornou-se a primeira capital do Nordeste a operar com frota própria de veículos com emissão zero de poluentes.

Esses veículos foram adquiridos com recursos municipais e cedidos às operadoras em regime de comodato, permanecendo como patrimônio público sob fiscalização direta da SMTT. A população já vinha experimentando os benefícios dessa inovação, que representa mais conforto, sustentabilidade e respeito com quem mais depende do transporte público: o usuário.


SMTT

Ministro determina que a AGU acompanhe extradição de Zambelli

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (31) que a Advocacia-Geral da União (AGU) tome providências para garantir a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Carla Zambelli durente coletiva no salão verde da Câmara dos Deputados – Brasília (DF) 02/08/2023
Lula Marques|Agência Brasil

A medida foi tomada após o Supremo ser comunicado oficialmente sobre a prisão da parlamentar. “Oficie-se à Advocacia-Geral da União para que acompanhe e adote as providências cabíveis e necessárias relacionadas ao processo de extradição da ré”, determinou o ministro.

Na terça-feira (29), Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido por Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. A deputada também terá que pegar R$ 2 milhões em danos coletivos.

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De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.

Extradição

O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

O documento contém a cópia da deliberação que condenou a parlamentar e os artigos do Código Penal que fundamentaram a decisão.

“A Sra. Carla Zambelli Salgado de Oliveira, de maneira livre, consciente e voluntária, comandou a invasão a sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários ao cumprimento de tal mister, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito”, diz o texto.

Moraes também indicou as garantias que o Brasil vai dar para Carla Zambelli se a Itália autorizar a extradição.

O ministro se comprometeu a não submeter Zambelli a prisão ou processo por fato anterior ao pedido de extradição; não impor pena perpétua; não agravar a pena por motivos políticos e não submeter a parlamentar a tortura ou a tratamentos desumanos ou degradantes.

TCE vê sobrepreço e abuso de poder e intervém no transporte de Aracaju

O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) aprovou, em sessão plenária realizada nesta quinta-feira, 31, a emissão de duas medidas cautelares relacionadas ao transporte coletivo da Região Metropolitana de Aracaju.

Prefeitura anuncia ônibus com ar-condicionado em Aracaju
Ronald Almeida|PMA

As decisões, baseadas em votos do conselheiro relator Flávio Conceição, foram motivadas por denúncias que indicam indícios de sobrepreço na aquisição de veículos e irregularidades no processo licitatório do setor.

A primeira medida cautelar trata da adesão do Consórcio de Transporte Público Coletivo Intermunicipal da Região Metropolitana de Aracaju (CTM) à Ata de Registro de Preços nº 01/2024, firmada entre a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SEMOB) e a empresa TevxMotors Group Ltda.

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De acordo com o relator, o procedimento de adesão apresenta graves falhas, como a existência de sobrepreço, cláusulas restritivas à competitividade e o descumprimento de exigências contratuais.

“O valor unitário dos ônibus elétricos adquiridos por Aracaju superou em até R$ 850 mil os preços praticados em contratos semelhantes com outros entes da federação, o que representa um possível sobrepreço de até R$ 28,5 milhões”, destacou Flávio Conceição.

Segundo ele, além disso, a própria ata à qual o consórcio aderiu já havia sido objeto de suspensão cautelar pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM/PA), por vícios insanáveis no processo licitatório original.

Diante do risco de lesão ao erário e da necessidade de preservar o interesse público, o TCE determinou a suspensão imediata de novos pagamentos referentes ao Contrato nº 06/2025; a proibição de celebração de aditivos ou novos ajustes relacionados à referida ata; a apresentação, em até cinco dias, de documentos como notas fiscais, relatórios de recebimento técnico dos veículos e ordens bancárias; e a notificação do CTM, da SMTT e do Município de Aracaju para que se abstenham de novos atos relacionados à adesão impugnada.

Concorrência pública

A segunda medida cautelar diz respeito à anulação da Concorrência Pública nº 01/2024, que trata da concessão do serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros da Região Metropolitana de Aracaju.

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Conforme analisado pelo TCE, não houve decisão judicial definitiva que suspendesse o certame, tampouco ato formal de anulação devidamente fundamentado.

“A decisão de interromper a licitação partiu unilateralmente da presidente do Consórcio, a prefeita de Aracaju, o que configura abuso de poder e violação do estatuto da entidade, já que decisões dessa natureza competem exclusivamente à Assembleia Geral do Consórcio”, afirmou o relator.

