Após manifestação das partes, a Justiça Federal em Sergipe acolheu os argumentos da União e remeteu o processo do Ministério Público Federal em Sergipe que pede o adiamento do concurso da Polícia Federal para a 12º Vara Cível Federal de São Paulo. A decisão e a remessa ocorreram nesta sexta, 21 de maio. As provas estão marcadas para o próximo domingo, 23, e a ação do MPF tramitava em caráter de urgência.
A União alegou que há correlação entre os processos. Mas, para o MPF, a ação popular de nº 5003126- 49.2021.4.03, que tramita na JF em São Paulo não tem conexão com o processo ajuizado em Sergipe. A ação popular pede suspensão do edital por ilegalidade, enquanto a ação do MPF pede o adiamento das provas em todo o país até que haja condições sanitárias adequadas para sua realização, incluindo a estrutura suficiente e necessária na rede de saúde, pública e privada, para atendimentos, de maneira adequada, dos casos de Covid-19. A seleção é organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e direcionada aos cargos de delegado, agente, escrivão e papiloscopista.
Arquivo
Em sua manifestação, o procurador da República Heitor Alves Soares destacou que “Não se pretende, nesta ação, anular o edital por vício de ilegalidade na sua publicação, mas sim tutelar o direito à vida e à saúde públicas”. A manifestação também afirma que independente da discussão sobre a conexão, é de extrema urgência que a Justiça Federal analise a questão principal apresentada na ação, que é o momento de realização da prova, pelo risco potencial à vida dos candidatos e da saúde pública.
STF – Também na manhã desta sexta, o Supremo Tribunal Federal realiza sessão virtual para analisar a suspensão do concurso da prova do concurso para provimento de cargos na Polícia Federal. A sessão virtual, que foi convocada a pedido do ministro Edson Fachin, relator da Reclamação (Rcl) 47470, começou às 0h e termina às 23h59 de sexta.
O andamento da ação do MPF/SE pode ser acompanhado pelo número originário da ação na Justiça Federal de Sergipe: 0802524-34.2021.4.05.8500.
100 tabletes de drogas em condomínio na Zona Sul de Aracaju
A Polícia Civil deflagrou uma operação de combate ao tráfico interestadual de drogas em Sergipe. A ação policial ocorreu na manhã dessa sexta-feira, 21, em três endereços localizados em Aracaju e na Barra dos Coqueiros. A operação resultou na apreensão de mais de 100 tabletes de maconha.
A operação é fruto de uma investigação conjunta entre a Divisão de Narcóticos de Lagarto e o Departamento de Narcóticos (Denarc) de Aracaju, junto ao 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM).
Ação policial cumpre mandados contra grupo investigado por tráfico interestadual de drogas
A ação policial ocorreu em cumprimento a três mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos no bairro Inácio Barbosa e no Castelo Branco, em Aracaju, e também na Barra dos Coqueiros. Como resultado da operação, um suspeito foi preso e um segundo entrou em confronto com as equipes policiais.
Médico de Aracaju orienta paciente a não tomar vacina da AstraZeneca
Vacina de Oxford/AstraZeneca – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Márcio da Silva Marques foi orientado por um médico em Aracaju a não tomar vacina da AstraZeneca.
O paciente tem varizes, o que, segundo ele, serviu de motivo para o médico lhe dar a orientação.
Com 40 anos, Márcio é hipertenso e diabético.
Pessoas com comorbidades começaram a ser vacinadas em Aracaju contra a Covid-19 na última terça-feira.
Globo condenada a pagar R$ 156 milhões
TV Globo / Reprodução
A Globo foi condenada pela Justiça a pagar R$ 156 milhões à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) por causa da rescisão contratual de direito de transmissão dos jogos do Campeonato Carioca.
A decisão foi da 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Cabe recurso.
Pesquisa: Lula 45% x Bolsonaro 37%
Pesquisa Ideia/Exame, realizada por telefone, em que foram ouvidas 1.200 pessoas, nos dias 19 e 20 de maio mostra liderança do ex-presidente Lula (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
No cenário do segundo turno, Bolsonaro perde apenas para Lula, vencendo todos os demais possíveis adversários: Luciano Huck (45% a 39%), Ciro (40% a 37%), Sérgio Moro (40% a 36%), Doria (46% a 33%), Tasso (44% a 30%), Eduardo Leite (44% a 29%), Amôedo (46% a 26%) e Danilo Gentili (47% a 23%).
Na simulação do segundo turno, Lula vence todos os nomes da chamada terceira via.
