VOTOS: TSE julga improcedentes ações contra Bolsonaro e Mourão

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (28), pela improcedência e arquivamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pediam a cassação dos diplomas e a consequente inelegibilidade por oito anos do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do vice, Hamilton Mourão, por suposto abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação na campanha eleitoral de 2018. A acusação era de impulsionamento ilegal de mensagens em massa via WhatsApp durante a campanha, bem como uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular utilizados para garantir os disparos.

Na mesma sessão, por maioria de votos (6×1), o colegiado fixou nova tese segundo a qual “o uso de aplicações digitais de mensagens instantâneas visando promover disparos em massa contendo desinformação e inverdades em prejuízo de adversários e em benefício de candidato pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, nos termos do artigo 22 da LC 64/1990 [Lei de Inelegibilidade], a depender da efetiva gravidade da conduta, que será examinada em cada caso concreto”. A tese deve balizar os julgamentos de ações envolvendo o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens nas futuras campanhas eleitorais. Apenas o ministro Carlos Horbach ficou vencido neste ponto.

Tanto o resultado quanto a fixação da tese seguiram o posicionamento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, que apresentou o voto na sessão do dia 26 de outubro. Mesmo reconhecendo a ilicitude do uso de disparo em massa em benefício da campanha de 2018, entendeu que as provas contidas nas Aijes não são suficientes para atestar a gravidade dos fatos, o que é requisito para a cassação da chapa. Salomão ressaltou que cabia ao autor do processo, no caso a coligação O Povo Feliz de Novo, proceder à busca e à juntada de elementos de prova que efetivamente pudessem servir à comprovação dos ilícitos e de sua gravidade.

Na ocasião, os ministros Mauro Campbell Marques e Sérgio Banhos seguiram o entendimento do relator. Hoje, votaram no mesmo sentido os ministros Carlos Horbach, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e do presidente da Corte Luís Roberto Barroso.

Decisão para o futuro

Ao proclamar o resultado, Barroso destacou que a maioria expressiva do Tribunal entendeu que ocorreram condutas ilícitas relacionadas a disparos em massa e à difusão de desinformação contra os adversários. Mas não houve comprovação suficiente de ligação dessas irregularidades com a chapa vencedora nem a comprovação de compra dos disparos por pessoas ligadas à campanha presidencial em 2018.

Barroso destacou que essa é uma decisão para o futuro, uma decisão para demarcar os contornos que vão pautar a democracia brasileira e as eleições do próximo ano, buscando formas de enfrentar e coibir a desinformação, os discursos de ódio, as mentiras e as teorias conspiratórias nas mídias e redes sociais.

O ministro Carlos Horbach acompanhou o relator na conclusão, pela improcedência das provas, mas divergiu quanto à fixação de tese. Para ele, não se justifica a criação de jurisprudências com base na defasagem da legislação eleitoral. Ele lembrou que o texto da Lei Complementar 64/1990 (Lei de Inelegibilidade), neste ponto, está inalterado há 21 anos. Ou seja, defendeu que a tese proposta pelo relator pode ensejar uma boa discussão, mas não pode indicar um juízo nos moldes da lei.

Conforme salientou o ministro, para que a conduta seja vista como abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação sociais, seria necessário incluir tal irregularidade em lei, uma vez que a legislação eleitoral tem sido constantemente atualizada para fazer incluir em seus preceitos os novos meios digitais à disposição das campanhas políticas. “Basta-se pensar na questão do crowdfunding, regulado pela Lei 13488/2017, todas as inovações trazidas na Lei das Eleições quanto a e-mails e disparos de e-mails e a questão da propaganda na internet”.

Edson Fachin

O ministro Edson Fachin acompanhou integralmente o voto e a tese fixada pelo relator, mas divergiu em alguns pontos. Ele não concorda, por exemplo, que as provas do STF tenham sido descartadas na fase preliminar, uma vez que “não é possível antecipar que o resultado da prova, e não a sua relação de pertinência com o objeto da demanda, é inservível para informar ou modificar o julgamento da causa”.

