Polícia prende duas pessoas por ajudarem na fuga de Lázaro
A força-tarefa montada entre a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) e a SSP-DF, com apoio das polícias Rodoviária Federal e Federal, prendeu nesta quinta-feira, 24, duas pessoas que estavam ajudando na fuga do foragido Lázaro Barbosa e, principalmente, a se esconder da ação policial.
Durante coletiva, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse que os dois homens presos serviram de apoio para a fuga de Lázaro do cerco policial e que, junto com Lázaro, podem ser considerados uma quadrilha ou organização criminosa.
Os dois presos, que não tiveram as identidades reveladas, foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma e facilitação de fuga de foragido. Com um deles foi encontrado uma garrucha calibre 22 com 50 munições. A arma foi furtada por Lázaro provavelmente em uma das residências que ele invadiu e o foragido foi visto em algumas propriedades com a garrucha na mão.
“Acreditamos que eles tenham envolvimento com outros crimes ou acobertam outros crimes do foragido”, disse Miranda. O secretário não quis detalhar a linha de investigação, mas disse que tem indícios e provas contundentes contra os dois detidos e que vão ser apresentadas à Justiça.
O secretário disse que a força-tarefa descobriu o último endereço utilizado por Lázaro para se esconder, uma casa cercada por ruínas na região do distrito de Girassol, no município de Cocalzinho de Goiás. O foragido andava pelos canais para se locomover, o que dificulta a sua localização.
“Quem facilita a vida de foragido, comete crime. Nós sabemos, nós desconfiamos, nós temos indícios, de que há outras pessoas ajudando e nós vamos chegar nelas. Nós temos alcançado nosso primeiro grande objetivo que é não deixar ele cometer mais crimes e agora estamos cada vez mais próximos dele e dessa rede criminosa que apoia absurdamente esse sujeito”, disse Miranda
Segundo o secretário Lázaro foi visto pela última vez por testemunhas nesta quinta-feira próximo ao distrito de Girassol.
Lázaro é acusado de assassinar quatro pessoas da mesma família no dia 9 numa chácara do DF. Uma quinta vítima teria sido morta em Goiás. Ele ainda é investigado de balear três pessoas no dia 12 no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentram as buscas. Ele já tem uma condenação por homicídio na Bahia e é também procurado no DF e em Goiás por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo.
O secretário disse que Lázaro Barbosa é investigado por, pelo menos, sete outros crimes, principalmente latrocínios e assassinatos.
857% no aumento de venda da Ivermectina
Entre 2020 e 2021, ocorreu aumento de 914% nas farmácias localizadas em Sergipe de remédios cuja eficácia é negada por órgãos oficiais.
O crescimento nas vendas de hidroxicloroquina foi de 76%.
Azitromicina teve crescimento de 61%.
Já a vitamina D, teve aumento de 71%.
Segundo o Conselho Federal de Medicina, houve aumento de 857% na venda da Ivermectina em todo o Brasil.
13 mortes por Covid-19 em Sergipe
Mais 13 óbitos por Covid-19 registrados oficialmente nesta quinta-feira, 24, em Sergipe.
5.617 vítimas da doença desde o início da pandemia.
260.293 residentes em Sergipe testaram positivo para a Covid-19.
629 novos infectados.
Sergipe recebe mais de 47 mil doses de vacina contra a Covid-19
Sergipe recebeu no final da manhã desta quinta-feira, 24, duas novas remessas de vacinas contra a Covid-19. Foram 31.200 doses da Coronavac e 16.300 doses da Janssen. Um total de 47.500 doses.
“É a primeira vez que Sergipe recebe a vacina da Janssen. Ela é aplicada em apenas uma dose. Isso significa que 16.300 sergipanos já serão imunizados sem necessidade de dose de reforço”, destacou a enfermeira do Programa de Imunização da SES, Ana Beatriz Lira.
O quantitativo de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde para Sergipe, até o momento, é de 1.175,380 doses. A partir dessa nova remessa, esse número sobe para 1.222.880 doses. É importante ressaltar que logo após o recebimento dos lotes, a Secretaria de Estado da Saúde segue todo o protocolo de distribuição para o território sergipano. Isso possibilita que o estado continue fortalecendo as estratégias que já estão sendo desenvolvidas pelos municípios.
Maioria do STF: CPI da Covid não pode convocar governadores
O Supremo Tribunal Federal formou maioria para proibir, à luz da Constituição, a CPI da Covid, no Senado Federal, de convocação.
A atribuição legal é das Assembleias Legislativas.
O julgamento ocorre em plenário virtual.
PESQUISA IPEC: 50% reprovam Bolsonaro
O Ipec ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios, de 17 a 21 junho.
