STF julga dia 14/4 anulação de condenações de Lula

O Plenário do Supremo Tribunal Federal julgará em 14 de abril os agravos regimentais apresentados pela Procuradoria-Geral da República e pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba para julgar o petista e anulou as condenações contra ele. A pauta foi estabelecida pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux. Para a defesa de Lula, a competência para julgar esses recursos é da 2ª Turma, e não do Plenário da Corte.

Em 8 de março, Fachin decidiu que a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que tinha Sergio Moro como juiz titular, é incompetente para processar e julgar o ex-presidente Lula e anulou as condenações do petista, restabelecendo seus direitos políticos. Os autos, que estavam no Paraná, devem ser enviados para a Justiça Federal de Brasília. Quatro dias depois, Fachin submeteu a decisão ao Plenário do STF.

A Procuradoria-Geral da República apresentou agravo regimental em 12 de março. A PGR entende que a competência da 13ª Vara Federal Criminal do Paraná deve ser mantida para preservar a estabilidade processual e a segurança jurídica. Assim, as condenações manteriam sua validade, e os processos seriam continuados.

lula
Fernando Frazão / Agência Brasil

Competência recursal

Em agravo regimental contra a decisão em que Fachin enviou o caso ao Plenário, a defesa de Lula apontou que a 2ª Turma do STF já firmou o entendimento de que o relator não pode mudar o órgão colegiado que irá avaliar o caso após o início do julgamento (Questão de Ordem na Ação Penal 618). O caso estava pautado para a sessão desta terça-feira (23/3), mas acabou não sendo apreciado pela 2ª Turma nessa data.

Os advogados do petista afirmaram que Fachin, no Habeas Corpus 193.726 (no qual declarou a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal para julgar o petista), mudou três vezes sua posição sobre o órgão competente para analisar a ação constitucional. Inicialmente, decidiu pela competência do Plenário. Depois, mudou de opinião e disse que o HC deveria ser julgado pela 2ª Turma. Porém, na mesma semana, enviou o caso ao Plenário.

Por isonomia, coerência e segurança jurídica, os advogados do ex-presidente pediram que a decisão sobre a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal seja analisada pela 2ª Turma.

Já nas contrarrazões ao recurso da PGR, a defesa do petista sustentou que o ex-juiz Sergio Moro admitiu que o caso do tríplex não tinha relação com a Petrobras. Portanto, não deveria ficar na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, conforme entendimento firmado pelo Supremo no Inquérito 4.130.

Além disso, os advogados destacaram que o princípio da segurança jurídica, invocado pela PGR, não justifica a manutenção de atos e decisões ilegais. Segundo a defesa, se um juiz sabe que é incompetente e segue atuando no caso, produz atos ilícitos, que não podem ser aproveitados.

O ex-presidente Lula é defendido por Cristiano ZaninValeska MartinsEliakin Tatsuo e Maria de Lourdes Lopes.

Moro suspeito

Por 3 votos a 2, a 2ª Turma do STF declarou, nesta terça-feira (23/3), a suspeição do ex-juiz Sergio Moro para julgar o processo contra Lula por causa do tríplex no Guarujá (SP).

O voto decisivo foi da ministra Cármen Lúcia. Ao votar em 2018, a ministra tinha defendido que o ex-juiz não era suspeito nos julgamentos do ex-presidente Lula. Assim, integrava a corrente composta também por Luiz Edson Fachin e depois, Nunes Marques.

Porém, Cármen destacou que, desde então, ficou claro que Lula não havia tido um julgamento justo no caso do tríplex do Guarujá (SP). Para a ministra, Moro foi parcial em quatro situações: na “espetacularização” da condução coercitiva do ex-presidente em 4 de março de 2016; ao grampear Lula, seus familiares e advogados antes de promover outras medidas investigativas; ao divulgar, de forma selecionada, tais conversas; e ao levantar o sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci na semana anterior ao primeiro turno das eleições de 2018.

Cármen também apontou que cabe Habeas Corpus para afastar ilegalidade manifesta até mesmo em casos excepcionais de revisão criminal transitada em julgado. Em voto-vista, o ministro Nunes Marques disse que não se pode alegar suspeição de magistrado em HC.