O próximo presidente do TSE ainda falou sobre o papel essencial da Justiça Eleitoral como garantidora da normalidade e legitimidade das eleições, mesmo diante dos inovadores desafios tecnológicos. “Há um descompasso entre os avanços tecnológicos empregados em campanhas eleitorais e os marcos normativos que regem a atuação do Estado-Juiz em matéria eleitoral. Entretanto, isso não significa que eventuais condutas que se valem desse descompasso estão além do campo de atuação do Poder Judiciário”, destacou.

Alexandre de Moraes

Apesar de votar pela improcedência dos pedidos feitos nas Aijes por ausência de provas, o ministro Alexandre de Moraes também acolheu a tese proposta pelo relator. Ele ressaltou a importância do julgamento para a definição de regras claras quanto ao uso de serviços de mensagens instantâneas e de plataformas digitais na seara eleitoral, uma vez que as mídias sociais se tornaram uma fonte primária de informação para grande parte dos brasileiros.

O magistrado foi categórico ao afirmar que a subestimação das redes ocorrida no passado, quando o país e a Justiça Eleitoral foram surpreendidos pelos disparos em massa coordenados por milícias digitais, não se repetirá nas Eleições Gerais de 2022.

Luís Roberto Barroso

Último a votar, o ministro Luis Roberto Barroso acompanhou integralmente o voto do relator, ressaltando que a tese jurídica produzirá impacto relevante e necessário para a preservação da democracia brasileira. “Não tenho nenhuma dúvida em equiparar as mídias sociais aos meios de comunicação social, porque essa é a realidade contemporânea”, enfatizou em seu voto.

 Voto do ministro Salomão.

  voto do ministro Campbell Marques.

 voto do ministro Edson Fachin

Temperatura em Sergipe

Mesmo com o tempo nublado e parcialmente nublado, e as temperaturas máximas acima de 29°C no litoral e de 30°C, no interior, de hoje,27, até a sexta-feira, 29, existe a possibilidade de ocorrência de chuvas nos períodos da madrugada, manhã e tarde, em todo o estado, sobretudo em alguns municípios banhados pelo litoral e também dos Territórios Agreste Central, Baixo São Francisco, Centro Sul, Leste e Médio Sertão Sergipano. As precipitações ocorrerão de maneira leves e isoladas, porém, concentradas e de curta duração.

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Sedurbs

No litoral, até a sexta-feira, a temperatura mínima pode variar entre 22,1°C e 25,1°C, e a máxima entre 29,6°C e 29,9°C, enquanto que no interior sergipano, as mínimas registrada pelos termômetros serão de 19,2°C à 21,3°C. No entanto, as temperaturas máximas oscilarão entre 30,1°C e 31,2.

Ainda na sexta-feira, 29/10, as chuvas embora leves, poderão ocorrer também em alguns pontos isolados do Território do Alto Sertão Sergipano. A velocidade dos ventos permanece a mesma dos últimos dias e não ultrapassam os 9 Km.

Trecho da Santos Dumont será bloqueado temporariamente

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju informa que, no próximo sábado, dia 30, a avenida Santos Dumont, na Orla da Atalaia, será bloqueada parcialmente para a realização de uma corrida de rua. O fluxo de veículos será interrompido no sentido Sul/Norte, apenas no trecho entre o antigo Hotel Parque dos Coqueiros e o Oceanário, de 14h às 18h.

Com o bloqueio, os condutores que estiverem no sentido Sul deverão convergir à esquerda para a rua deputado Clóvis Rollemberg, no bairro Atalaia, por onde seguirão até a avenida Melício Machado. 

O superintendente da SMTT, Renato Telles, informa que os agentes de trânsito estarão na região fazendo os devidos bloqueios e orientando os condutores. “Os agentes estarão na avenida Santos Dumont, fazendo os bloqueios e é importante que os condutores fiquem atentos às sinalizações provisórias que serão instaladas”, disse. 

Transporte Público

O itinerário das linhas de ônibus que circulam no sentido Sul/Norte da avenida Santos Dumont também precisará ser alterado no sábado, 30, de 14 às 18h. Dessa forma, os ônibus da linha 051 – Atalaia/Centro e 100 CS2 – Circular Shopping 02, após saírem do Terminal Zona Sul, percorrerão pela avenida Rotary e entrarão na rua Cel. José Figueiredo de Albuquerque, seguindo pelas ruas Dr. Fernando Sampaio e Aloísio Campos. 