Na simulação de confronto entre o ex e o atual presidente no segundo turno, Lula teria 45% e Bolsonaro, 37%.
Uniforme dá ao Flamengo mais de R$ 126 milhões por ano
Quanto cada anunciante do uniforme paga:
Adidas (fornecedor esportivo): R$ 38,2 milhões
BRB (master): R$ 32 milhões
Mercado Livre: R$ 18 milhões
Sportsbet: R$ 10,6 milhões
Havan: R$ 10 milhões
Total: R$ 7,5 milhões
ABC: R$ 5,1 milhões
Moss: R$ 4,8 milhões
Total por ano: R$ 126,2 milhões
A Tim, que estampa sua marca dentro do número nas camisas, por se tratar de contrato diferente dos demais, não entrou na soma.
Veja 10 times mais valiosos do futebol mundial
Pelo segundo ano consecutivo, o Real Madrid, da Espanha, se mantém como clube mais valioso do futebol mundial.
Veja lista dos elencos mais valiosos:
1º Real Madrid – 1.276 bilhão de euros
2º Barcelona – 1.266 bilhão de euros
3º Manchester United – 1.130 bilhão de euros
4º Manchester City – 1.118 bilhão de euros
5º Bayern Munique – 1.068 bilhão de euros
6º Liverpool – 973 milhões de euros
7º Paris Saint-Germain – 887 milhões de euros
8º Chelsea – 769 milhões de euros
9º Tottenham – 723 milhões de euros
10º Arsenal – 675 milhões de euros
Privatização da Eletrobras e os votos dos representantes de Sergipe
Votação de propostas. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP – AL) em 16/03/2021 – Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Por 313 a 166, a Câmara dos Deputados aprovou a privatização da Eletrobras.
O texto vai ser apreciado pelo Senado.
Veja como votaram representantes de Sergipe:
Bosco Costa – a favor
Gustinho Ribeiro (SD) – a favor
Fábio Mitidieri – contra
Fábio Henrique – contra
Laércio Oliveira (PP)- contra
João Daniel – contra
Valdevan Noventa (PL) – contra
“Sergipe precisa de um governador empreendedor”
Enfrentamos uma crise sem precedentes. Crise na saúde pública, crise ética, crise de representatividade e sobretudo uma crise de valores. Vivemos momentos caóticos, perdemos familiares e amigos, assistimos ao comércio fechar suas portas e lutamos diariamente para sobreviver nesse que mais parece um cenário de guerra.
As eleições se aproximam e com ela começam as especulações e a dança de cadeiras em busca de apoio político para aqueles que desejam governar o nosso estado. Muitos nomes começam a surgir como pretensos “salvadores da pátria”, mas insisto no título deste texto: Sergipe precisa de um governador empreendedor.
Palácio Governador Augusto Franco – Foto: Mario Souza/ASN
Afinal, o que é ser um líder empreendedor?
Uma das principais habilidades para ser um líder empreendedor é a de ser um realizador. Ser um realizador não é simplesmente ter a capacidade de tirar projetos do papel; é aliar esse “skill” com uma perspectiva visionária e inovadora capaz de transformar crises em oportunidades, com entendimento genuíno que gerar emprego é o melhor programa social a ser implementado.
Ser um Gestor com Experiência empreendedora unida a experiência política é outra habilidade essencial ao nosso próximo governador. Entender sobre gestão de pessoas, gestão de crises e possuir excelentes relacionamentos para, além de trazer para Sergipe recursos do setor público, fomentar o desenvolvimento do setor privado. Isso será decisiva nesse período pós pandemia. O empreendedor sabe como ninguém como gerenciar crise, pois vive crises periódicas (com um sócio majoritário como o Estado), muita burocracia e altos impostos. Quem sabe driblar adversidades e encontrar soluções criativas, larga na frente!
Por último, mas não menos importante, para ser considerado empreendedor é preciso muita coragem.
Não temer rejeição e ter sangue no olho para fazer o que é preciso. Ter coragem para fazer as escolhas certas e romper com padrões quando for preciso.
Governar é uma responsabilidade gigante, é a possibilidade de impactar positivamente a vida de milhares de pessoas e a experiência empreendedora seguramente fornece ao próximo líder do nosso estado a musculatura necessária para levar Sergipe para um outro nível, capitaneando a retomada da economia, a geração de emprego e reposicionando Sergipe entre os melhores lugares para se viver.