O ministro Gilmar Mendes rebateu todos os pontos apresentados por Nunes Marques: o pedido da defesa de Lula, afirmou, não se baseia nas mensagens entre o ex-magistrado e procuradores que atuaram na “lava jato”, mas sim em provas públicas e notórias. Dessa maneira, o HC, impetrado pela defesa de Lula, pode ser usado para arguir a suspeição de juiz. O ministro Ricardo Lewandowski teve entendimento semelhante.

Ao reafirmar seu voto contra o HC de Lula, Edson Fachin disse que as conversas entre Sergio Moro e procuradores têm o potencial de anular todos os processos da operação “lava jato” julgados pelo ex-juiz. Para isso, porém, é preciso que não haja dúvidas sobre a autenticidade das mensagens e que Moro possa se defender, disse Fachin, apontando que o caso deve ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS). 

Agravo Regimental nos Embargos de Declaração no Habeas Corpus 193.726

Aumentou, mas continua pequena vacinação em Sergipe

14.074.577 pessoas tomaram a primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil.  4.515.631, a segunda.

Os dados são atualizados (25/3) pelo consórcio nacional de veículos de imprensa, formado por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL.

vacina seringa
CHROMORANGE / Matthias Stolt

VACINAÇÃO POR ESTADO:

  • AC: 1ª dose – 41.913 (4,69%); 2ª dose – 11.297 (1,26%) 
  • AL: 1ª dose – 189.968 (5,67%); 2ª dose – 53.574 (1,60%) 
  • *AM: 1ª dose – 405.700 (9,64%); 2ª dose – 118.769 (2,82%) 
  • AP: 1ª dose – 40.938 (4,75%); 2ª dose – 15.188 (1,76%)
  • BA: 1ª dose – 1.213.020 (8,12%); 2ª dose – 303.015 (2,03%) 
  • CE: 1ª dose – 602.491 (6,56%); 2ª dose – 204.390 (2,22%) 
  • DF: 1ª dose – 237.417 (7,77%); 2ª dose – 71.719 (2,35%) 
  • ES: 1ª dose – 244.813 (6,02%); 2ª dose – 79.529 (1,96%) 
  • GO: 1ª dose – 403.563 (5,67%); 2ª dose – 115.652 (1,63%)
  • MA: 1º dose – 319.822 (4,50%); 2ª dose – 100.540 (1,41%) 
  • MG: 1ª dose – 1.138.136 (5,35%); 2ª dose – 433.528 (2,04%) 
  • MS: 1ª dose – 246.802 (8,78%); 2ª dose – 87.807 (3,13%) 
  • MT: 1ª dose – 147.702 (4,19%); 2ª dose – 60.706 (1,72%) 
  • PA: 1ª dose – 335.768 (3,86%); 2ª dose – 92.862 (1,07%) 
  • PB: 1ª dose – 309.805 (7,67%); 2ª dose – 79.201 (1,96%)
  • PE: 1ª dose – 615.010 (6,40%); 2ª dose – 204.853 (2,13%) 
  • PI: 1ª dose – 172.032 (5,24%) ; 2ª dose – 46.279 (1,41%)
  • PR: 1ª dose – 704.788 (6,12%); 2ª dose – 205.281 (1,78%) 
  • RJ: 1ª dose – 932.924 (5,37%); 2ª dose – 307.449 (1,77%) 
  • RN: 1ª dose – 206.558 (5,84%); 2ª dose – 62.495 (1,77%) 
  • RO: 1ª dose – 73.416 (4,09%); 2ª dose – 29.761 (1,66%) 
  • *RR: 1ª dose – 35.718 (5,66%); 2ª dose – 17.115 (2,71%)
  • RS: 1ª dose – 914.754 (8,01%); 2ª dose – 285.381 (2,50%) 
  • *SC: 1ª dose – 449.463 (6,2%); 2ª dose – 122.958 (1,70%)
  • SE: 1ª dose – 134.963 (5,82%); 2ª dose – 39.552 (1,71%)
  • SP: 1ª dose – 3.891.930 (8,41%); 2ª dose – 1.335.270 (2,88%)
  • *TO: 1ª dose – 65.163 (4,10%); 2ª dose – 31.460 (1,98%)

Mais de 303 mil vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil

No Brasil, 97.586 novos infectados nas últimas 24 horas. A maior marca atingida pelo País. Ao todo, desde o início da pandemia, 12.324.765.