Já os ônibus da linha 008 – Porto Sul/Bairro Industrial, após a rua Cel. José Figueiredo de Albuquerque, entrarão na rua Cônego José Félix de Oliveira e sairão na avenida Santos Dumont, retornarão no Oceanário e seguirão para o Centro.

Confira funcionamento de órgãos de Aracaju dias 1 e 2/11

Devido ao decreto assinado pela prefeita em exercício de Aracaju, Katarina Feitoza, transferindo o ponto facultativo do dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público, para o próximo dia 1º de novembro, e ao feriado do Dia de Finados, celebrado no dia 2, os órgãos da Prefeitura de Aracaju estarão fechados nestes dois dias, com exceção dos serviços municipais considerados essenciais e indispensáveis à população.

feriado nov 2 2021
Divulgação

Confira abaixo o que abre e fecha no feriado:

Saúde

Os serviços de Saúde da rede municipal sofrerão alteração em seu funcionamento. Na Rede de Atenção Primária (Reap), as Unidades Básicas de Saúde estarão fechadas na segunda-feira (1º) e terça-feira (2), voltando ao normal na quarta-feira (3).

Na Rede de Urgência e Emergência (Reue), os hospitais municipais Fernando Franco e Nestor Piva seguem com serviço 24 horas para atendimento de síndromes gripais e suspeita de covid-19. Além da urgência clínica, a urgência odontológica ofertada no Hospital Fernando Franco também funcionará 24 horas nos dois dias.

Na Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), o atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) segue porta aberta, entretanto, nos dois dias funcionará apenas o acolhimento noturno.

O Centro de Especialidades Médicas (Cemar Siqueira Campos), inserido na Rede de Atendimento Especializado (Reae), não funciona aos finais de semana e feriados. Desta forma, o serviço retorna na quarta-feira, dia 3, das 7h às 18h.

Semdec 

A Guarda Municipal de Aracaju (GMA) continuará prestando seus serviços essenciais normalmente. A Defesa Civil permanecerá com equipes no plantão, para atendimento às demandas que possam surgir através do número emergencial 199. Já o Procon Aracaju não funcionará durante o feriado.

Funcaju

Nos dias 1º e 2, todas as unidades da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) estarão fechadas.

Educação

A Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju Galileu Galilei (CCTECA), localizada no Parque Governador Augusto Franco (Parque da Sementeira), continua sem funcionar em virtude das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus. As 74 unidades de ensino municipais já retomaram as aulas semipresenciais, mas não abrem durante o feriado.

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Mercados e feiras

Na segunda-feira, 1º, os mercados centrais abrirão normalmente, de 6h às 16h45. Já os setoriais (bairros) estarão fechados. Na terça, 2, os mercados centrais (Antônio Franco, Thales Ferraz e Maria Virgínia Leite Franco), inclusive a Passarela das Flores, irão funcionar de 6h às 12h. Os mercados setoriais (bairros) seguem o mesmo horário. A feira livre do Batistão, instalada entre os bairros São José e 13 de Julho, não ocorrerá neste dia.

Operacional

A coleta do lixo domiciliar acontece sem alteração no cronograma. Os demais serviços de limpeza pública serão realizados, porém, com redução de equipes.

Os ecopontos da cidade não funcionam nesta data, assim como a coleta seletiva e o programa Cata Treco. Já a equipe de podação trabalhará em regime de plantão.

Parques, praias e orlas

As atividades esportivas e de lazer no parque Augusto Franco (Sementeira) permanecem suspensas em virtude da vacinação pelo sistema drive-thru;

O Parque Ecológico Poxim, no Inácio Barbosa, funcionará normalmente de 6h às 18h;

O Centro de Artesanato Chica Chaves, no bairro Industrial, que não funciona às segundas-feiras, estará de portas abertas no dia 2, de 9h às 18h;

Os serviços de embarque e desembarque na Orla Pôr do Sol (Mosqueiro), ocorrerão sem qualquer alteração, de 8h às 17h;

Permitido o acesso às praias do litoral da capital; 

As equipes de fiscalização da Emsurb irão atuar na extensão das orlas da praia da Atalaia, dos bairros Industrial, Porto D’anta e  Mosqueiro (Orla Pôr do Sol).