Saulo Vieira é advogado, escritor, empreendedor e 1º suplente de vereador em Aracaju
Como funcionam as CPIs e porque elas são relevantes
A “CPI da Covid”, uma Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pelo Senado Federal para investigar a responsabilidade do governo federal e suas possíveis omissões no combate à pandemia do coronavírus, vem prendendo a atenção da opinião pública brasileira, principalmente a partir do depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Com a sua administração contestada e responsabilizada pelas mais de 400 mil mortes causadas pela doença no Brasil, ele teve seu depoimento desdobrado em dois dias e marcado por tensos interrogatórios dos parlamentares.
Transmitidos em tempo real por sites, canais de notícias e emissoras jornalísticas de rádio, os depoimentos repetiram o nível de repercussão da chamada “CPI do PC”, em 1992, cujas denúncias de corrupção provocaram a abertura de um processo de impeachment e a renúncia do então presidente Fernando Collor. “Os meios de comunicação, incluindo a internet, têm um papel determinante. Além do mais, pelo fato do Brasil ter alcançado um número elevadíssimo de mortes, é natural que a população tenha a atenção voltada para a CPI, no intuito de saber quais as causas do agravamento no Brasil”, define o professor Nelson Teodomiro, do curso de Direito da Universidade Tiradentes.
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia – Marcos Oliveira/Agência Senado
Esses exemplos mostram a relevância das CPIs, que surgiram informalmente no reinado de Dom Pedro I, em 1826, quando um grupo de deputados e senadores investigou irregularidades no Banco do Brasil. As comissões passaram a ser organizadas como tal a partir da Constituição de 1934, que definiu suas regras de funcionamento na Câmara dos Deputados. Com as interrupções provocadas pelo Estado Novo (1937-1945) e pela ditadura militar, em períodos entre 1966 e 1973, as regras foram sendo alteradas e aperfeiçoadas até chegar em seu formato atual, com a Constituição de 1988.
Teodomiro explica que as CPIs podem ser instauradas, pelo Senado, pela Câmara dos Deputados, pelas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas dos estados. “Ela tem por objetivo conduzir uma investigação sobre um fato certo e determinado, e ao final é produzido um relatório sobre tudo que ocorreu nas investigações. Sendo uma comissão temporária, a função é produzir um inquérito parlamentar, uma vez que isso parte do Poder Legislativo que possui a função típica de fiscalizar”, esclarece. Pela lei, uma CPI pode ser evocada sempre que houver um fato certo e determinado, além da manifestação favorável de 1/3 dos membros de cada Casa parlamentar.
A partir da leitura do requerimento e da indicação dos membros pelos partidos, a comissão tem prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogáveis por mais 60, mediante deliberação do Plenário. Neste tempo, elas podem tomar depoimentos e requisitar documentos, podendo inclusive exercer poderes atribuídos à Polícia e ao Ministério Público. “Segundo a Constituição, a CPI tem poderes de investigação típicos das autoridades judiciárias, com exceção daqueles reservados exclusivamente para os juízes e tribunais, quais sejam: expedir mandados de prisão, de busca e apreensão em domicílio e determinar interceptações telefônicas. Com exceção destes, todo o resto pode ser determinado por uma CPI”, esclarece Nelson.
Terminado o prazo dado pelo Plenário, o relator da comissão elabora um documento com as principais conclusões relacionadas ao tema, com base em tudo o que foi apurado. “Ao fim de cada CPI, esse relatório será enviado ao Ministério Público, em caso da constatação de alguma ilicitude, ou à Câmara dos Deputados, em caso de constatação de crime de responsabilidade do presidente da República”, diz o professor, frisando que “a CPI não é um órgão punitivo, e não tem poder para punir ninguém ou aplicar qualquer tipo de sanção”.
Neste sentido, Teodomiro ressalta que não é verdadeira a narrativa popular de que “CPIs sempre acabam em pizza”, criada a partir de uma expressão lançada na década de 1960 pelo repórter esportivo Milton Peruzzi, do antigo jornal “A Gazeta Esportiva”. Para o professor, nem sempre uma CPI pode apresentar consequência prática. “Ao final das investigações o relatório pode ser conclusivo ou não, o que acontece também nos inquéritos policiais. Isso vai depender do arcabouço probatório”, resumiu.
Por outro lado, as CPIs podem resultar em medidas concretas, como processos judiciais, cassações de parlamentares, processos de impeachment e, principalmente, mudanças de legislação, como a Lei de Licitações (nº 8.666/1993), em 1993, o Programa de Proteção à Testemunha, em 1999, e a “Lei Joanna Maranhão”, em 2008, que dificultou a prescrição de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.