A média móvel nos últimos 7 dias foi de 76.738 novos infectados com a Covid-19.

No último dia, oficialmente, foram registrados 2.639 óbitos. 303.726 morreram vítimas do novo coronavírus.

SERGIPE e o Distrito Federal aparecem com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AP, RO, TO, AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE.

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SMS

SITUAÇÃO NOS ESTADOS:

  • Subindo (19 Estados e o Distrito Federal): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AP, RO, TO, AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE
  • Em estabilidade (5 Estados): GO, AC, PA, CE e MA
  • Em queda (2 Estados): AM e RR

Toque de recolher em Sergipe começa hoje, às 18h

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SSP

Até o próximo domingo, o toque de recolher em Sergipe começará às 18h e irá até 5h da manhã do dia seguinte.

O comércio, inclusive supermercados e congêneres, deve encerrar as atividades, no máximo, às 17h.

No sábado e domingo, as praias de Sergipe estarão fechadas completamente.

Aprovado Orçamento de 2021 com atraso de 3 meses

O Congresso Nacional concluiu nesta quinta-feira (21) a aprovação do Orçamento de 2021. Estão previstos R$ 125 bilhões para a área da saúde. O PLN 28/2020 foi aprovado com 346 votos favoráveis e 110 contrários na votação na Câmara dos Deputados. No Senado Federal foram 60 votos a favor e 12 contrários. Houve ainda uma abstenção em cada Casa. O texto aprovado segue agora para sanção presidencial. 

Em 2020, o orçamento da saúde estava previsto em R$ 121 bilhões, mas os gastos acabaram por passar dos R$ 160 bilhões, o que foi possível graças a projetos de crédito aprovados pelo Congresso, o que poderá voltar a ocorrer em 2021 caso seja necessário, ressaltaram parlamentares da base do governo.

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Texto do relator, Marcio Bittar (MDB-AC), destina R$ 121 bilhões para a saúde; Orçamento segue para sanção presidencial – Waldemir Barreto/Agência Senado

Números

No Orçamento 2021 as receitas estão estimadas em R$ 4,324 trilhões, das quais cerca de R$ 2,576 trilhões são para o refinanciamento da dívida e as empresas estatais. O teto dos gastos é de R$ 1,48 trilhão. A meta fiscal para 2021 é um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência).

Relatado pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC), o texto prevê um déficit total recorde de R$ 251,1 bilhões para o setor público consolidado (União, estados, DF e municípios), reforça o teto de gastos e sugere a retomada do crescimento econômico já em 2021, com previsão de aumento de 3,2% do produto interno bruto (PIB). A proposta não contém a previsão do pagamento do novo auxílio emergencial, que deverá vir da abertura de crédito extraordinário a ser autorizado pelo Congresso.

Segundo a peça orçamentária, o déficit de 2021 equivale a 3,21% do PIB, estimado em R$ 7,81 trilhões pelo Congresso, e inclui R$ 4 bilhões de prejuízo das estatais, exceto Petrobras e Eletrobrás. Já para 2022, a equipe econômica espera uma redução do déficit para R$ 237,3 bilhões (3,1% do PIB), e, em 2023, para R$ 152,6 bilhões (1,7%). Caso o déficit seja menor que o previsto, os recursos extras deverão ser usados para o abatimento da dívida, que aumenta desde 2014 e deverá continuar crescendo nos próximos anos. O texto prevê, no entanto, um superávit dos estados e municípios de R$ 200 milhões.

Pelo Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado, do total de R$ 4,324 trilhões do Orçamento, R$ 1,603 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública, restando R$ 1,171 trilhão para a Seguridade Social (aposentadorias, benefícios), R$ 1,405 trilhão para o custeio da máquina pública federal e R$ 144,4 bilhões para investimento.

— Aumentamos o dinheiro para saúde e educação, garantimos os recursos para pesquisa da vacina brasileira, que vai acontecer ainda neste ano, e mais de R$ 20 bilhões para o governo federal continuar comprando vacinas — disse Bittar ao destacar, também, a garantia de recursos para impedir a paralisação de obras fundamentais de infraestrutura.