CGU e PF apuram irregularidades na importação da Covaxin

A Polícia Federal (PF) realiza hoje (28) uma operação para apurar indícios de crimes praticados no processo de contratação de doses da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde (MS), em convênio com a Precisa Medicamentos. A operação, realizada com a colaboração da Controladoria Geral da União (CGU), cumpre 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Brasília.ebcebc

As investigações, de acordo com a CGU, tiveram início após denúncias da imprensa sobre indícios de prática de crimes no processo de importação do imunizante, produzido pela empresa indiana Bharat Biotech Limited, por parte da Precisa.

A empresa também foi investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a pandemia de covid-19. Os senadores investigaram o convênio da empresa para a aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin com o MS, em um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses. A CPI investigou a suspeita da prática de pedido de propina e superfaturamento das doses, entre outras irregularidades.

Em junho, após as denúncias, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a suspensão do contrato. Em agosto, foi publicada no Diário Oficial da União a rescisão unilateral do contrato do governo com a Precisa Medicamentos.

De acordo com a CGU, as investigações apontaram que a Precisa, que alegava ser a representante oficial do laboratório indiano, apresentou documentos falsos ao MS e à CGU. Os trabalhos revelaram, ainda, cartas de fiança irregulares emitidas pela empresa FIB Bank, que não tem autorização para funcionamento pelo Banco Central. Além disso, há suspeita de fraude nas assinaturas e nos documentos constitutivos da FIB Bank.

“Ainda de acordo com as investigações, as cartas de fiança inidôneas apresentadas para o Ministério da Saúde e diversos outros órgãos públicos federais, estaduais e municipais podem alcançar mais de R$ 500 milhões”, informou a CGU.

TSE forma maioria contra cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atingiu hoje (28) a maioria de quatro votos contra a cassação do mandato do presidente Jair Bolsonaro e de seu vice, Hamilton Mourão. A corte julga duas ações que tratam do disparo em massa de mensagens via aplicativo WhatsApp durante a campanha de 2018, conduta então vedada pelas regras eleitorais.

bolsonaro mourao
Marcelo Camargo / Agência Brasil

O julgamento teve início na terça-feira (26), quando três ministros votaram contra a cassação – Luís Felipe Salomão, relator; Mauro Campbell e Sérgio Banhos. O caso foi retomado nesta quinta-feira com o voto do ministro Carlos Horbach, que seguiu o mesmo entendimento, formando a maioria entre os sete integrantes do TSE.

Para Horbach, não ficou comprovada nem mesmo a existência de um esquema voltado a disparar mensagens com informações falsas contra adversários de Bolsonaro em 2018, conforme foi afirmado na petição inicial que deu origem às ações, protocolada pelo PT ainda no ano da eleição.

O ministro afirmou que ao longo da instrução, nenhuma das partes conseguiu provar “o teor das mensagens, o modo pelo qual o conteúdo repercutiu perante o eleitorado e o alcance dos disparos”, motivo pelo qual votou por indeferir por completo as duas ações de investigação judicial eleitoral (Aije) em julgamento. 

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O ministro Horbach se alinhou ao que já havia entendido o ministro Sérgio Banhos, mas divergiu de Salomão e Campbell. Para esses, apesar de não ter ficado comprovada gravidade o bastante para justificar a cassação de mandato, as provas nos autos conseguiram demonstrar que houve, de fato, o esquema de disparo de mensagens.

Na terça-feira,  Salomão disse ter ficado explícito o disparo de mensagens com o objetivo de “minar indevidamente candidaturas adversárias”, mas afirmou que faltam provas sobre o alcance dos disparos e a repercussão perante os eleitores. 

“Não há elementos que permitam afirmar, com segurança, a gravidade dos fatos, requisito imprescindível para a caracterização do abuso de poder econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social”, disse o relator na ocasião.

Ainda que tenha rejeitado o pedido de cassação de chapa, Salomão sugeriu a fixação de uma tese jurídica para deixar explícito que há abuso de poder político-econômico no caso de um candidato se beneficiar do disparo em massa de fake news pela internet.

A favor dessa tese já há três votos a favor. Somente Horbach, até o momento, foi contrário à proposta.