Margem de erro: 2%, para mais ou para menos.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO
Ótimo/bom: 23%
Regular: 26%
Ruim/péssimo: 50%
Não sabe/não respondeu: 1%
PESQUISA ANTERIOR, feita em fevereiro de 2021
Ótimo/bom: 28%
Regular: 31%
Ruim/péssimo: 39%
Não sabe/não respondeu: 2%
FORMA DE GOVERNAR
Aprova: 30%
Desaprova: 66%
Não sabe ou não respondeu: 4%
CONFIANÇA NO PRESIDENTE
Confia: 30%
Não confia: 68%
Não sabe/não respondeu: 2%
DECISÃO: Preso mais uma vez Daniel Silveira
Facebook/Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a volta à prisão do deputado federal Daniel Silveira.
A prisão foi pedida pela Procuradoria Geral da República.
Causa: desrespeito aos limites da tornozeleira eletrônica.
UFS: testes sorológicos
Um mês após completar o ciclo vacinal contra a covid-19 ao tomar a segunda dose do imunizante, o aposentado C.J.M.M., 75 anos, de Aracaju, resolveu fazer um teste sorológico para saber se a vacina tinha surtido efeito, protegendo-o da infecção. Resultado: o IgG, que indica a presença de anticorpos contra o vírus, deu negativo.
Esse relato mostra por que os exames de sorologia utilizados para auxiliar o diagnóstico da doença não são recomendados para verificar a resposta imune gerada pelas vacinas. Não há uma explicação única para isso. Uma das principais delas está na finalidade do produto. Isso porque os testes disponíveis no mercado foram desenvolvidos para identificar se a pessoa teve contato com o vírus, e não para atestar a resposta vacinal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador de produtos e medicamentos no Brasil, publicou uma nota técnica sobre o tema, esclarecendo que ainda não existe definição da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para conferir proteção imunológica contra o Sars-Cov-2. Assim, produtos para diagnóstico in vitro não devem ser utilizados para verificar proteção vacinal.
Doutora em Patologia Humana, a professora Tatiana Rodrigues de Moura desenvolve pesquisas sobre resposta imune em doenças inflamatórias infecciosas e não infecciosas. Ela é uma das pesquisadoras do Laboratório de Biologia e Imunologia do Câncer e Leishmania (LBICL), do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com os professores Cristiane Bani e Ricardo Scher.
Moura explica as diferenças das principais metodologias de avaliação sorológica e como interpretar os resultados dos testes para a detecção do vírus. Ela também esclarece se é possível medir os componentes da resposta imune às vacinas e indica as estratégias mais adequadas para a análise da proteção vacinal.
O que são os testes sorológicos?
São testes que detectam os níveis de anticorpos produzidos no organismo em resposta a uma determinada infecção. Geralmente, são avaliados os níveis de anticorpos IgM e IgG contra proteínas específicas do patógeno. A IgM é produzida primeiro, e a IgG é produzida mais tardiamente e permanece por mais tempo, sendo associada à proteção.
Como são feitos esses testes? Para quê servem?
A maioria dos testes sorológicos usados para o diagnóstico da covid-19 detectam anticorpos contra a proteína N do vírus. As duas principais metodologias utilizadas são o ELISA e o teste de imunofluorescência. Embora as metodologias sejam diferentes, uma utiliza colorimetria e outra fluorescência para detectar os anticorpos, ambos são executados em ambiente laboratorial por profissionais treinados.
Por que esses testes não são recomendados para verificar resposta vacinal?
A melhor forma de verificar a resposta vacinal é avaliar o coletivo, ou seja, avaliar a redução do número de casos, de internações e de morte. Os motivos por que os testes usados no diagnóstico não devem ser usados para avaliar a resposta vacinal são os seguintes: a) embora a vacinação possa induzir uma imunidade humoral, mediada por anticorpos, ela induz uma imunidade mediada por células, que não é detectada por este tipo de teste; b) o teste sorológico avalia anticorpos contra a proteína N. O sucesso das vacinas pode ser avaliado pela produção de anticorpos contra a proteína S. Ou seja, o teste não avaliaria esses anticorpos de proteção; e c) pode ocorrer ainda uma diminuição natural nos níveis de anticorpos produzidos, ficando abaixo do nível de detecção dos testes laboratoriais.
Quais são os possíveis riscos ao não se seguir essa recomendação?
Os testes devem ser utilizados com intuito de atuar numa conduta clínica, que não é o caso em questão. Avaliar o sucesso vacinal por esses testes individuais pode causar confusão na população, refletindo em uma diminuição de medidas de prevenção ou pânico por achar que não está protegido. A produção de anticorpos após a vacinação ainda não é um resultado conclusivo. Para uma avaliação individual, mais estudos precisam ser feitos.
E o que são os testes para anticorpos neutralizantes?