Teto de gastos

O limite de gastos da União para 2021 é de R$ 1,486 trilhão, que corresponde ao R$ 1,455 trilhão de 2020 corrigido em 2,13%, a variação da inflação (IPCA) entre julho de 2019 e junho de 2020. Desse valor, o Poder Legislativo (Senado, Câmara dos Deputados e Tribunal de Contas da União) poderá gastar até R$ 13,51 bilhões em 2021 e o Judiciário, R$ 50,52 bilhões. Juntos, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União terão outros R$ 8,22 bilhões. Já o gasto total com pessoal foi estimado em R$ 286,7 bilhões.

No PLOA aprovado os gastos com servidores permanecem abaixo dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o comprometimento da receita com gastos com pessoal.

Despesas com pessoal
PODER/ÓRGÃOVALOR
(em R$ bilhões)
Limite permitido LRFLimite PLOA aprovado
Executivo e DPU28740,37%35,1%
Judiciário e MPU35,76,4%4,3%
Legislativo e TCU 10,2 2,5%1,2%
Ministério Público5,30,7%0,6%
Fonte: Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado pelo Congresso Nacional
Algumas das principais despesas totais da União previstas para 2021(em R$ bilhões)
DESPESA2021
Aposentadorias712
Pessoal e encargos sociais286,7
Saúde125,7
Educação (incluindo o Fundeb)119,6
Assistência social66,1
Bolsa família34,8
Emendas parlamentares22,2
Meio ambiente2,9
Fonte: Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA – PLN 28/2020) aprovado pelo Congresso Nacional

Regra de ouro

Outros R$ 451,1 bilhões necessários ao pagamento de despesas de custeio e da seguridade (25,9% do total) foram condicionados à aprovação do Congresso por maioria absoluta a fim de contornar a chamada “regra de ouro”. Prevista na Constituição, a norma proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas como salários, aposentadorias, contas de luz e outros gastos da máquina pública. Quando a regra é descumprida, os gestores e o presidente da República podem ser enquadrados em crime de responsabilidade.

Assim, em 2021 esses gastos serão computados “por fora” do PLOA e terão que ser futuramente autorizados por, no mínimo, 257 deputados e 41 senadores. Pelo texto, se houver decretação de estado de calamidade pública este ano que suspenda a regra de ouro, o governo federal poderá fazer operações de crédito e pagar as despesas sem necessidade de autorização do Congresso.

Indicadores

O PLOA estima a a inflação, em 3,24% (IPCA). Já a taxa de juros básica da economia, a Selic, embora prevista em 2,13% no documento, deve terminar o ano em 4,5%, informa Bittar, citando as estimativas de mercado. Desde 2016 não havia previsão de aumento da Selic.

Já o PIB de 2021 foi estimado pelo governo em R$ 7,66 trilhões. Segundo o IBGE, o PIB teve no ano passado o maior tombo desde 1996. O PIB per capita também teve queda recorde, de 4,8%. Apenas a agropecuária cresceu, enquanto a indústria recuou 3,5% e os serviços, 4,5%.

Investimentos

Além dos R$ 144,42 bilhões do Orçamento de Investimentos, o PLOA aprovado prevê para 2021 cerca de R$ 37,6 bilhões em investimentos dentro dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, equivalentes a 0,9% da soma dos dois. O valor original proposto pelo Executivo era de R$ 25,9 bilhões, mas Bittar entendeu ser possível o acréscimo dos R$ 11,7 bilhões dado o aumento da estimativa da receita.

O Ministério da Economia, que responde pela maior parte dos gastos em razão da dívida pública, teve seu orçamento livre aumentado em 19% em relação a 2020, passando a R$ 12,98 bilhões. A pasta administra ainda despesas obrigatórias com previdência (R$ 712 bilhões) e transferências de recursos arrecadados com impostos entre estados e municípios (R$ 216,9 bilhões). Os benefícios de abono salarial e seguro-desemprego foram calculados em R$ 58,9 bilhões.

A proposta orçamentária também traz um aumento de 401% no orçamento livre do Ministério de Minas e Energia, que passará do R$ 1,011 bilhão previsto em 2020 para R$ 5,067 bilhões em 2021. O salto deve-se aos R$ 4 bilhões previstos para a capitalização da Eletrobras Eletronuclear e de Itaipu.