Indiciados presidente e vice-presidente da Trovão Azul

O presidente e o vice-presidente da Torcida Trovão Azul foram indiciados pelas práticas de ameaça e injúria cometidas contra gestores do Confiança e também contra jogadores do time esportivo. Os crimes foram praticados por meio de redes sociais. As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil. O resultado do inquérito policial foi apresentado nesta quinta-feira (28).

De acordo com a delegada Suirá Paim, com a divulgação das agressões foi instaurado o inquérito policial para apuração do caso e responsabilização dos autores. “Após a veiculação na imprensa da notícia de que os jogadores e o presidente do Confiança estavam recebendo mensagens ameaçadoras e ofensas por meio de rede social, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos”, acrescentou.

Suirá Paim detalhou que a investigação também levou em consideração a análise de documentos e oitivas de testemunhas. “Após essas análises, constatamos que as agressões  partiram de membros da torcida organizada Trovão Azul, que estavam insatisfeitos com as derrotas sofridas pelo time. Uma das vítimas ressaltou que as agressões ocorriam desde abril deste ano e que fez representação criminal contra os agressores”, complementou.

Segundo a delegada Lauana Guedes, os responsáveis foram identificados e ouvidos, com a investigação resultando no indiciamento. “Durante os trabalhos investigativos, descobrimos que os responsáveis pelas ofensas foram o presidente e o vice-presidente da torcida Trovão Azul”, informou.

Conforme mencionou Lauana Guedes, houve o reconhecimento das práticas de ameaças e ofensas contra a direção e contra os jogadores do Confiança. “Enquanto o presidente lamentou seus comentários, o vice-presidente afirmou que, como o único intuito era aumentar o desempenho dos jogadores do Confiança, o que aconteceu, não estava arrependido pelo que postou”, pontuou.

Sergipe: TRF-5 condena empresa

A Fênix Aquacultura deverá demolir os muros de contenção e retirar os equipamentos e materiais utilizados nos criadouros de camarões instalados irregularmente em área de manguezal, no povoado Piabeta, localizado no Município de Nossa Senhora do Socorro/SE. A decisão unânime da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 determina, ainda, que a empresa tome as medidas necessárias à recuperação da área degradada.

Em 2013, a empresa foi autuada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), por construir e manter viveiros de camarão em manguezal – ecossistema classificado como Área de Preservação Permanente (APP) –, sem licença ou autorização do órgão ambiental competente. No ano seguinte, a Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema) emitiu um termo de regularização do empreendimento, que ocupa uma área total de 186,30 hectares, sendo 113,20 deles destinados à carcinicultura.

Diante desses fatos, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Fênix Aquacultura e a Adema, requerendo que o termo de regularização fosse considerado nulo e que o órgão ambiental estadual se abstivesse de conceder licença para qualquer empreendimento de carcinicultura na área em questão. O MPF pediu ainda que a empresa fosse condenada a encerrar a atividade potencialmente poluidora e restaurar o meio ambiente degradado. A Justiça Federal em primeira instância acolheu os pedidos.

A Fênix Aquacultura recorreu ao TRF5, alegando que seu empreendimento não se situa em área de mangue, mas em zona de apicum, que se caracteriza pela alta salinidade e pela presença de pouca vegetação, normalmente rasteira. Como Novo Código Florestal (‎Lei nº 12.651/2012) assegura a regularização das atividades de carcinicultura localizadas em zonas de apicum ou salgado, cuja implantação tenha sido anterior 22 de julho de 2008, e a empresa iniciou suas atividades muito antes dessa data, o termo de regularização emitido pela Adema seria regular.

Ao julgar o recurso, a Terceira Turma do TRF5 destacou que a análise de imagens aéreas, da topografia, da vegetação e da salinidade do local, feita pela perícia judicial, levou à constatação de que o empreendimento realmente está localizado em área de mangue. Inclusive, a região apresenta relevo plano, que geralmente não está presente em zonas de apicum. Diante da avaliação técnica, o órgão julgador concluiu que a empresa vem atuando de forma ilegal e não tem direito à regularização da atividade, uma vez que a instalação de viveiros de camarões em APPs é vedada por lei.