Em razão disso, o Tribunal determinou a continuidade do processo licitatório no prazo de cinco dias, sob pena de multa de R$ 90 mil à presidente do CTM, além da retomada da prestação do serviço de transporte público pelas empresas vencedoras da licitação.

Conforme o conselheiro Flávio Conceição, as decisões têm caráter cautelar e visam resguardar o interesse público, prevenir prejuízos ao erário e assegurar a legalidade dos atos administrativos praticados no âmbito do transporte público da região.

Assista à Sessão do Pleno:

TCE-SE

O título desta matéria foi alterado para garantir maior fidelidade e precisão em relação ao conteúdo apresentado.

PL expulsa deputado que criticou Trump e defendeu Moraes

O Partido Liberal (PL) decidiu expulsar o deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) após o parlamentar defender o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Presidente do PL Valdemar Costa Neto
Valdemar Costa Neto – Foto: Valter Campanato|Agência Brasil

Em entrevista ao site Metrópoles, Rodrigues classificou como “absurda” a aplicação da Lei Magnitsky sobre Moraes e sugeriu que Trump “vá cuidar dos Estados Unidos”.

As declarações causaram desconforto na bancada do PL, levando o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, a anunciar a expulsão.

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Em nota, Valdemar justificou a decisão afirmando que a “pressão da bancada foi muito grande” e destacou que “atacar o presidente dos Estados Unidos é uma ignorância sem tamanho”. Ele ainda ressaltou que o partido defende a diplomacia e diálogo para fortalecer o Brasil, e que “populismo barato só atrapalha o desenvolvimento da nossa nação”.

GloboNews

Sobre o deputado

Antônio Carlos Rodrigues iniciou sua trajetória política como vereador em São Paulo e chegou a ser senador suplente de Marta Suplicy. Foi ministro dos Transportes entre 2015 e 2016, no governo Dilma Rousseff (PT), e foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2022, pelo Partido da República, que mudou para PL em 2019.

NOMES: Câmara declara perda de mandato de 7 deputados

A Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato de sete deputados federais em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a interpretação da regra sobre a distribuição das sobras eleitorais.

Plenário da Câmara Federal
Sessão Plenário – Foto: Bruno Spada ⏐ Câmara dos Deputados

O Ato da Mesa Diretora foi publicado nesta quarta-feira (30) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados

Os nomes daqueles que perderam os mandatos:

  • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Augusto Puppio (MDB-AP)
  • Lebrão (União-RO)
  • Lázaro Botelho (PP-TO)
  • Professora Goreth (PDT-AP)
  • Silvia Waiãpi (PL-AP)
  • Sonize Barbosa (PL-AP)
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Na mesma publicação, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou os novos deputados, já diplomados, para a posse como titular:

  • Professora Marcivânia (PCdoB-AP);
  • Paulo Lemos (Psol-AP);
  • André Abdon (Progressistas-AP);
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP);
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
  • Rafael Bento (Podemos-RO);
  • Tiago Dimas (Podemos-TO).

Sobras eleitorais

A mudança está relacionada ao novo entendimento de como devem ser distribuídas as “sobras eleitorais”, como são chamadas as vagas que restam na Câmara dos Deputados após a divisão feita entre as legendas de forma proporcional, com base no quociente eleitoral, que leva em consideração o desempenho eleitoral de cada partido.

Uma alteração no Código Eleitoral aprovada em 2021 (Lei 14.211/21) determinou que só podem disputar cadeiras na Câmara partidos que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral. Além disso, o candidato precisa obter, individualmente, votos que correspondam a, no mínimo, 10%, desse mesmo quociente. A distribuição das vagas entre os partidos é feita inicialmente por essa regra.

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O cálculo gera frações e “sobram” cadeiras para preencher em uma segunda rodada. Nessa nova fase, além de o partido precisar alcançar os 80% do quociente eleitoral, o candidato deve ter 20% desse quociente.

Terceira rodada

A exigência do percentual mais alto para o candidato gerou, no entanto, uma terceira rodada, não prevista em lei.

Pela interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa terceira distribuição as vagas remanescentes caberiam apenas aos partidos que obtiveram 80% do quociente eleitoral, entendimento que foi derrubado pelo STF.

O Supremo entendeu que todos os partidos que concorreram à eleição poderiam disputar essas cadeiras restantes. A decisão alterou a distribuição de vagas entre os partidos e, consequentemente, a relação de eleitos.

A decisão do STF afeta também a composição das assembleias legislativas. As câmaras de vereadores não serão atingidas, porque a regra já foi aplicada nas eleições municipais realizadas no ano passado.