Emendas parlamentares

Outro item de despesa do Orçamento 2021 são as emendas impositivas, no valor de R$ 182,1 milhões, destinadas obrigatoriamente a atender as indicações de gastos feitas por parlamentares (apenas uma parcela de R$ 1,55 milhão desse valor não é de pagamento obrigatório). As chamadas emendas parlamentares impositivas são um instrumento em que o deputado, senador, comissão ou a bancada estadual indicam projetos e obras em seu reduto eleitoral para receber os recursos da sua cota. 

Obras bloqueadas

O PLOA 2021 lista sete obras com irregularidades graves que não poderão receber recursos, a menos que os problemas sejam resolvidos: o Canal Adutor do Sertão Alagoano (AL); a adequação de trecho da BR-116 (BA); a construção da BR-040 (RJ); o BRT de Palmas (TO); a ampliação de capacidade da BR-209 (RS); a Ferrovia Transnordestina; e o Sistema Adutor do Ramal do Piancó (PB).

Receitas

Quanto à entrada de recursos, o texto enviado pelo Poder Executivo prevê para este ano um total de R$ 1,56 trilhão em receita primária, o equivalente a 20,4% do PIB. As receitas totais esperadas para 2021 cresceriam, segundo o PLOA, R$ 128,9 bilhões, ou 8,8%, em relação ao executado em 2020.

A receita primária já contém o desconto das isenções da contribuição previdenciária para alguns setores da economia, estimadas em R$ 308 bilhões (4% do PIB), e as transferências obrigatórias a estados e municípios relativas a alguns tributos. O relator aumentou em R$ 35,3 bilhões (2,3%) o valor da receita primária originalmente apresentada pelo Poder Executivo em agosto (R$ 1,56 trilhão).

O relator da parte de receita do Orçamento — receitas e despesas são analisadas separadamente — deputado Beto Pereira (PSDB-MS), destacou que, apesar da profunda alteração do cenário econômico e social para 2021, o governo não enviou uma retificação da proposta, deixando ao Congresso a responsabilidade de suprir essa lacuna. Ele acredita que as receitas irão melhorar em 2021, especialmente com a arrecadação do Imposto de Renda, do IPI e da CSLL.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou que a aprovação do Orçamento de 2021 é a única maneira de manter empregos no interior do Brasil. Ele também declarou que os recursos de Ciência e Tecnologia não serão contingenciados.

— Conseguimos avançar bastante em temas sociais importantes, com recursos suficientes para manter minimamente a atividade econômica nos municípios brasileiros, para que a população brasileira não sofra com a fome.

Decreto de calamidade pública do Governo de Sergipe

palacio governo sergipe
Palácio Governador Augusto Franco – Foto: Mario Souza/ASN

O Governo do Estado publica no Diário Oficial desta sexta-feira (26) a renovação do Decreto de Calamidade Pública em decorrência da pandemia da Covid-19 por mais 180 dias.

O atual decreto expirará em abril e, após a renovação, o prazo se estenderá até outubro deste ano. O decreto de Calamidade Pública auxilia o Governo na adoção de medidas administrativas necessárias ao enfrentamento da crise sanitária gerada pelo novo coronavírus, as quais geram um aumento de dispêndios públicos, outrora não previsíveis na realidade do Estado.

VEJA DECISÃO: juiz permite vacina sem doação ao SUS

Obrigar pessoas jurídicas do direito privado a doarem parte das vacinas por elas adquiridas viola as previsões constitucionais que tratam de confisco, tributação regular, requisição administrativa, desapropriação e doação voluntária. 

O entendimento é do juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara Federal Cível do DF. O magistrado autorizou que o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e a Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo importar imediatamente vacinas contra a Covid-19 e imunizar seus associados. A decisão é desta quinta-feira (25/3). 

Ao permitir a vacinação, o juiz declarou a inconstitucionalidade de dois dispositivos da Lei 14.125/2021, que dispõe sobre a aquisição e distribuição de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado. 

vacina covid seringa
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foram analisados o artigo 2º, caput, e parágrafo 1º, da normativa. No primeiro caso, a previsão diz que os compradores podem importar imunizantes, “desde que sejam integralmente doadas” ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

O parágrafo 1º, por outro lado, diz que se os grupos prioritários já tiverem sido imunizados, 50% das doses podem ficar com os responsáveis pela importação, indo o restante obrigatoriamente ao SUS. 