Eu seu voto, o desembargador federal convocado Ivan Lira de Carvalho também assinalou que, de acordo com o relatório pericial, os viveiros da Fênix Aquacultura são totalmente cercados por vegetação de mangue. “É muito improvável que houvesse uma área de apicum bem no centro de uma área de mangue, porque os apicuns estão normalmente localizados entre os manguezais e as encostas das regiões litorâneas e fluviais”, afirmou.

O relator apontou, ainda, que a perícia constatou a degradação ambiental da área onde se encontram os viveiros da Fênix Aquacultura. Além do desmatamento do manguezal e da mata ciliar, observou-se o bloqueio do fluxo das marés, a contaminação da água por efluentes do viveiro, a redução e extinção de habitats de numerosas espécies, a extinção de áreas de mariscagem, pesca e captura de caranguejos, entre outros danos.

Na sessão de julgamento, Ivan Lira de Carvalho ressaltou a importância da criação de camarões na geração de emprego e renda, mas destacou a necessidade paralela de preservação do meio ambiente, lembrando que o próprio Código Florestal condiciona a regularização de viveiros instalados em apicuns e salgados antes de 22 de julho de 2008 à salvaguarda absoluta da integridade dos manguezais. “A carcinicultura tem o seu espaço, tem o seu lugar para conviver harmonicamente com os recursos naturais”, afirmou.

Kassab projeta consolidação da candidatura de Mitidieri

O presidente da executiva nacional do PSD, Gilberto Kassab, acredita que o nome do deputado federal Fábio Mitidieri (PDS-SE) está se consolidando internamente para encabeçar uma chapa majoritária nas eleições de 2022.

Segundo Kassab, o PSD tem buscado fortalecer suas bases regionais e, para isso, irá apresentar candidatos a governador em diversos estados do país, a exemplo de Sergipe, estado governado pelo pessedista Belivaldo Chagas.

De acordo com Fábio Mitidieri, apesar de o seu partido não abrir mão de apresentar um nome para disputar a sucessão de Belivaldo, isto não significa, necessariamente, que será ele o indicado.

“Não estou forçando ou impondo que o escolhido será Fábio, mas estou defendendo que seja um membro do nosso PSD”, explica o deputado sobre as articulações do grupo governista em Sergipe para as eleições do próximo ano

Nesta quarta-feira (27), em Brasília, o PSD filiou o presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que chega ao partido como pré-candidato à presidência da República. 

Bolsonaro-Mourão: TSE retoma julgamento

Hamilton Mourao Jair Bolsonaro
Agencia Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje (28), às 9h, o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa vencedora das eleições de 2018, formada pelo presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente, Hamilton Mourão. Até o momento, três dos sete ministros da Corte votaram contra a cassação.ebcebc

O julgamento de duas ações protocoladas pela coligação formada pelo PT, PCdoB e PROS teve início na terça-feira (26). As legendas pedem a cassação da chapa formada por Bolsonaro e Mourão pelo suposto cometimento de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. De acordo com os três partidos, teria ocorrido o impulsionamento ilegal de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral de 2018.

Está prevalecendo o voto do relator, ministro Luís Felipe Salomão. Ele reconheceu que houve uso da ferramenta para “minar indevidamente candidaturas adversárias”, mas afirmou que faltam provas sobre o alcance dos disparos e a repercussão perante os eleitores.

“Não há elementos que permitam afirmar, com segurança, a gravidade dos fatos, requisito imprescindível para a caracterização do abuso de poder econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social”, disse Salomão. O entendimento foi seguido pelos ministros Mauro Campbell e Sérgio Banhos.

Defesa

Durante o julgamento, a advogada Karina Kufa, representante de Bolsonaro, disse que as acusações foram fundamentadas apenas em matérias jornalísticas, não sendo apresentadas provas que tenham relação com a atuação da campanha.

“Com base em tudo o que está nos autos e a comprovação de que nada foi feito pela campanha de Jair Messias Bolsonaro e Hamilton Mourão é que a gente pleiteia a improcedência das ações”, afirmou.

Karina Fidelix, representante de Mourão, também reforçou a falta de comprovação das acusações. De acordo com a advogada, “não houve qualquer comprovação de abuso de poder econômico ou de abuso dos meios de comunicação pelos investigados”.