É outro teste que vem sendo utilizado para avaliar a resposta imune contra o coronavírus através da detecção de anticorpos neutralizantes contra a proteína S. Esses testes podem avaliar a proteína S total ou um pedaço dela. Os anticorpos neutralizantes correspondem aos anticorpos relacionados efetivamente ao bloqueio da entrada do vírus na célula alvo, mas seu resultado precisa ser interpretado com cautela, uma vez que ainda existem poucos estudos na população, não se estabeleceu um valor específico desses anticorpos que possa separar se um indivíduo está protegido contra as formas graves ou formas leves.
Como interpretar um resultado negativo nesse tipo de teste isoladamente?
Ter um resultado negativo para anticorpos neutralizantes não necessariamente indica que a pessoa não estaria imune, já que o teste não mostra toda a realidade do que é desencadeado após a vacinação, e ainda há possibilidade de resultados falsos negativos. Quem ganha muito com esses testes são as indústrias e laboratórios.
Exames de sorologia auxiliam diagnóstico da covid-19 a partir da identificação de anticorpos – Foto: Adilson Andrade/UFS
Então, como é possível medir os componentes da resposta imune às vacinas? Há testes para verificar efetividade e duração de proteção vacinal?
Os ensaios que avaliam a resposta imune são realizados na fase 1 e 2 do desenvolvimento da vacina. Os testes são realizados em laboratórios de pesquisa e avaliam a proteção contra a infecção; a produção de anticorpos capazes de bloquear a infecção viral, a presença de células efetoras e de memória específicas para antígenos virais. Muitas destas técnicas só estão disponíveis em laboratórios de pesquisa. Por exemplo, a avaliação dos anticorpos de neutralização nos estudos clínicos é feita com o próprio vírus causador da covid-19. Por ser uma infecção nova, os ensaios que avaliam a duração da proteção são limitados ao primeiro ano de pandemia e consistem na avaliação da resposta imune e da incidência da doença.
Tudo isso reforça a necessidade das medidas de cuidados para evitar o contágio da covid-19?
Sim, precisamos ressaltar que indivíduos vacinados e assintomáticos podem disseminar o vírus, e essa disseminação precisa ser freada para não termos novas variantes, que podem ser mais transmissível. É imprescindível o aumento da vacinação, continuar com as medidas de proteção individual, manter o distanciamento social, evitar aglomerações e higienizar constantemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Colômbia protesta à Conmebol por arbitragem de jogo contra Brasil
A Federação Colombiana de Futebol (FCF) apresentou nesta quinta-feira (24) uma nota de protesto à Conmebol pela arbitragem do argentino Néstor Pitana na partida em que perdeu de 2 a 1 para o Brasil pela Copa América e pediu a suspensão imediata do trio de arbitragem.
Aos 32 minutos do segundo tempo do jogo da noite desta quarta-feira (23), ocorreu uma jogada em que a bola bateu em Pitana e, em seguida, parou com o lateral brasileiro Renan Lodi, que na sequência cruzou para Roberto Firmino marcar o gol de empate do Brasil.
Copa América/Reprodução Twitter
“O VAR chegou a indicar ao árbitro que o passe do jogador brasileiro que quicou no árbitro seria recebido por um colombiano. No entanto, o juiz central e os árbitros do VAR decidiram omitir a aplicação da regra 9 das regras do jogo, afetando diretamente o resultado da partida”, informou a federação colombiana em comunicado.
“A FCF pediu à Conmebol a suspensão imediata dos árbitros da partida, assim como recentemente a Comissão de Arbitragem suspendeu dois árbitros colombianos pelo grave e manifesto erro que consistiu na anulação de um gol durante a partida das Eliminatórias da Copa do Mundo Fifa Catar 2022 entre Uruguai e Paraguai, em 3 de junho”, acrescentou.
No entanto, o órgão regulador do futebol sul-americano garantiu em seu site que, embora a bola tocasse o árbitro, ele permitiu que o jogo continuasse, tomando uma decisão de acordo com as regras, porque a bola não foi direto para o gol, não mudou de posse, nem deu início a um ataque promissor.
Urgente: Miranda pede à CPI prisão de Onyx e ex-secretário de Pazuello
Valter Campanato / Agência Brasil
O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) pediu à CPI da Covid, instalada no Senado Federal, a prisão de Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria Geral da Presidência, e do ex-secretário de Pazuello, Elcio Franco:
Certamente que o momento escolhido para que o Sr. Onyx viesse a público tem a ver, diretamente, com o intuito de coagir e reprimir as atividades desta CPI, com a perversão do devido processo legal, isto é, de prejudicar a espontaneidade de nossos depoimentos.
Luis Miranda
O pedido foi feito mediante ofício encaminhado à CPI.