A decisão derruba a expressão “desde que sejam integralmente doadas aos SUS”, no que se refere ao caput, e a íntegra do parágrafo 1º, por suposta violação à Constituição Federal. O magistrado apreciou a compra de vacinas em termos de livre concorrência privada mundial.

“Ao invés de flexibilizar e permitir a participação da iniciativa privada, [a lei] acabou ‘estatizando’ completamente todo o processo de imunização da Covid-19 em solo brasileiro. À toda evidência, não precisa grande esforço para concluir que, no afã de construir uma solução positiva, que atendesse ao clamor da população brasileira, o legislador pátrio acabou maculando a Lei 14.125/21 com várias inconstitucionalidades”, diz o juiz. 

Disposições constitucionais

Segundo ele, o envio de todas as vacinas ao SUS, em um primeiro momento, e de metade, caso já vacinados os grupos prioritários, não se amolda às previsões constitucionais de confisco, já que, segundo a CF de 1988, só podem ser confiscadas propriedades rurais utilizadas para cultivo ilegal de plantas psicotrópicas e que se valem de trabalho escravo. 

Ainda de acordo com o magistrado, a lei também não poderia ser enquadrada nas hipóteses constitucionais de tributação regular, já que a doação de todas as vacinas ao SUS representaria tributo de 100% sobre o valor do bem; de expropriação ou requisição administrativa, que exigem prévia indenização ou posterior restituição; nem de doação voluntária, já que quem importa estaria sendo forçado a doar a compra.

“Literalmente, com as devidas venias, o artigo 2º da lei 14.125/2021 não ajuda a resolver o gravíssimo quadro de pandemia que vivemos (inclusive, até o momento, não há notícias de qualquer adesão oficial de empresas privadas), como ainda tem o poder de retirar da iniciativa privada brasileira o direito de disputar com a iniciativa privada do resto do mundo as vacinas adicionais que a indústria farmacêutica colocará em breve no mercado”, prossegue a decisão. 

Atuaram no caso defendendo o sindicato de Minas Gerais os advogados Humberto Lucchesi de CarvalhoOtávio Augusto Dayrell de MouraJoão Victor de Souza Neves e Rafael Sacchetto Vieira Pinto, do Lucchesi Advogados Associados. 

Clique aqui para ler a decisão
1014039-67.2021.4.01.3400

Pesquisa: ACM Neto lidera com folga na Bahia

acm neto
Renato Araújo / Arquivo ABr

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas na Bahia mostra liderança folgada de ACM Neto na corrida para o governo do Estado.

A pesquisa foi feita nos dias 20, 21, 22, 23 e 24 de março.

CENÁRIO 1

ACM Neto (DEM): 43,8%

Jaques Wagner (PT): 23,5%

Raíssa Soares (sem partido): 5,5%

OTO Alencar (PSD): 4,4%

João Leão (PP): 2,6%

Alexandre Aleluia (DEM): 2,5%

Marcos Mendes (PSol): 1,0%

N/B/N: 12,5%

NS/NR: 5,3%

CENÁRIO 2

ACM Neto (DEM): 51,9%

Jaques Vagner (PT): 24,2%

Raíssa Soares (sem partido): 4,2%

Marcos Mendes (PSol): 0,8%

N/B/N: 13,8%

NS/NR: 5%

Mais 21 mortos vítimas da Covid-19 em Sergipe

coronavirus covid 19
Reuters

Mais 22 mortos em Sergipe vítimas do novo coronavírus.

Este é o número de óbitos, oficialmente, registrados em Sergipe nas últimas 24 horas.

922 novos infectados.

Desde o início da pandemia, 3.368 pacientes morreram em Sergipe vítimas da doença.

Ao todo, 169.458 infectados.

PRIMEIRA MÃO: Assassinato de policiais leva cigana para a cadeia

policial assassinado 171220
Reprodução

Em dezembro de 2020, foram assassinados no povoado Barrinha, em Umbaúba, na região Sul de Sergipe, dois policiais civis.

Os policiais investigavam uma ocorrência de furto no povoado.

Os policiais civis Marcos Luis Morais e Fábio Alessandro Pereira Lopes foram covardemente assassinados.

Nesta quinta-feira, 25, foi presa a cigana Marlene de Oliveira. Estava foragida. Foi presa ao se apresentar à polícia. Contra ela, havia um mandado de prisão preventiva.